Controlar a glicemia não é assunto exclusivo de pessoas com diabetes. A nutricionista Juliana Andrade, do portal Metrópoles e graduada pela Universidade de Brasília (UnB), reforça que manter os níveis de açúcar dentro da faixa adequada é essencial para evitar doenças crônicas e garantir energia no dia a dia.
Vegetais são a base
Segundo a especialista, o primeiro passo é priorizar alimentos naturais, ricos em fibras e com alta densidade nutricional. Folhas verdes, abobrinha, brócolis e couve têm poucas calorias, provocam baixo impacto glicêmico e retardam a absorção de açúcar. “Quanto mais cores no prato, melhor para o metabolismo”, orienta.
Carboidratos não são vilões
Juliana destaca que eliminar totalmente os carboidratos não faz sentido. A recomendação é escolher versões que liberam glicose de forma gradual, como aveia, quinoa, arroz integral e batata-doce. Assim, evitam-se picos que sobrecarregam o organismo.
Proteínas magras e gorduras boas
Para aumentar a saciedade e manter a glicose estável ao longo do dia, entram no cardápio azeite de oliva, castanhas, peixes e abacate, além de cortes magros de proteína animal.
Frutas in natura e de baixo índice glicêmico
A nutricionista recomenda consumir frutas inteiras — e não em suco — dando preferência a opções com menor índice glicêmico, como maçã, pera, laranja e frutas vermelhas. Moderação nas variedades muito doces também ajuda a evitar oscilações.
Imagem: Internet
Hábitos que reforçam o controle
Além da alimentação, a manutenção da glicemia inclui hidratação constante, redução de açúcar e ultraprocessados, ingestão adequada de fibras e distribuição equilibrada das refeições ao longo do dia.
Maçã e saúde hepática
A maçã aparece como aliada extra: sua fibra solúvel, a pectina, auxilia na remoção de gorduras e toxinas, contribuindo para prevenir a esteatose hepática. Grapefruit (toranja) e frutas vermelhas, como amoras e mirtilo, também contêm compostos que favorecem o fígado, a exemplo da naringenina e das antocianinas.
Com informações de Metrópoles

