A segunda etapa do movimento contra a corrupção PDF Imprimir E-mail
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Política

Por Carlos Chagas 13 Out 2011

Sucesso, mesmo, obtiveram as marchas contra a corrupção, realizadas ontem em 28 cidades do país. Em algumas, mais, em outras, menos, a população compareceu para protestar diante das lambanças praticadas à sombra dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Propostas concretas foram apresentadas, como o fim do voto secreto no Congresso,  a manutenção das prerrogativas do Conselho Nacional de Justiça e a aplicação da lei ficha-limpa em todas as eleições, a partir do próximo ano. Para não falar na necessidade de só cidadãos de reconhecida probidade e capacidade serem nomeados para ministérios e empresas públicas.

 

Vai tomando corpo o que nasceu apenas como grito de indignação e revolta da sociedade civil diante dos descalabros do mundo oficial. Algo como aconteceu na campanha das "diretas já", em 1984. Mesmo com o Congresso rejeitando naquele ano a emenda Dante de Oliveira, o caudal não foi contido e até hoje votamos para presidente da República. Mesmo que demore, parece óbvio estarem sendo obstruídos os desvios e desvãos do mau uso da coisa pública.

Importa que não pare nas estruturas oficiais essa manifestação ampla. Porque, no reverso da medalha, a corrupção é geral e irrestrita no arcabouço privado. Para que existam corruptos tornam-se necessários corruptores. Por que não atingi-los numa segunda etapa desse movimento nacional?

 

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