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Política

Participação do ministro Dias Toffoli no julgamento do Mensalão do PT é um atentado contra a democracia

Tudo dominado – Com umbilicais ligações com o Partido dos Trabalhadores e integrantes da cúpula petista, o ministro José Antônio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, participará do julgamento do caso do Mensalão do PT, o que contraria o desejo da maioria da população. Indicado pelo então presidente Lula para assumir uma vaga na mais alta Corte da Justiça brasileira, Toffoli alega que não há motivos para se declarar impedido.

 

Amigo do deputado cassado e ex-ministro José Dirceu, acusado de ser o "chefe da quadrilha" do mensalão, Dias Toffoli avançou na carreira profissional dentro do PT. Na sequência foi guindado para a assessoria jurídica da Casa Civil, a convite do próprio José Dirceu, e depois assumiu a Advocacia-Geral da União no governo Lula.

Antes de ser indicado para o Supremo, Dias Toffoli advogou para Dirceu e foi sócio, até 2009, no escritório da advogada Roberta Maria Rangel, sua atual namorada, que defendeu dois outros acusados de envolvimento no escândalo do mensalão, os então deputados petistas Professor Luizinho (SP) e Paulo Rocha (PA).

Para aliviar a pressão sobre Toffoli, a tropa de choque petista tratou de resgatar o fato de o ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Supremo, ter se filiado ao PT na década de 90, quando candidatou-se a deputado federal por Sergipe e mantinha estreitas relações com José Dirceu. No caso do mensalão, o voto de Ayres Britto engrossa a lista dos que são contrários a Dirceu.

Na tentativa desesperada de minimizar as consequências do julgamento do mensalão, que pode terminar com a condenação de alguns dos acusados, os petistas estão apelando a tudo, mas comparar Dias Toffoli a Ayres Britto é atropelar o conhecimento jurídico do presidente do Supremo.