O pranto e a fúria da Presidente PDF Imprimir E-mail
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Política

Por PChagas

Caros amigos

Há algum tempo, junto com todos os brasileiros, testemunhei, comovido, as lágrimas e o pesar da Presidente Dilma Rousseff ao referir-se às crianças vitimadas pelo desatino de um desequilibrado mental, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro.

Emocionei-me com seu discurso e seu pranto diante de uma tragédia que ceifara a vida de jovens brasileiros, marcando para sempre, física e emocionalmente, todas as demais vítimas e testemunhas de um ato que teve por motivo apenas chamar a atenção da sociedade para o criminoso e para as suas absurdas convicções.

Acreditando na franqueza e na verdade dos sentimentos da Presidente e reportando-me a seu passado de guerrilha urbana, terrorista, do qual tem orgulho pelas mesmas razões do assassino de Realengo, fiquei a imaginar o quanto teria chorado quando inocentes foram mortos e feridos por culpa e propósito das suas próprias convicções e da forma como escolhera para expressá-las!

A única diferença que pude identificar entre os crimes é que um foi cometido pelo desatino de um desequilibrado mental e os outros por convicções ideológicas de fanáticos de uma utopia.

Na ocasião, ao prantear as pequenas vítimas, a Presidente demonstrou sentimento sincero de pesar, mas ficou a pergunta: Teria ela pranteado a suas próprias vítimas?

Ontem, assisti a outra manifestação de repúdio da Presidente ao referir-se à comparação, feita pelo diplomata Eduardo Saboia, entre instalações da Embaixada do Brasil em La Paz e as de um DOI/CODI do tempo da repressão ao terrorismo.

A comparação, mesmo que infundada, pois o Sr Saboia nunca esteve em um DOI/CODI, o teria motivado a, clandestinamente e sem autorização oficial, trazer para o Brasil um senador boliviano, asilado, há quase quinhentos dias, naquela embaixada.

Desta feita, a manifestação da Presidente não veio, como no caso das crianças, acompanhada de pranto, mas de fúria, pois, segundo ela, a diferença entre uma e outra instalação é semelhante à "distância entre o céu e o inferno"!

Disse-o com a autoridade de quem já esteve em ambos os locais!

Novamente assaltou-me a curiosidade. Teria a Comandanta, nos papéis de guerrilheira urbana, ativista, idealizadora ou partícipe de atos terroristas, feito a mesma comparação, ao colocar-se no lugar de suas vítimas?

Qual seria para ela a distância entre estar, em um determinado momento, transitando na rua, sacando a poupança em um banco ou embarcado em um avião para uma viagem com a família e, no outro, estar morto, ferido, aleijado ou sequestrado, sem saber por que ou por quem?

A expressão de fúria da Presidente ao referir-se a seu tempo de guerrilheira, ou de vítima de sua insensatez, faz ver com clareza a determinação e o ódio que, saídos de sua alma, a motivaram a atentar contra a vida de pessoas inocentes, mesmo conhecendo a "distância entre o céu e o inferno"!

Hoje, sinto-me à vontade para dizer que, ao contrário do que demonstrou pelas pequenas vítimas de Realengo, a Sra Rousseff nunca lamentou, pranteou ou deu importância ao sofrimento de suas próprias vítimas, inocentes ou não, de ontem ou de hoje!

 

 

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