Lando Norris garantiu seu primeiro título mundial de Fórmula 1 no domingo, 7 de dezembro de 2025, ao terminar o Grande Prêmio de Abu Dhabi com dois pontos de vantagem sobre Max Verstappen, da Red Bull. Apesar do feito, o britânico da McLaren não receberá qualquer valor diretamente da categoria pela conquista.
A estrutura financeira da Fórmula 1 prevê que toda a receita comercial — US$ 3,65 bilhões em 2024, segundo a Motor Sport — seja distribuída exclusivamente às equipes. O sistema de repasse funciona em três frentes:
- Pagamentos da Coluna 1: partes iguais às escuderias que cumprem requisitos mínimos de participação;
- Pagamentos da Coluna 2: valores proporcionais ao resultado no Mundial de Construtores;
- Bônus especiais: acordos voltados a equipes tradicionais ou com desempenho extraordinário.
Com o dinheiro centralizado nas escuderias, cabe a elas definir salários e bonificações aos pilotos. O site oficial da F1 confirma que “pilotos de Fórmula 1 não recebem prêmio em dinheiro por vencer”; qualquer ganho adicional depende do contrato interno com a equipe.
Como os pilotos são remunerados
Sem premiação oficial da categoria, os rendimentos de um piloto vêm de quatro fontes principais:
- salário-base definido pela equipe;
- bonificações por desempenho (vitórias, pontos, pódios e títulos);
- patrocínios pessoais e acordos comerciais;
- percentual sobre licenciamento e merchandising.
De acordo com a Forbes, Norris possuía em 2024 o terceiro maior salário do grid, totalizando US$ 35 milhões, sendo US$ 12 milhões fixos e US$ 23 milhões em bônus. A tendência é que o valor aumente após o título mundial.
Imagem: Internet
O modelo faz com que até o campeão saia de uma temporada sem receber diretamente da Fórmula 1, enquanto um piloto com grande apelo comercial possa faturar mais mesmo sem conquistar o troféu.
Com informações de Poder360

