O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, declarou nesta quarta-feira (10/12) que o excesso de populismo ao longo do próximo ano eleitoral gera preocupação para o setor industrial.
Em entrevista coletiva na sede da CNI, Alban argumentou que propostas de caráter populista podem comprometer o desempenho econômico de 2025. “Qual o grau de compromisso com o Brasil de amanhã? Não é esquerda ou direita que vai fazer diferença. Não estamos preocupados com essa disputa, estamos preocupados em como ela vai ser feita”, afirmou ao apresentar o relatório Economia Brasileira 2025-2026.
Questionado sobre a eventual candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o dirigente limitou-se a dizer que a indústria não adota posicionamento partidário, ressaltando que defende uma política industrial de Estado, “e não de governo”.
Debate sobre jornada 61
Ao comentar a possibilidade de o tema jornada 61 ganhar espaço no debate eleitoral de 2025, Alban avaliou que “este não é o momento” para discutir a proposta. Segundo ele, primeiro é preciso ampliar a oferta de mão de obra, tanto em quantidade quanto em qualidade. “Independente da remuneração, o que mais dignifica o ser humano é a oportunidade de estar inserido na sociedade através do mercado de trabalho”, destacou.
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O presidente da CNI citou o exemplo da França, que, segundo ele, enfrenta perda de competitividade na Europa após adotar avanços sociais considerados agressivos. Para Alban, a jornada 61 só poderia ser reavaliada em 2027 ou 2028, desde que o país adote um programa consistente de responsabilidade fiscal. “Se o tema for discutido agora, alguém terá de pagar a conta”, advertiu.
Com informações de Metrópoles

