Enfim, raios de sol da democracia na América Latina PDF Imprimir E-mail
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Opinião

Por Carlos Alberto Da Cás*

Há uma tendência de achar que o curso da vida é o que visamos. A flecha enquanto tensa no arco nos dá a confiança de que atingirá o seu destino. Mas, à frente do firme olhar do arqueiro, há algumas ardilosas variáveis, como o vento traiçoeiro ou a astúcia da presa. O perceptível, às vezes, é invisível, ou seja, nem sempre é aquilo que parece ser. Diante desse dilema, no intento de tomar atraentes atalhos, ás vezes se busca a incauta capa totalitária. Depois, diante do inusitado, vem a fuga com suas vertentes, como a cômoda justificativa, o bode expiatório, ou a reação a qualquer preço. Neste caso, países como a Venezuela sofrem diante de falsos líderes com os seus pés de barro. Lá, diante de seu desgoverno, o Maduro insiste em culpar algo e aí sobra para o pretenso vilão do Norte, os EUA. Aqui no Brasil e na Argentina o populismo também turvou a visão do arqueiro. Hoje vivemos tempos de inquietação e indispensável mudança. A Argentina já saiu na frente.

Em geral, não temos nem a certeza se o amanhã desejado virá. O que temos hoje é o agora. Isso não diminui o sentido do planejamento. Pelo contrário, preparar-se com responsabilidade e competência reduz as artimanhas do acaso. Quando a visão é estreita restringe-se as alternativas. Ao menor sinal de mudança do tempo, a nuvem da ansiedade paira sobre o curso traçado. Então, para facilitar a jornada é preciso ficar atento às oportunidades, estar preparado para aceitar o imponderável, acreditar que o controle externo não é total e ser flexível às mudanças, quando necessárias.

E é nessa segunda reflexão que se destaca a Alemanha sob a sensata liderança de Angela Merkel. Além de ser a principal líder europeia, assumiu a responsabilidade diante da grave crise imigratória. Destacam-se em seu perfil: pragmatismo; engaja-se nos problemas internacionais, preservando as conquistas nacionais; há sustentabilidade de suas propostas; assume riscos calculados, com prudência, esperando o momento certo de agir; não faz arranjo com tribos estranhas com viés utópico.

Assim, é inevitável inferir uma comparação com algumas lideranças populistas da nossa América Latina: Maduro e sua pátria bolivariana caindo no abismo; Cristina alijada, após o ocaso de seu mundo peronista; Morales e sua nação cocaleira e a Dilma tentando pedalar para fugir das pedradas decorrentes da Década Perdida Petista. Com efeito, diante do contexto vivido pela cegueira ideológica desses últimos tempos, enfim, parece chegar a hora de um novo sol iluminar com raios democráticos autênticos a valente América Latina, sem as sombras perversas populistas, utópicas ou espertas partidárias.

Use o endereço de e-mail para falar com o autor: rcdacas@hotmail.com

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