Lula atuou desde a primeira ligação para suspender sanção a Moraes, afirma Alckmin

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São Paulo – O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou nesta sexta-feira (12.dez.2025) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalhou desde o início para retirar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, da lista de sanções da Lei Magnitsky aplicada pelos Estados Unidos.

Segundo Alckmin, a defesa de Moraes começou na primeira conversa telefônica entre Lula e o ex-presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano). “Eu estava presente e vi. Lula insistiu em duas pautas: rever tarifas comerciais e suspender a aplicação da Lei Magnitsky”, disse o vice-presidente durante o jantar anual do grupo Prerrogativas, realizado na Casa Natura Musical, no bairro de Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

Nova fase de diálogo com os EUA

Alckmin avaliou que a revogação da sanção, oficializada mais cedo, abre “uma avenida de diálogo e negociação” entre Brasília e Washington. “Precisamos construir com os Estados Unidos uma relação de ganha-ganha. É um parceiro comercial importante, com milhares de empresas americanas no país e o maior investidor estrangeiro no Brasil. Também há muitas empresas brasileiras atuando lá”, afirmou.

Evento do Prerrogativas

O grupo Prerrogativas, formado por advogados que apoiam o governo Lula, homenageou neste ano Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB). Em 2024, a tributada foi a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

A escolha dos três nomes tem reflexo eleitoral: Alckmin, Haddad e Tebet são cotados para disputar o governo paulista ou uma vaga no Senado em outubro de 2026. Até agosto de 2024, ao menos 28 integrantes do Prerrogativas ocupavam cargos no governo federal.

A festa contou com apresentações do cantor Xande de Pilares e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. Houve ainda show da dupla Edu Krieger e Natalia Voss, além do lançamento do livro “Nunca Mais”, de Camilo Vannuchi, sobre crimes da ditadura militar (1964-1985).

Com informações de Poder360

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