De Moscou, com amor Imprimir
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Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA DE MOSCOU, COM AMOR

Marido da ministra Ideli Salvatti, o subtenente músico do Exército Jeferson da Silva Figueiredo participou em janeiro de sua primeira missão internacional.

Passou duas semanas na Rússia como integrante de uma comissão técnica de compras. Mas o militar músico não desembarcou em Moscou para renovar os instrumentos do Exército.

Ele foi escalado pelo ministro Celso Amorim para avaliar o sistema de defesa antiaérea que o Brasil pretende comprar da Rússia.

O Pantsir-S1, a escolha de Amorim, custa quase o triplo dos modelos preferidos pelos militares brasileiros que, ao contrário do marido de Ideli, realmente entendem do assunto.

ATUALIZAÇÃO 28 DE MARÇO

A suposta informação que circula em setores da web segundo a qual o subtenente viajou a Moscou na qualidade de tradutor, se verdadeira, traz consigo uma pergunta inevitável: isso significaria que, na grande embaixada que o Brasil mantém na capital da Rússia — com 17 departamentos –, NINGUÉM fala russo?

Não há tradutores disponíveis entre os diplomatas, oficiais de chancelaria e demais funcionários?

A embaixada conta, inclusive, com um adido de Defesa, que representa as três Armas, o coronel do Exército Marco Antônio de Freitas Coutinho. Na mesma adidoria, trabalham também o tenente-coronel do Exército Marcius Cardoso Neto e o soldado Roberto Durão da Silva, que alguma coisa de russo sabem ou deveriam saber, e que com certeza estiveram envolvidos na missão mencionada nesta nota.

Veja com publicado originalmente:

http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/ele-participou-em-moscou-da-avaliacao-de-um-sistema-de-defesa-antiaerea-que-o-brasil-pretende-comprar-da-russia-nao-se-trata-de-um-general-mas-de-um-subtenente-musico-do-exercito-so-que-ele-e-m/