Minas Gerais somou US$ 41,4 bilhões em exportações entre janeiro e novembro de 2025, aumento de 6,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024. O resultado assegurou ao Estado 13% das vendas externas brasileiras e um superavit comercial de US$ 24,4 bilhões, o maior saldo estadual do país pelo terceiro mês consecutivo.
Fluxo comercial cresce 7,2%
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o fluxo comercial mineiro — soma de exportações e importações — alcançou US$ 58,4 bilhões nos 11 primeiros meses do ano, avanço de 7,2% ante 2024. O Estado figura como o terceiro maior exportador nacional e o quinto maior importador.
Importações também avançam
As compras externas totalizaram US$ 17 bilhões até novembro, alta de 9,1% sobre igual período do ano passado. Em novembro, Minas Gerais foi o quarto maior importador do país, movimentando US$ 1,6 bilhão, 8,9% acima do registrado no mesmo mês de 2024.
Produtos com maior alta
Entre os itens que puxaram as exportações de 2025 destacam-se:
- Café: incremento de US$ 3 bilhões (41,6%)
- Ouro: aumento de US$ 1,2 bilhão (70,4%)
- Ferro-ligas: crescimento de US$ 241,2 milhões (11,9%)
Mercados em expansão
O Estado exportou para dez mercados a mais que em 2024 e ampliou vendas a 105 destinos. Os maiores avanços ocorreram para:
- Canadá: +US$ 619,8 milhões (62,7%)
- Argentina: +US$ 457,8 milhões (32,8%)
- Reino Unido: +US$ 447,9 milhões (69,5%)
- Japão: +US$ 332,6 milhões (33,1%)
- Itália: +US$ 295,9 milhões (37,3%)
Desempenho de novembro
No mês de novembro, Minas Gerais foi o segundo maior exportador do país, com US$ 3,9 bilhões, avanço de 12,4% sobre igual mês de 2024. Café (30,4%), minério de ferro (26,8%) e ouro (8,2%) lideraram as vendas. O Estado também encabeçou as exportações nacionais de hidrogênio (US$ 24,9 milhões), medicamentos (US$ 3 milhões), carboneto de silício (US$ 2,7 milhões) e queijo/requeijão (US$ 1,3 milhão).
Imagem: Internet
Varginha respondeu por 9% das exportações de novembro, seguida por Araxá (6,4%), Guaxupé (6%), Nova Lima (5,6%) e Paracatu (5,3%).
Principais itens importados
Entre as mercadorias mais compradas em novembro estão turborreatores e outras turbinas a gás (7,4%), automóveis de passageiros (5%), produtos imunológicos (4,1%), adubos azotados (3,9%) e partes de tratores e veículos especiais (3,5%). Extrema liderou as importações mensais com 15,5% do total, seguida por Betim (13%), Uberaba (9,6%), Belo Horizonte (7,2%) e Varginha (5,2%).
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado atribui o desempenho à política de promoção do comércio exterior, destacando que os produtos mineiros “estão alcançando o mundo” e podem superar o recorde anual de US$ 42 bilhões registrado em 2024.
Com informações de Poder360

