A nova guerra fria Imprimir
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Por Leandro Mazzini


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O Brasil fez papel de bobo no Caribe, com o 'aliado' governo cubano. Bancou, via BNDES e inclusive com R$ 240 milhões a fundo perdido, a construção do Porto de Mariel, com a esperada reabertura comercial e fim do embargo americano ao País de Fidel. Mas quem vai faturar bonito são Estados Unidos e Rússia. Depois de os EUA fazerem oferta pela operação da área, como publicamos, agora foi o presidente russo, Vladmir Putin, quem avisou a Raúl Castro que pretende a área. Para isso, Putin perdoou dívida de US$ 35 bilhões dos cubanos. A revelação é do jornalista Marcelo Rech.

Bolada

As negociações para o perdão da dívida duraram 20 anos. Putin ainda avisou aos Castro que vai reinvestir em US$ 2,6 bilhões em Cuba – principalmente direcionados a Mariel.

Reedição

Putin correu para Cuba um mês depois de os americanos fazerem a oferta de operação do porto. Recomeçou, assim, uma nova 'guerra fria' entre EUA e Rússia.

Cadê?

A presidente Dilma investe no discurso de que mais de 300 empresas brasileiras vão ser beneficiadas com o porto de Mariel, mas não há lista e ninguém sabe quais são.

Coisas do Brasil

Mal controla a atual, e o governo vai construir a segunda ponte entre Brasil e Paraguai, com início da obra previsto para 2015 e conclusão em 2017. Mas não tem agentes da Receita e da Polícia Federal para os postos de fronteira numa das cabeceiras. O mesmo ocorre na ponte em Oiapóque (AP) para cidadezinha da Guiana Francesa.

Mico internacional

Em Oiapóque, o lado brasileiro ficou inconcluso por falta de agentes e alfândega. A presidente Dilma pagou um mico internacional. No início do ano, o presidente francês François Hollande, que visitaria o País vizinho, disse a uma rádio da Guiana que não poderia inaugurar a obra porque o Brasil não fez a sua parte.

 Veja como publicado: 

http://www.opovo.com.br/app/colunas/esplanada/2014/07/17/noticiascolunaesplanada,3283296/cuba-leiloa-com-eua-e-russia-porto-erguido-pelo-brasil.shtml