Chilenos escolhem presidente neste domingo; Kast tem 61,9% contra 38,1% de Jara, diz pesquisa

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Os eleitores do Chile voltam às urnas neste domingo, 14 de dezembro de 2025, para definir quem comandará o país pelos próximos quatro anos. Levantamento da AtlasIntel, realizado de 22 a 27 de novembro com 9.012 entrevistados, indica vantagem expressiva de José Antonio Kast, do Partido Republicano (direita), que reúne 61,9% dos votos válidos. Jeannette Jara, do governista Partido Comunista (esquerda), aparece com 38,1%. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança, de 95%.

Projetos opostos para o Estado

Os programas apresentados pelos dois candidatos divergem principalmente quanto ao papel do Estado. Kast promete liberalizar a economia, adotar austeridade fiscal e rever programas sociais, além de defender uma agenda anti-imigração. Jara, por sua vez, planeja ampliar a presença estatal, elevar gastos sociais e promover uma reforma no sistema de saúde.

Relação com o Congresso

Após o primeiro turno, em 16 de novembro, o Congresso chileno formou maioria de direita. A coalizão Mudança Pelo Chile, de Kast, saltou de 19 para 42 deputados e de 2 para 7 senadores. Especialistas, como o professor Roberto Uebel, da ESPM Porto Alegre, avaliam que esse cenário tende a facilitar a negociação legislativa para Kast. Jara, descrita como mais reformista que o atual presidente Gabriel Boric, enfrentaria resistência maior.

Propostas econômicas

Ambos reconhecem a estagnação da produtividade chilena. Kast sugere reduzir burocracia, cortar impostos sobre empresas, equilibrar as contas públicas com menor gasto e promover reforma trabalhista. Jara defende intensificar parcerias público-privadas, estimular pequenas e médias empresas, aumentar o salário mínimo e usar o Estado para impulsionar setores como o do lítio, em que o Chile é o segundo maior produtor mundial.

Segurança pública

A violência é tema central na campanha. Jara pretende atacar o crime organizado com maior vigilância sobre o financiamento de quadrilhas e reforço de inteligência contra o narcotráfico. Kast propõe construir presídios de segurança máxima, fechar fronteiras e endurecer o controle da imigração ilegal. O professor Leonardo Trevisan, também da ESPM, compara a estratégia de Kast à adotada por Nayib Bukele em El Salvador.

Políticas sociais

No modelo chileno, saúde, educação e previdência contam historicamente com forte participação privada. Durante o governo Boric, a presença estatal aumentou, movimento que Jara promete aprofundar: ela quer fortalecer o ensino público, ampliar programas de habitação e reformar o sistema de saúde. Kast, em contrapartida, fala em parcerias com a iniciativa privada na saúde e defende liberdade de escolha dos pais na educação, sob o lema “Menos ideologia, mais aprendizagem”.

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Imagem: Internet

Relações exteriores

A política externa teve pouco destaque nas campanhas. O programa de Kast evita menções diretas a um alinhamento maior com os Estados Unidos, apesar da afinidade ideológica com o ex-presidente Donald Trump. Analistas atribuem a cautela ao peso do comércio asiático, especialmente com a China, maior parceira do Chile. Jara declarou que manterá postura pragmática e de respeito mútuo com Washington. Em entrevistas, a candidata classificou Cuba como um sistema democrático “distinto” e chamou o regime venezuelano de autoritário; Kast chegou a defender intervenção internacional na Venezuela de Nicolás Maduro. Quanto ao Mercosul, o grau de participação chilena segue indefinido em qualquer dos cenários.

A eleição presidencial será decidida em turno único. O vencedor assume o Palácio de La Moneda em março de 2026.

Com informações de Poder360

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