O governo dos Estados Unidos anulou, nesta semana, as medidas restritivas aplicadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com base na Lei Global Magnitsky. A reversão, confirmada por Washington, ocorreu em um prazo considerado curto por diplomatas e observadores.
A retirada das sanções foi obtida após negociação direta entre os governos dos dois países. A gestão brasileira classificou o resultado como um êxito diplomático, destacando que a promessa de anular as restrições foi cumprida.
Segundo fontes diplomáticas citadas pelo colunista Ricardo Noblat, esta é a primeira vez que a administração norte-americana revoga de forma tão rápida uma sanção definida pela legislação que pune violações de direitos humanos e corrupção ao redor do mundo.
A decisão provocou reação imediata entre opositores do governo brasileiro que defendiam a manutenção da punição ao magistrado. Em comunicado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo lamentaram a medida e afirmaram que o apoio externo à pauta que defendiam se enfraqueceu.
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Com a revogação, o grupo que apostava na pressão internacional contra o ministro perde a principal cartada política no exterior, enquanto o Palácio do Planalto comemora a resolução do impasse junto à Casa Branca.
Com informações de Metrópoles

