Treze gravuras foram furtadas na manhã de domingo (7.dez.2025) da exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, no centro da capital paulista. O crime, confirmado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, envolveu dois homens ainda não identificados.
Obras subtraídas
Entre as peças levadas estão oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Cândido Portinari. As obras de Matisse pertencem à série Jazz, que reúne imagens de cores vibrantes e traços característicos do fauvismo. Foram roubados os títulos “O Palhaço”, “O Circo”, “Senhor Leal”, “O Pesadelo do Elefante Branco”, “Os Codomas”, “O Nadador no Aquário”, “O Engolidor de Palavras” e “O Cowboy”. A mostra exibia ao todo 20 gravuras do artista francês.
No caso de Portinari, as gravuras integram a série Menino de Engenho, criada para ilustrar o livro homônimo de José Lins do Rego, publicado em 1959 pela Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil. A lista completa das peças furtadas ainda não foi divulgada, segundo informou o curador-chefe do MAM, Cauê Alves, em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo.
Segurança e investigação
O prédio da Biblioteca Mário de Andrade foi isolado para perícia da Polícia Civil. De acordo com a secretaria, o local dispõe de vigilância presencial e sistema de câmeras; as imagens estão sendo analisadas. A pasta também afirmou que todo o material útil às investigações está à disposição das autoridades e que as obras possuíam apólice de seguro ativa.
Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram a parede onde estavam as obras de Matisse completamente vazia, uma vitrine com o vidro estilhaçado na qual estavam as ilustrações de Portinari e um quadro preso apenas por um fio. Também foi registrada uma bolsa preta abandonada pelos criminosos; funcionários e seguranças relataram ter sido feitos reféns durante a ação.
Imagem: Internet
Não houve, até o momento, informações sobre a recuperação das gravuras nem sobre a identificação dos suspeitos.
Com informações de Poder360

