Nesta quinta-feira (11/12), o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) anunciou, da tribuna da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que deixará o mandato para disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026.
“Parto dessa cidade com o coração cheio de saudade, mas também com a serenidade de quem sabe que está atendendo a uma missão maior, da qual sempre fiz parte. Vou para Santa Catarina para cumprir um chamado que eu não poderia realizar aqui”, declarou o vereador.
Impacto na família Bolsonaro
A decisão reacendeu dúvidas sobre a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pesquisas de intenção de voto indicam que um membro do clã tem grandes chances de conquistar a única vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2026. Operadores políticos e agentes do mercado avaliam que, se Flávio estiver realmente focado no Palácio do Planalto, faria sentido reservar o Rio para outro integrante da família — hipótese contrária ao movimento de Carlos.
A leitura nos bastidores é que a mudança do vereador para Santa Catarina abriria caminho para Flávio Bolsonaro tentar a reeleição ao Senado pelo Rio, e não à Presidência da República.
Reação em Santa Catarina
A migração de Carlos provocou desconforto entre aliados locais. A deputada federal Caroline de Toni, também do PL, demonstrou insatisfação com a presença do vereador na corrida catarinense. Embora Carlos tenha publicado, na semana passada, uma foto ao lado dela em tom de conciliação, Caroline anunciou nesta semana que deixará o PL e tentará concorrer ao Senado pelo partido Novo.
Imagem: Internet
Postura ambígua de Flávio
Flávio Bolsonaro lançou sua pré-candidatura ao Planalto com o apoio do pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas adotou discurso ambíguo. Dois dias após o anúncio, disse a jornalistas que haveria um “preço” para desistir da disputa. Em entrevista à TV Record, explicou que esse preço seria ver Jair Bolsonaro liberado para concorrer em 2026, cenário considerado inviável no momento.
Enquanto as indefinições persistem, observadores políticos destacam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acompanha de perto os movimentos no campo da direita.
Com informações de Metrópoles

