Michelle Bolsonaro afirma que Congresso está “de joelhos” após anulação de sessão sobre Zambelli

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Brasília – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarou, na quinta-feira (11.dez.2025), que o Congresso Nacional encontra-se “enfraquecido e de joelhos” depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anular a sessão da Câmara que havia rejeitado a cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

A mensagem foi publicada nas redes sociais junto à imagem de uma manchete noticiando a decisão do magistrado. “Infelizmente é triste ver vocês tão enfraquecidos e de joelhos diante de tanta arbitrariedade”, escreveu Michelle.

Em outro story do Instagram, ela compartilhou a chamada de uma segunda reportagem informando que Moraes determinou ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), dar posse ao suplente de Zambelli, Adilson Barroso (PL-SP), em até 48 horas. Na legenda, classificou o momento como “dias sombrios para a tão chamada democracia do nosso país”.

Decisão do STF

O despacho de Moraes confrontou deliberação da própria Câmara, tomada também em 11 de dezembro, que manteve o mandato de Zambelli. O ministro decretou a perda imediata do cargo, argumentando que os parlamentares “violaram a Constituição” ao desconsiderar condenação criminal transitada em julgado contra a deputada.

Segundo ele, cabe ao Poder Judiciário declarar a perda de mandato de parlamentares condenados criminalmente, restando à Mesa da Câmara apenas formalizar o ato. O ministro ainda estipulou prazo de 48 horas para que Motta dê posse ao suplente.

Condenações e prisão

Zambelli foi condenada pelo STF, em maio de 2025, a 10 anos de prisão e a pagar R$ 2 milhões por danos coletivos após invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na ocasião, Moraes determinou sua prisão preventiva.

As investigações apontaram que a deputada foi a autora intelectual do ataque cibernético, executado por Walter Delgatti, também condenado. Em junho, Zambelli saiu do Brasil e passou a ser considerada foragida; chegou a entrar na lista vermelha da Interpol e acabou presa em Roma, Itália, em julho. O governo brasileiro solicitou sua extradição.

Em agosto, a deputada recebeu nova sentença do STF: 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal contra o jornalista Luan Araújo, episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

Com o trânsito em julgado dos processos, o Supremo determinou a perda definitiva do mandato parlamentar e aplicação de multa equivalente a 400 salários mínimos vigentes em 2022.

Com informações de Poder360

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