Começa no Brasil a cúpula dos BRICS PDF Imprimir E-mail
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Política

Por Francisco Vianna, em 16 Jul 2014

Russos, indianos, e sulafricanos desembarcaram em Brasília aparentemente preparados para não se deixarem levar pela lábia e a conhecida "lei de Gerson" dos sulamericanos. A fama da cidade os precedeu... Falam pouco, dizem amenidades, mas já deixaram claro que, em termos de dinheiro, não confiam nem um pouco nos autóctones.

Começou, em Brasília, a primeira reunião de cúpula dos chamados (BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que se reunirão com os chefes de estado da UNASUL, nas dependências do Palácio Itamaraty.

Com toda a claque vermelha reunida na Praça dos Três Poderes (?) os socialistas populistas e demagogos que grassam na América do Sul, aproveitaram para fazer proselitismo político com hordas do MST e do PT que lá estão agitando suas bandeirolas para ganharem seus pratos de comida e transporte garantidos com o dinheiro de quem paga imposto no Brasil.

A Argentina, que tem até o fim do mês para fechar um acordo com os credores beneficiados pela Justiça norteamericana, como os fundos NML Capital e outros "holdouts" (credores da Argentina que não participaram da renegociação da dívida do país e que formam grupos para obter os mesmos direitos) tem a sua Presidente, Kristina Fernandez de Kirchner, a vociferar contra esses grupos que caíram na asneira de emprestar dinheiro à Casa Rosada, uma vez que está com a corda no pescoço e, caso não pague, incorrerá oficialmente em mais um calote internacional argentino.

De certo ela vislumbra um meio de conseguir o dinheiro através do Banco de Desenvolvimento (mais um) – este para financiamento de infraestrutura – que os BRICS parecem dispostos a montar com um capital inicial de 50 bilhões de dólares. Se conseguir os cinco bilhões de dólares que pleiteia, o Banco já começará muito mal, financiando dívida soberana ao invés de infraestrutura.

A presidente argentina expõe aos 16 presidentes e chefes de estado, reunidos na sede da chancelaria brasileira, o seu conflito com os fundos NML Capital e Aurelius e outros possíveis "holdouts" em formação a forma como pagar 1,33 bilhões de dólares, como sentenciou um juiz de Nova Iorque, Thomas Griesa.

A expectativa de Dilma, de ter o Brasil exercendo qualquer influência importante no novo Banco já foi descartada e a presidência da instituição ficará entre China e Índia. Afinal, eles podem ser socialistas, mas não devem ser estúpidos...

 

 

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