Brasília – O ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL-RJ) oficializou, nesta sexta-feira (12.dez.2025), sua candidatura ao Senado por Santa Catarina, movimento que acentuou o conflito interno entre lideranças de direita no Estado.
O lançamento da pré-campanha conta com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas contraria integrantes locais do PL e do Progressistas que já articulavam nomes próprios para a eleição de 2026.
Resistência empresarial e política
Em junho, a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) divulgou nota criticando a ideia de “importar” candidatos. A entidade defendeu representantes com “profunda conexão com os catarinenses” e afirmou que o Estado dispõe de quadros preparados para o Congresso.
A oposição também partiu de dentro do partido. No início de dezembro, a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) disse à Gazeta do Povo que a direita precisava “amadurecer”, lamentou ataques nas redes sociais e declarou cogitar filiação ao Novo para manter sua própria postulação ao Senado.
Troca de acusações
As declarações de Campagnolo motivaram respostas da família Bolsonaro. Carlos chamou as críticas de “mentirosas”. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) considerou “absurdo” que a parlamentar, cuja carreira teria sido impulsionada pelo grupo, se voltasse contra a decisão.
Campagnolo reagiu dizendo que o comportamento de Carlos decepcionou parte do eleitorado catarinense e assegurou continuar na corrida, mesmo que em outra legenda.
Imagem: Internet
Renúncia no Rio de Janeiro
Para viabilizar a mudança de domicílio, Carlos Bolsonaro renunciou ao mandato de vereador do Rio na quinta-feira (11.dez.2025). No discurso de despedida, afirmou que a transferência para Santa Catarina é “continuação de uma luta” e negou “fuga” de questões políticas locais.
Santa Catarina é governada por Jorginho Mello (PL), aliado de Jair Bolsonaro, e possui forte eleitorado conservador, com bancadas expressivas na Câmara e no Senado.
Com informações de Poder360

