Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) - História, Tradições, Dados e Curiosidades. PDF Imprimir E-mail
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História

Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) - História, Tradições, Dados e Curiosidades.

Este trabalho tem como escopo a concepção e construção da Militar das Agulhas Negras, na cidade de Resende, Estado do Rio de Janeiro, no período entre 1930 e 1944, ano em que a Academia foi inaugurada. Serão abordados aspectos da história, tradições e apresentados dados e curiosidades da Academia. Inicia abordando os esforços do Marechal José Pessôa Cavalcante de Albuquerque, o idealizador da AMAN, para construir a Academia. Depois trata da escolha do local, do concurso realizado para a escolha do projeto, do lançamento da pedra fundamental, curiosidades e, finaliza com a apresentação de alguns dados sobre a Academia.

O Marechal José Pessôa Cavalcante de Albuquerque

No agitado ano de 1930, José Pessoa comanda o 3o. Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha.

Em julho é assassinado João Pessoa, seu irmão, presidente da Paraíba e candidato a vice-presidente da República, com Getúlio Vargas, na chapa da Aliança Liberal. É o estopim da revolução. José Pessoa dela participa. Aproveitando a experiência adquirida na Faculdade de Direito de São Paulo, substituiu a guarnição do 3o. RI por civis que treinara militarmente.

Legítimo representante da Revolução de 30, assume nos primeiros dias de 1931 o comando da Escola Militar do Realengo. Em sua primeira ordem do dia, expõe em linhas gerais o projeto de mudança da Escola: "Reuni a necessária documentação para fundamentar a remodelação integral por que passará a Escola Militar: West Point, Saint-Cyr, Sandhurst serão os moldes de onde sairão as linhas gerais de vossa formação militar. A formação do oficial brasileiro, em seu primeiro lance na Escola Militar, terá como base a educação física, como meio, a cultura geral científica e, como fim, a mais rigorosa preparação profissional".

Jeovah Mota, que foi aluno da Escola Militar do Realengo, destaca que o Marechal tinha grande preocupação com a limpeza do cadete: limpeza no sentido físico, moral e social, Note-se que as condições higiênicas do Realengo eram más, devido à frequente falta de água.

Por decreto de 21 de agosto de 1931, é criado o Corpo de Cadetes, restabelecendo a antiga denominação que fora abolida pela República, em 1889.

Em 25 de agosto - aniversário de Caxias - é feita a entrega do Estandarte distintivo do Corpo de Cadetes. No estandarte já aparece o Brasão D´Armas, com o perfil estilizado das Agulhas Negras, em fundo dourado. Esse fato evidencia que o nome e o local da nova Escola já estavam escolhidos.

O uniforme "Azulão", assim como a barretina de 1852 e o cordão com palmatória e borlas, que serviam no Império para distinguir os diferentes anos dos alunos, é também resgatado.

Uma cópia fiel reduzida da espada de campanha do Duque de Caxias, símbolo da honra militar, passou a distinguir o cadete.

Em sua ordem do dia, destaca o Coronel José Pessoa: "O privilégio do Colégio Militar para o ingresso no Realengo desaparece. Todos os meios sociais podem concorrer ao ingresso, por isso que somente 60% das vagas são reservadas para oriundos do Colégio Militar. De outro modo, a repartição das vagas anuais pelas três fontes reconhecidas idôneas - os Colégios Militares, os institutos secundários de ensino e os corpos de tropa - conduzem, como é natural, à seleção física, moral e intelectual dos candidatos. Classificação rigorosa por merecimento e média geral cinco de base asseguram a seleção intelectual. Extrato dos assentamentos do candidato permitem o controle moral dos pretendentes. Por fim, o atestado prévio de sanidade e rigorosa inspeção física de entrada afirmam a capacidade física dos concorrentes".

Em 12 de dezembro de 1949, já na nova Escola em Resende, recebe uma homenagem, por ocasião de sua passagem para a reserva. Comovido agradece: "Meu coração de soldado jamais vibrou tão intensamente como hoje. A Academia Militar das Agulhas Negras foi meu sonho supremo, e me sinto feliz ao vê-lo concretizado".

A construção da Academia Militar das Agulhas Negras

Vitoriosa a Revolução de 30, cabe ao governo Getúlio Vargas a decisão de mudar a escola militar do Rio de Janeiro para outro local.

Duas fases distintas apresenta a evolução de tão grandioso empreendimento.

De 1931 a 1934, é a atuação decidida do Coronel José Pessôa Cavalcanti de Albuquerque, então Comandante da Escola Militar do Realengo. Ele é o autor da idéia e seu grande propugnador. Sob sua presidência foi então organizada uma Comissão com vinte oficiais de todas as Armas, para escolher o local, dar parecer e providenciar o projeto e as obras.

Escolha do local

Como presidente da Comissão Executiva para a Construção da Nova Escola Militar, o Cel José Pessoa saiu à procura de local, em fevereiro de 1931. Num domingo, um acidente de automóvel o detém na estrada velha Rio - São Paulo. Aproveita para uma visita ao município de Resende. E é então que se fixa, pela primeira vez, no majestoso maciço de Itatiaia, onde se destacam, soberbas, as Agulhas Negras.

Após muitos estudos e visitas a várias outras regiões, a Comissão escolheu a cidade de Resende para sediar a nova Escola Militar. O acidente de automóvel, que fizera com que o Cel José Pessoa viesse a Resende, fora providencial. Nenhum outro local reunia tão boas condições: amplo local para a construção, área para campo de pouso e campo de aviação maior na cidade, terreno variado e suficiente para treinamento e tiro, rio próximo, clima ameno e local quase equidistante das duas grandes cidades e convergência de três dos maiores estados do país.

A antiga fazenda do Alambarí, onde funcionava o Horto Florestal do Ministério da Agricultura foi o terreno inicialmente escolhido.

Foi então solicitado ao Serviço Geográfico e Histórico do Exército um levantamento aerofotogramétrico dos terrenos da fazenda.

O primoroso trabalho realizado serviu de base para a Comissão Construtora.

Concurso para execução da obra

No concurso realizado para a execução da obra foi vencedor o arquiteto Raul Penna Firme.

Executado e apresentado à Comissão em 1932, o projeto teve que sofrer ligeiras modificações oriundas da necessária adaptação aos terrenos da fazenda do Castelo, contíguos ao Horto Florestal e julgados possuidores de condições mais vantajosas.

Nessa ocasião foi obtida, por intermédio do então coronel José Pessoa, a cooperação do Estado do Rio de Janeiro, a qual consistiria, conforme desejo do então interventor Comandante Ari Parreiras, na aquisição da fazenda do Castelo e respectiva doação ao Exército, como contribuição do estado fluminense.

É natural que tão vultoso empreendimento provocasse entre seus organizadores, a concepção cuidadosa de planos de financiamento de alta envergadura, cogitando-se até no aproveitamento de alguns milhares de sacas de café, então destinadas à incineração.

Grandes modificações na alta esfera administrativa fizeram ruir por terra todos os planos até então concebidos com tanto entusiasmo e pertinácia. Entra o ano de 1934, e daí em diante paralisaram os trabalhos da referida Comissão, embora jamais tivesse o Cel Pessôa deixado de insistir, por todas as maneiras, principalmente pela imprensa, afim de que fossem retomados os trabalhos e concretizada a idéia lançada por ele em 1931.

Pedra Fundamental

Em 1933, foi programado o lançamento da pedra fundamental. Essa solenidade foi suspensa na véspera. Na noite de 28 de outubro de 1933, o Cel José Pessoa, sozinho e profundamente emocionado - segundo o relato do arquiteto Dr. Penna Firme - plantou ao lado da sede da Fazenda do Castelo (localizada hoje ao lado do trevo de entrada da cidade) uma lasca de rocha das Agulhas Negras, de cerca de 50 x 60 cm.

A mudança de planos deveu-se à idéia de que seria inconveniente a formação do oficial em um local com todos os recursos e requintes, contrastando com a realidade da maioria das unidades militares de então.

Em 1937, corria a gestão do General Manuel Rabelo como Diretor da Engenharia do Exército.

Aí pôde ele imprimir grande impulso às obras militares, Dentre as inúmeras que tomou a peito levar avante sobressai a nova Escola Militar.

No dia dois de setembro de 1937, o General Eurico Gaspar Dutra, Ministro da Guerra, designa uma Comissão para escolher definitivamente o local da nova escola.

Em fevereiro de 1938 a Comissão composta pelo Cel Luiz Sá de Affonseca (promovido a General, será o responsável pela construção), Ten Cel Abacilio Fulgêncio dos Reis e pelo Cap Amaury Kruel, escolheu os terrenos circunvizinhos à cidade de Resende, RJ, para a localização da futura Escola Militar. Na época, esses terrenos, denominados "Horto Florestal" e "Estação da Monta", eram pertencentes ao Ministério da Agricultura e, em parte, ocupados pelo Ministério da Guerra, que neles havia construído um modesto campo de pouso para seus aviões aturarem na Revolução de 1932.

Em 29 de julho de 1938, com a presença do Presidente Getúlio Vargas, foi lançada a pedra fundamental no local da construção.

"Estou certo de que cada cadete ao penetrar nos seus humbrais sentir-se-á elevado pela própria imponência e pela própria suntuosidade do edifício monumental onde vai efetuar seus estudos" - foram algumas das palavras proferidas na ocasião pelo Presidente da República.

Decidida a escolha de Resende, pelo Decreto - Lei no. 370, de 11 de abril de 1938, foi criada a Comissão Construtora da Nova Escola Militar (CCNEM), em 4 de julho a qual se instalou no Campo das Sementes e Horto Florestal de Resende, ainda em julho desse ano, sob chefia do Ten Cel Waldemiro Pereira da Cunha.

Por aviso ministerial no. 201 de 16 de Janeiro de 1940, foi extinta a CCNEM criando-se então a Comissão Especial de Obras de Piquete e Resende, sob a chefia do Gen Bda Luiz Sá de Affonseca.

Nessa época foi também desapropriado o terreno onde hoje fica o Aeroporto de Resende, a três quilômetros do centro da cidade.

Quanto ao nome da Escola, o Marechal José Pessoa sempre foi contrário ao primeiro nome. Em vez de Escola Militar de Resende, já havia escolhido o nome Academia Militar das Agulhas Negras. De fato, foi um aviso ministerial, de 14 de julho de 1943, que deu o título de Escola Militar de Resende à nova Escola. Pois bem, em 28 de julho desse mesmo ano o General José Pessoa, então ocupando a Inspetoria da Arma de Cavalaria, enviou um ofício ao Ministro da Guerra, documento este denominado "Ponderação sobre o ato que deu nome à Escola Militar de Resende", solicitando fosse mudado o nome. Até uma sugestão do Cel Travassos, fora enviada antes, ao Ministro, sugerindo o nome "Escola Militar Duque de Caxias". Lembrava nesse esforço para mudança de denominação, que o Conde de Resende, então Vice- rei, havia assinado a sentença de morte de Tiradentes. A verdade é que o General José Pessoa nunca se conformou com o nome dado. Em 1951, pelo decreto de vinte e três de abril, o nome proposto no projeto original viria a ser adotado: Academia Militar das Agulhas Negras. Coube ao General Engenheiro Militar Luiz de Sá Affonseca executar o projeto do arquiteto Raul Penna Firme.

No dia 20 de março de 1944, quinhentos e noventa e cinco jovens adentraram pela primeira vez o portão de entrada dos novos cadetes.

O destacamento precursor de cadetes - AMAN - 5 de março de 1944

Resumo do relato do então cadete LUIZ CASTELLIANO DE LUCENA - um dos precursores.

Em 4 de março de 1944, sábado, quinze cadetes foram designados para seguir para Resende, partindo da Escola Militar do Realengo.

Foram acordados à uma da manhã. Tomaram café uma e meia.

Partiram na madrugada de domingo, 5 de março de 1944, de trem para Resende, da estação de Realengo.

Um vagão e uma prancha para transporte de material.

Comandava os cadetes o Cap Inf Germano Travassos. Fazia parte do destacamento o Ten Int Jorge Novaez Bannitz, um sargento e um funcionário civil.

Ás 6 horas o comboio estava em Japeri. Ficou até o meio dia. Nada de almoço. Às 17 horas, soube

ram que não havia previsão para o jantar, porque o atraso era devido à interrupção da linha. Lancharam num bar, cada qual por sua conta, que ficava próximo.

Passaram a noite no trem. Na aurora do dia 6, o comboio começou a se deslocar. Pararam no túnel 8 da estrada de ferro, que estava interditado.

Ajudaram a empurrar a prancha, que conseguia passar por um desvio e subindo na própria, junto com as bagagens, seguiram caminho. Deixaram o vagão para trás.

Nessa operação receberam xícaras de café dos trabalhadores, o que aliviou um pouco a fome.

O Cel Mário Travassos, que aguardava o comboio em Resende, soube do ocorrido e providenciou uma máquina a vapor que veio de São Paulo.

Chegaram em Resende á tarde. Caminhões aguardavam na estação de Resende. O Cel Mário Travassos os embarcou nos caminhões e os cadetes chegaram em seu destino. Tomaram banho, jantaram - ficaram maravilhados com a imponência da construção, com o luxo do refeitório: talheres de prata Wolf 90, maitre com smoking, garçons uniformizados e uma comida maravilhosa, principalmente para quem estava sem uma refeição quente havia quase dois dias!

Outra surpresa: não havia camas para dormir!

Conseguiram colchões a assim passaram a noite de 6 para 7 de março de 1944.

O Cad Castelliano foi designado na terça - feira, 7 de março, para chefe do grupamento, recebendo a missão de organizar turmas para ajudar a montar camas, armários, cadeiras, mesas de estudo, toaletes com espelho, para mobiliar os apartamentos de 12 cadetes.

Viriam para Resende 600 cadetes.

Só havia 3 marceneiros civis, da fábrica Kastrup, do Paraná, para montar todo o mobiliário.

Os 15 cadetes iniciaram os trabalhos de desencaixotar e montar o material.

Em 10 de março foi realizada uma formatura na qual o Gen Luiz Sá Affonseca realizou a entrega simbólica das chaves da AMAN para o coronel Mário Travassos, seu primeiro comandante.

Em 11 de março de 1944 chegaram na Academia mais 112 cadetes. Também começaram a ajudar a montar o mobiliário.

Nessa data foi constituída a primeira guarda de Cadetes, e o primeiro serviço com o Cap Francisco de Assis Bezerra como Sup de Dia. Não havia ainda tenentes para o serviço de Oficial de Dia.

O primeiro Adj à Escola, foi o cadete Fritz de Castro Eisenlohr. A primeira sentinela foi o cadete Meira de Vasconcellos.

No portão monumental estão listados, em uma placa de bronze, os cadetes que compuseram a primeira guarda.

Em 20 de março, chegaram mais 473 cadetes do Rio, perfazendo o efetivo total de 595.

Nessa data foi feita uma formatura de entrada solene pelo Portão Monumental, com esse 595 cadetes. E as aulas começaram nesse dia.

Após o dia 20 de março, chegaram cadetes retardatários, sendo o efetivo total superior a 600 cadetes.

São considerados cadetes precursores todos aqueles que adentraram na AMAN no dia 20 de março.

Relíquias, Monumentos e Obras:

a. A caneta usada pelo Presidente Getúlio Vargas, para assinar a Ata de Fundação do Corpo de Cadetes, em 25 de agosto de 1931 e 1938, em ouro, está na Academia, como relíquia histórica.

b. A mesma caneta foi usada para assinar as Atas do Início da Construção da Escola Militar de Resende em 1938, pelo Presidente Getúlio Vargas.

c. Essa caneta foi também foi usada também para assinar a Entrega das Obras de Ampliação da AMAN, em 1988, pelo então Ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves.

d. Monumento a Sampaio: no Curso de Infantaria há um monumento em homenagem ao Gen. Sampaio, contendo os projéteis que vitimaram o Patrono da Infantaria.

e. Nos parques de instrução da AMAN há várias peças de artilharia utilizadas pelo Exército Alemão na II Guerra Mundial, troféus de guerra obtidos pela Força Expedicionária Brasileira na Itália.

f. A entrada monumental prevista era diferente do Portão Monumental ora existente. Seria uma construção com área coberta de 759 metros quadrados, comprimento de 174 metros, "um formidável bloco de 5.395 metros cúbicos", entre o bairro residencial e a Escola, segundo a publicação editada pela Comissão Construtora.

g. Pelo projeto haveria três portões: o da esquerda para o serviço diário, o do centro para os dias festivos e o da direita, o Portão da Vitória, para a saída dos novos aspirantes. Poderão entrar por esse portão também "qualquer cidadão que se tornar digno de tal distinção, como herói da Pátria extremecida" (sic).

h. Portal de entrada: essa construção seria de concreto armado, com cobertura "de onde se assistirão as solenidades militares no Campo de Parada" (atual Campo de Marte). Ao lado do portão ficaria o Corpo da Guarda. Na execução da obra, optou-se pelo atual Portão Monumental, com duas colunas.

i. Panteon de Caxias: no projeto original o Panteon ficaria no Conjunto Principal, na Fazenda do Castelo, de onde sairia uma esplanada que terminaria por um cais, com balaustrada, na margem do Paraíba. No Panteon ficariam os seus restos mortais. O edifício ficaria á direita de quem entra na AMAN. Serviria também como capela. Segundo a publicação da Comissão Construtora: "O Panteon de Caxias será o lugar de honra, locado à direita de quem entra na Escola, isolado em local de absoluta quietude e voltado para as Agulhas Negras, perfeitamente banhado pelos raios solares, com linhas arquitetônicas em gracioso estilo romano; dispondo de museu, capela, etc., e tendo à sua frente maravilhosa e imponente estátua equestre do Herói, será, sem dúvida, o fecho de ouro de toda essa série de magníficas construções da Escola Militar". Como sabemos, o Projeto não foi executado. Nada foi construído na sede da Fazenda Castelo que ainda se localiza junto ao trevo de entrada da cidade de Resende.

j. O Pátio Tenente Moura: homenageia o Ten Moura, desportista que se preparava para tentar a travessia do Canal da Mancha a nado e que foi vítima do seguinte acidente aéreo: o piloto da FAB, Ten Brasil, deu uma carona ao Ten Moura num avião NA(T-6). Depois do avião ar uma rasante na região do Penedo, ao executar um looping foi direto ao solo. Perderam a vida os dois tenentes. Este acidente tem sido confundido por alguns com o do Cadete Osório, do Ceará, que pilotando um Aeronca sobrevoou a AMAN, onde jogou suas roupas para depois rumar para o Rio de Janeiro, onde fez alguns rasantes em Copacabana e embicou para o oceano, onde caiu e morreu.

k. O antigo pátio do Curso Básico recebeu o nome do Ten Márcio. Esse oficial estava ministrando uma instrução de granadas, quando um explodiu e o matou.

l. A pista de cordas da Seção de Educação Física leva o nome do Maj Hallier morto em acidente na SIEsp, em 1980. Numa instrução noturna houve um ataque aéreo com dois caças da FAB atingindo o objetivo, O primeiro caça destruiu todo o alvo, que tinha lâmpadas sinalizadoras. Ao perceber o perigo, pois o 2º caça poderia atingir um helicóptero que estava em outro local, próximo aos cadetes que assistiam o bombardeio, o Maj saiu do abrigo em que estava para avisar o piloto no sentido dele apagar a lâmpada que piscava intermitentemente no alto do helicóptero. Quando estava chegando no aparelho o caça o atingiu, matando-o.

m. Nome da Área de Instrução Especial (AIEsp): junto ao Maj Hallier estava o Cap Lacerda, que também faleceu, dando seu nome à Área de Instrução Especial da Academia.

n. O carro de fogo: regulamentação remanescente da Escola Militar de Realengo, previa que no fim do primeiro período de atividades escolares em cada ano, haveria uma prova para os alunos (cadetes) do primeiro ano, chamada "Exame de Suficiência". A média do final do período, para cada matéria, tinha de ser no mínimo 3,0 (três). Ficou conhecido como "carro de fogo" em homenagem a um professor da EM do Realengo, muito rígido, que em certa ocasião reprovou 400 cadetes e que usava um carro exótico, de dois lugares, de cor vermelha. Quando esse professor chegava à Escola, os cadetes diziam "chegou o diabo, no seu carro de fogo".

o. Primeira entrega de Espadins na AMAN: sete de junho de 1953. Antes era feita no Largo do Machado, frente à estátua equestre de Caxias e a partir de 1939 no Panteon para onde foi transferida a estátua e os restos mortais do Duque e da Duquesa.

p. Vitrais do Saguão Barão do Rio Branco e escadaria para os pisos superiores: o vitral do saguão D JOÃO VI na AMAN tem quatro colunatas - seguindo da esquerda para direita.

1º Vitral: Apolo (Deus da Beleza, mas também deus da morte súbita e da proteção contra as forças malignas). Na Ilíada Apolo se coloca como guerreiro contra os gregos, e luta pelos troianos. O vitral representa Apolo em seu carro de luz resplandecente, remetendo àqueles que se dedicam às letras (estudo) e às artes (guerra), componentes importantes da profissão militar. Também é o deus da morte súbita, das pragas e doenças, mas também o deus da cura e da proteção contra as forças malignas. Com isso, Apolo representa no vitral a possibilidade de morte súbita em combate e a missão do Oficial do Exército: garantia da lei e da ordem contra as forças malignas que podem ameaçar a Pátria e os Poderes constituídos.

Euristeu, sabendo que Héracles só ficaria mais um ano sob suas ordens, estava desesperado de medo e, para seu décimo segundo trabalho, ordenou-lhe que descesse ao reino de Hades e trouxesse de volta o cão tricéfalo, Cérberus, que guardava as portas do inferno. Isto tinha certeza, estava acima de suas forças; e o próprio Héracles duvidava que conseguisse realizar essa temerária e perigosa façanha.

Héracles diz a Hades, quando chega ao inferno: - Meu senhor Euristeu ordenou-me de levar à terra o cão tricéfalo Cérbero que guarda esta porta, disse Héracles, e é pela vontade de Zeus, senhor da terra e do céu, que eu lhe obedeço. Deixe-me levar seu cão de guarda para poder cumprir as ordens recebidas. Prometo-lhe que Cérbero nada sofrerá e lhe será restituído, são e salvo. Hades fechou a carranca e respondeu:

- Se você for capaz de carregar Cérbero nos ombros, sem feri-lo, então poderá levá-lo ao seu senhor Euristeu; mas, prometa trazê-lo de volta, ileso. Héracles aproximou-se de Cérbero e, apesar de suas três enormes bocarras guarnecidas de dentes afiados e cruéis, ergueu o animal aos ombros e subiu pelo caminho que levava da caverna tenebrosa à luz do dia. O caminho era longo, áspero e íngreme, e pesada a sua carga; as três cabeças rosnavam e mordiam, durante todo o trajeto, porém Héracles, concentrando-se no pensamento de próxima libertação, não lhes dava atenção. Afinal chegou a Micenas. Euristeu ficou tão apavorado quando soube que Héracles trazia nos ombros o terrível cão tricéfalo, que se escondeu debaixo da cuba de bronze, mandando-lhe uma mensagem na qual lhe ordenava que se afastasse de Micenas para todo o sempre. Então, de coração leve, dirigiu-se Héracles para a caverna. Desceu pelo longo túnel e depositou Cérbero às portas do Inferno.

Representa o espírito de cumprimento de MISSÃO, por mais árdua e difícil que ela seja.

c. Patamar entre os 3º e 4º pisos

image007.png1º Vitral: Ícaro (Protomártir da Aviação). E a torre Eiffel e um avião, referência a Santos Dumont, inventor do avião (1º aparelho mais pesado que o ar a levantar voo e navegar por seus próprios meios).

A parte superior do vitral mostra Ícaro, filho de Dédalo, construtor do labirinto da corte do Rei Minos. Dédalo foi colocado, juntamente com seu filho Ícaro, no labirinto onde estava o Minotauro. Com a finalidade de fugir do labirinto, Dédalo constrói asas artificiais adaptadas às espátulas com cera, para si e seu filho, recomendando que não se aproximasse do Sol. Após partirem rumo aos ares, Ícaro esquece a recomendação e aproxima-se do Sol, que derreteu a cera de suas asas, obrigando-o a cair e afogar-se no Mar Egeu. O vitral representa Ícaro precipitando-se no espaço, após o Sol haver derretido a cera de suas asas. Uma imagem que mostra ao mundo de hoje a grandeza da conquista dos ares, representada por Ícaro e por Santos Dumont. Na época, a Aeronáutica era a Aviação Militar do Exercito. O mural faz referência à Aviação Militar, existente na época da construção da Academia.

2º Vitral: Júpiter (O Deus dos Deuses).

Filho de Saturno e Réa é o Pai, o rei dos Deuses e dos Homens, reinando no Olimpo, que com um movimento de cabeça, agita o Universo. É irmão de Netuno e Plutão.

Sua representação mais comum é de um homem majestoso, com barba, abundante cabeleira, sentado sobre um trono, segurando com a mão direita o raio de duas pontas e com a esquerda, a Vitória.

Em algumas representações ele aparece sem orelhas para caracterizar a imparcialidade e em outras, com quatro orelhas para provar que ouvia todas as preces.

O vitral representa Júpiter, senhor onipotente, empunhando os raios para fulminar aqueles que incorrem em suas iras. Júpiter também distribui JUSTIÇA e trata com BONDADE os demais deuses, como o deus principal da mitologia grega.

O vitral representa a atribuição que o oficial tem em ministrar a justiça e cumprir as ordens de seus superiores hierárquicos, sintetizando o juramento que o cadete faz ao ser formado na Academia: "Recebendo a nomeação de Aspirante a Oficial do Exército, assumo o compromisso de cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado; de respeitar os meus superiores hierárquicos; de tratar com afeição os camaradas e com bondade os subordinados; e de me dedicar inteiramente ao serviço da Pátria cuja honra, integridade e instituições, defenderei com o sacrifício da própria vida".

q. Monumento aos Tenentes Mortos em Combate na Campanha da Itália: em 23 de abril

de 1952, foi inaugurado este monumento. Tudo surgiu quando os cadetes de Infantaria tiveram a idéia de erigir, no parque ou na ala, um monumento em homenagem ao Aspirante Francisco Mega, morto em ação na Itália. Depois, decidiu-se que o Monumento homenagearia todos os tenentes mortos na campanha e que o monumento ficaria na entrada da AMAN, do lado direito.

2º Tenente Aluízio Farias - Foi morto em 7 maio 45.

Na madrugada do dia 3 maio 45, quando nossos elementos efetivaram um retraimento diante de um ataque inimigo, este oficial avançou para ocupar um observatório ainda mais avançado, sabendo que a situação era muito perigosa e que, provavelmente, estaria cercado, podendo inclusive perder contato com a força brasileira. Nessa posição, continuou a direcionar os fogos de artilharia, prestando um valioso auxílio não só à sua companhia como também ao 11º RI e ao Grupo de Artilharia do qual também era observador. Atuando, nos dias seguintes, ainda como observador avançado, acabou sendo morto em Salvatore, por tiros inimigos. Demonstrou coragem, iniciativa, decisão e senso do cumprimento do dever.

2º Tenente Godofredo Cerqueira Leite Foi morto em 21 fev.45.

Destacou-se no ataque vitorioso da FEB a Monte Castelo, no dia 21fev., à frente de seu pelotão. Destacou-se também em Della Torraccia e Bella Vista, resistindo a vários contra-ataques contra a posição que ocupava. No dia 24 fev.1945, é morto por uma granada inimiga que caiu diretamente em seu fox hole, quando abrigava-se de um intenso bombardeio antes de continuar o avanço. Pertencia ao 1º RI. Demonstrou coragem, tenacidade, responsabilidade, decisão e senso de cumprimento do dever.

Aspirante Oficial Francisco Mega Foi morto em 14 abr.45.

Terminou o curso da Escola Militar e, logo após, incorporou-se voluntariamente ao 1º RI na véspera do ataque final a Monte Castelo, no dia 21 fev.45, em que tomou parte. Na madrugada do dia 1º mar., tomou uma posição inimiga de surpresa, situada em terreno descampado, portando uma lurdinha e após jogar um granada de mão no local onde as armas da guarnição alemã estavam apoiadas. Acabou fazendo 7 prisioneiros inimigos. No dia 14 abr., comandava um pelotão do 1º escalão no ataque a Montese. Apesar da forte resistência do inimigo, que procurava deter o avanço brasileiro com tiros ajustados de metralhadora e forte bombardeio, aos gritos, impulsionava infatigavelmente o seu pelotão, cujos homens se mostravam empolgados com o exemplo de bravura do jovem Aspirante de 19 anos. Ferido gravemente por estilhaços quando estava à frente de seus homens, em pleno ataque, em nenhum momento deu provas de fraqueza. Assistido por seus soldados, com admirável serenidade, sentindo que ia morrer, fez uma prece. Depois de ter confiado a seu 2º Sargento uma lembrança para sua mãe, continuou dando ordens e orientando aos seus homens que já o rodeavam, em torno de um mapa, mesmo ferido e caído no chão, incitando-os a prosseguir no cumprimento da missão e do dever. Calmo e conformado, compenetrado de suas responsabilidades de chefe, a quem cabia estimular os seus subordinados naquele momento crítico, pronunciava palavras de entusiasmo e confiança na vitória, até que veio a falecer. Demonstrou coragem, responsabilidade, decisão, resignação e senso de cumprimento do dever.

2º Tenente José Maria Pinto Duarte Foi morto em 16 set.44.

Na chamada cota 906, durante a luta noturna para a manutenção de posições já conquistadas e diante de um contra-ataque alemão, o PC de uma Companhia do 6º RI foi invadido pelo telhado por inimigos que ocuparam o andar superior da casa. O Capitão Atratino que tentou se aproximar da casa foi alvo de rajadas de metralhadora. Os alemães tentavam invadir o piso inferior, arremessando granadas, as quais acabaram por matar um Sargento. A luta prosseguia dentro do PC, onde dois Capitães (Atratino e Aldenor), alguns soldados e o Tenente Pinto Duarte estavam sitiados. Foi decidida a evacuação do local. Os soldados saíram pela janela e receberam cobertura das armas dos três oficiais. O Tenente Pinto Duarte foi o último a sair, sendo atingido nas pernas logo após saltar a janela. Apesar das tentativas para socorrê-lo sob fogo inimigo, o Tenente só pode ser arrastado para uma dobra do terreno, onde veio a falecer. Seu corpo só foi resgatado após o fim da guerra na Europa. Foi o primeiro oficial da FEB a morrer em combate. Demonstrou coragem, desprendimento, tenacidade e bravura.

Fonte: ANVFEB

r. Ginásio Cadete Virgílio, denominação recebida a partir de 1952, em memória do Cadete de Engenharia Virgílio, falecido em uma sessão de ginástica acrobática.

s. O discóbolo: bela estátua existente em frente à entrada da Seção de Educação Física da AMAN, baseada no Discóbolo, "O arremessador do disco", do escultor grego Miron de Eleuteras, datado de 450 a.C. (Século V. a.C.) cujo original, feito em mármore, encontra-se no Museu Nazionale Romano em Roma, Itália.

Curiosidades sobre a obra:

1. A construção foi orçada em 600.000 contos de réis;

2. Foram fincadas 1054 estacas Franki, que se unidas alcançariam um comprimento de 8.500 metros;

3. Pé direito da biblioteca Marechal José Pessoa: 9 m;

4. Pé direito do refeitório de cadetes: 10 m;

5. Pé direito do cinema antigo, atual Anfiteatro Gen Médice (AGM); 18 m;

6. Efetivo previsto na obra - 12 dormitórios por pavimento x 3 pavimentos x 5 alas = 180 dormitórios (apartamentos), com 8 cadetes cada, comportando um efetivo de 1440 cadetes.

7. Por dificuldades financeiras, a AMAN quase foi construída na cidade de Petrópolis, em terreno doado, no qual foram feitos estudos preliminares.

8. A idéia da mudança permaneceu "congelada" até 1937.

9. O industrial Henrique Lage ofereceu à Academia todo o mármore a ser utilizado na construção. Por esse motivo é considerado o cadete número um e recebeu o primeiro espadim da nova Academia. Tudo começou na antiga Escola Militar da Praia Vermelha, com Antônio Marins Lage Filho, fundador em 1891, da Companhia de Navegação Costeira. Sabedor das dificuldades financeiras dos alunos oferecia passagem gratuita para eles em seus navios. Seu filho, Henrique Lage, continuou a tradição. A amizade do grande industrial com o General José Pessoa, levou Henrique Lage a se engajar no projeto de construção da AMAN. Além de doar o mármore utilizado na construção, mandou fundir os portões de ferro da Academia e ofertou toda a prataria para o refeitório dos cadetes. Todo o esse empenho na construção fez com que Henrique Lage fosse, pelo Boletim Interno no. 59, de 13 de março de 1943, homenageado pela Academia com o título de Cadete no. Esse mesmo Boletim declara que "o Cadete no. 1 pertencerá sempre ao estado efetivo da Escola, devendo ser seu número incluído na sub-unidade a que pertencer o Cadete Porta – Estandarte; em todas as chamadas das "revistas do recolher" o sargento de dia à sub-unidade já referida chamará "CADETE No.1", cabendo ao cadete porta – estandarte (na sua ausência o cabo de dia) responder "Henrique Lage!".

10. As duas colunas que compõe o Portão Monumental simbolizam as colunas de Hércules, representando o esforço a que estão sujeitos os que se destinam à carreira das Armas. Na tradição atual, as colunas simbolizam os pilares da Instituição: a hierarquia e a disciplina.

11. Há três portões: um menor à esquerda de quem entra, que só é aberto uma vez por ano, sendo a entrada dos novos cadetes; um maior ao centro, que serve de entrada principal e outro, menor, à direita de quem entra, que só é aberto uma vez por ano, para a saída dos novos aspirantes a oficial, formados nos quatro anos de escola. A abertura do portão de entrada dos novos cadetes é feita pelo "cadete claviculário" - o mais novo em idade da turma. A abertura do portão de saída dos novos aspirantes é feita pelo cadete melhor classificado no curso.

12. No portão de entrada dos novos cadetes há uma placa de bronze com os nomes dos integrantes da primeira guarnição de guarda, nos dias 11 para 12 de março de 1944.

13. Campo de Parada: o Campo que se descortina logo após a entrada é chamado Campo de Marte, a mesma denominação do Realengo, simbolizando o campo onde os soldados romanos treinavam em homenagem a Marte, o deus da guerra.

14. Ladeando a Av do Exército - entrada da Academia - há canhões utilizados na guerra da Tríplice Aliança e da II Guerra Mundial.

18. Nomes dados pelos cadetes às refeições

O bom humor e as brincadeiras ajudam na manutenção do moral. E os cadetes usam desse bom humor em diversas ocasiões. Nas refeições, colocam nomes pitorescos e engraçados na comida, como por exemplo:

a. almôndegas = granadas

b. carne moída = boi ralado

c. dobradinha = desastre na Dutra

c. carne cozida = carne de monstro

d. arroz = unidos venceremos

e. sopa de legumes = sopa de japona

f. bife a milanesa = bife de japona

g. cozido de legumes = carnaval, devido às várias cores

h. ovo frito = "zoiudo"

i. frango frito = frango de Chernobil (só tem asa e coxa)

j. salsicha = sonho de virgem

k.bife rolê = guarda – mato

l. sucos = SNI (sabor não identificado) ou sangue de diabo ou leite de moça, conforme a cor predominante.

Outros dados:

1. Água potável fornecida pela Represa existente dentro da AMAN: 3.000 metros cúbicos /dia.

2. Alimentação da represa: Rio Alambarí Mirim - 6.000 a 9.000 metros cúbicos/dia.

3. Capacidade da represa: 1.300.000 metros cúbicos, volume suficiente para suprir a Academia por um ano, na época.

4. Linha adutora em três seções, no total de 9.400 metros de tubos de ferro fundido e tubos de concreto centrifugado.

5. Rede de esgotos (antes da ampliação): 4.500 m de tubos de concreto.

6. Escoamento de águas fluviais (antes da ampliação): 6.000

7. Fonte luminosa: no lago em frente do Conjunto Principal

8. Pelo projeto original haveria um ramal de 2km ligando a Estrada de Ferro da Central do Brasil à Escola.

9. Paisagismo: foram plantadas mudas de árvores da flora brasileira oriundas de todo território nacional. Segundo a publicação da Comissão Construtora: "os cadetes terão assim, ante os olhos, minorando-lhes a nostalgia, como que um pedaço da natureza do longínquo torrão natal". A floração das arvores e plantas ocorre majoritariamente nas cores amarela, compondo com o verde dos gramados as cores nacionais.

10. Área de pisos: 150.000 metros quadrados (antes da ampliação).

Fonte:

AGULHAS NEGRAS - Tradição e atualidade do ensino militar do Brasil. Rio de Janeiro: AC&M Editora, 1993.

BENTO, Cláudio Moreira. Os 60 anos da academia militar das Agulhas Negras em Resende. Resende: RTN Editora e Artes Gráficas Ltda, 2004.

BRAGA, Gustavo Lisboa, Da casa do trem à AMAN. Rio de Janeiro: Escola Senai de Artes Gráficas, 2004.

ESCOLA MILITAR DE REZENDE. Comissão Construtora da Escola Militar de Resende, (20 de março de 1944). Rio de Janeiro: E. do Rio, 1944.

Resende, 29 de agosto de 2012.

LUIZ CARLOS RAMIREZ

Cel Com PTTC AMAN

 

 

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