São Paulo – Leonardo Torloni de Carvalho, filho da atriz Christiane Torloni e do diretor Dennis Carvalho, negou a acusação de extorsão feita pela empresária Carla Sarni, presidente do Grupo Salus, controlador das redes Giolaser e Sorridents. Em nota assinada por seus advogados, o empresário afirma ter registrado prejuízos de mais de R$ 11 milhões com as franquias e sustenta que a negociação entre as partes foi formal e documentada.
Investimentos e perdas
De acordo com a defesa, Leonardo investiu mais de R$ 7 milhões em unidades da Giolaser e da Sorridents. No mesmo período, a franqueadora teria recebido acima de R$ 3 milhões em royalties. O empresário aponta que todas as unidades operadas por ele – e dezenas de outros franqueados – registraram “prejuízo massivo, descapitalização e inviabilidade estrutural”, o que, segundo ele, comprovaria falhas no modelo de negócios.
Denúncia de extorsão
Carla Sarni registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil paulista alegando que Leonardo teria exigido R$ 3,9 milhões para não levar o caso à imprensa. Os advogados do empresário apresentaram notificações extrajudiciais nas quais, segundo eles, constam cláusulas de confidencialidade solicitadas por Leonardo e reforçam que a negociação ocorreu “em ambiente de urbanidade e tecnicidade”.
“Torloni exercerá seu direito de ação para buscar ressarcimento pelos danos que lhe foram causados”, declarou o advogado Walfrido Warde. Ele acrescentou que a acusação de extorsão causa “perplexidade e indignação” e que medidas judiciais cabíveis serão adotadas.
Investigações contra o Grupo Salus
O Ministério Público de São Paulo investiga Carla Sarni e a atriz Giovanna Antonelli – ex-sócia da empresária – por propaganda enganosa, pirâmide financeira e outros delitos. Um processo cível pede indenização de R$ 2,2 milhões, enquanto inquérito criminal aberto em 3 de junho apura crimes como concorrência desleal, falsidade ideológica e crime contra a economia popular, com base em representação de 46 franqueados e ex-franqueados.
Imagem: Internet
Relatos de pressão sobre franqueados
Franqueados do Grupo Salus relatam ofensas e ameaças. Em áudio obtido pelo portal, Carla Sarni aparece gritando com funcionários para que “pressionem” franqueados: “Vai pra puta que pariu. Não é para falar com o cara, é para pressionar o cara”.
O caso segue sob apuração da polícia e do Ministério Público.
Com informações de Metrópoles

