Lindbergh afirma que Hugo Motta está fragilizado e não conta nem com apoio do PL

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Brasília — O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), declarou nesta quinta-feira (11.dez.2025) que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), atravessa um período de fragilidade política e conduz uma agenda que, segundo ele, não agrada a nenhum partido, “nem mesmo ao PL”, maior bancada da Câmara.

“Que ele está mais enfraquecido é um fato. As coisas estão saindo do controle por essa imprevisibilidade. Ele poderia ter construído uma agenda positiva nesses 15 dias, mas não sei a quem agradou; pelo que entendo, nem ao PL”, disse Lindbergh a jornalistas.

Críticas às “pautas-bomba”

O petista reclamou da inclusão de propostas que considera “pautas-bomba”, citando a possibilidade de redução de penas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o processo de cassação do mandato do deputado Glauber Braga (Psol-RJ). Para Lindbergh, essas iniciativas reforçam a percepção de que o Congresso trabalha para blindar parlamentares e contraria demandas populares.

Ele também mencionou manifestações convocadas para o próximo domingo (14.dez.2025) como reflexo desse descontentamento. “As pautas prioritárias tinham que ser outras. Espero que o presidente Motta reflita para esta última semana e para o próximo período”, afirmou.

Reunião com ministros

Na segunda-feira (9.dez.2025), Motta recebeu no gabinete os ministros Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) e Fernando Haddad (Fazenda). O encontro tratou de projetos considerados essenciais pelo governo, como o que revisa benefícios tributários e o que endurece regras contra o devedor contumaz. Segundo Lindbergh, nada foi discutido sobre as pautas que ele classifica como bombas fiscais e políticas.

Risco ao Orçamento de 2026

O líder do PT alertou ainda para a necessidade de votar o Orçamento de 2026 antes do recesso parlamentar. Caso o texto não seja aprovado, argumentou, programas sociais e emendas parlamentares podem sofrer contingenciamento imediato.

Conflitos com PL e PT

A condução de votações recentes aprofundou o desgaste político de Hugo Motta. A manutenção do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) e a suspensão de seis meses aplicada a Glauber Braga expuseram divisões entre partidos de centro e direita e descontentaram o Executivo.

No PL, a crise se intensificou em 25 de novembro, quando o líder da sigla, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que não falava com Motta havia dias. O estopim foi o veto do presidente da Câmara a dois destaques do partido no projeto Antifacção, que pretendiam incluir facções criminosas na Lei Antiterrorismo.

Com o PT, o rompimento ocorreu em 24 de novembro, quando Motta afirmou que não manteria mais diálogo com Lindbergh Farias, ampliando o isolamento político na Casa.

Com informações de Poder360

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