A situação é deveras gravíssima !!! Imprimir
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Esclarecimentos

Por Milton de Paula - São Paulo 16 Mai 2012

No dia 16/05/12, escrevi uma carta à Folha de São Paulo (sou assinante há muitos anos).

Foi após ler a entrevista que a advogada Rosa Maria Cardoso sobre a "Comissão da Verdade", da qual ela faz parte e,

Após ler o Editorial do jornal e a coluna de Helio Shwartsman sobre o tema... (quem tremeu fui eu !).

Eu vivi e participei naquela época (1964), em Santos, com um grupo na Faculdade de Direito e com uma Agência de Publicidade.

 

Nossa posição (eu e os amigos) era de denunciar os avanços da chamada "revolução sindicalista" (todos sabíamos que eram "comunistas");

Objetivavam, pela força, ao tomada do poder e, em seguida, a implantação de uma república dita "socialista" (para escamotear a verdadeira intenção).

O molde para eles era a "revolução cubana", eis que TODOS ELES eram (e são) adoradores de Fidel Castro, com uma ditadura (de partido único, comandado pela direção do PC), sem oposição, sem imprensa, sem eleição, etc.

E sabe o pior ? Nossa imprensa está impregnada de esquerdistas - e os diretores de TVs, jornais, revistas, etc, não se dão conta da gravidade.

Os militares de hoje, como não viveram aquele período, também não se dão conta de que, numa eventual tomada de poder, eles serão os primeiros a serem exterminados.

Os oficiais militares da reserva, estão manietados; e quando raramente se manifestam, recebem uma carrada de críticas, desqualificação, ofensas, etc.

A Folha se recusou a publicar a carta (não esclareceram a razão).

Enviei-a à revista "Veja" e também não quiseram publicá-la.

Se notarmos, toda estrutura do poder está em mãos daqueles "revolucionários". O PT aparelhou tudo: Presidência, Ministérios, Estatais, etc.

Grave, ainda mais, quando vários países da América Latina estão na mesma situação (vide El Salvador, Venezuela, Equador, Bolívia, etc.)

Nossa nação (e muitas outras) corre muito mais risco de uma ditadura tipo Cuba, Coréia do Norte, etc. na atualidade, do que nos idos de 1960/1970.

É desolador ver a passividade de quem tem condições de vir a público, denunciar, lutar, arregimentar e, ao invés disso, calar... aceitar passivamente tudo que ocorre.

Há (ainda), uns poucos bravos e corajosos que de vez em quando rompem a barreira, mas a escassez é tão grande que eles minguam.

Milton de Paula

SP, 18/07/2012

A advogada Rosa Maria Cardoso não quer que se apure "a verdade" sobre os guerrilheiros da extrema esquerda.

Ah ! está com medo?

O editorial "Mais luz" (16/5) comete equívoco quando diz que "não há como excluir de antemão o exame dos casos de inocentes mortos em consequência de ações de organizações que pegaram em armas contra o regime..." e que há "um despropósito a tentativa de equiparar tais ações..."

Também comete equívoco o colunista Helio Schwartsman, na mesma edição, quando diz que "Ainda que parte dos esquerdistas tenha pego em armas, eles eram, sob o prisma da lei, criminosos comuns protegidos pelas garantias fundamentais declaradas nas Constituições de 1946 e, depois, 1967 - ..."

Não se sabe as idades dos articulistas, nas quem viveu à época, sabe perfeitamente que a coisa não era assim.

A esquerda extremada estava por demais articulada, preparada e armada para uma verdadeira revolução. É que, felizmente, perderam. (atribui-se ao presidente João Goulart o recuo por que... contrariando Brizola, Arraes, etc., previa as consequências de uma sangrenta revolução).

Contavam, no plano de tomada do poder, com governadores (Brizola, Arraes, etc.), com generais (Jair Dantas, Osvino Ferreira, etc.), ligas camponesas (Julião, etc.),

quase todo o movimento sindical (que, aliás, era quem mais agitava e pregava a subversão) e, o mais importante, se fossem vitoriosos, os "paredons", com o assassinato de milhares de "opositores", já estava adrede preparado, nos moldes da revolução cubana que eles tanto ainda veneram.

Então, Rosa Maria e outros estão com medo? Tudo deve ser apurado. Se houveram excessos de militares e policiais, deve ser esclarecido; se houveram excessos dos terroristas, idem.

 

e-mail: dr.miltondepaula@uol.com.br