Carlos Bolsonaro alega “assassinato com doses de tortura” ao criticar prisão do pai

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Rio de Janeiro – O ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) classificou neste domingo (14.dez.2025) a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como “assassinato com doses diárias de tortura e ilegalidade”. A afirmação foi publicada em sua conta no X (antigo Twitter).

No texto, Carlos compara o tratamento dado pela Justiça ao pai e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, enquanto Lula cumpriu pena em Curitiba com “visitas semanais” e tempo para a defesa analisar provas, Bolsonaro estaria submetido a “regras mudadas no meio do caminho” e restrições para receber familiares e médicos.

Acusações de tratamento desigual

O ex-vereador argumenta que a prisão de Bolsonaro foi decretada “de forma ilegal, com motivação política”, ao contrário da detenção de Lula em 2018, então decorrente de condenação confirmada em segunda instância. Lula permaneceu 580 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e posteriormente teve as condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.

Para Carlos, a situação do pai configura “exceção institucional”, na qual “a regra muda conforme o alvo”. Ele sustenta que visitas de familiares dependem de autorização individual do ministro responsável pelo processo e relata casos em que, mesmo seguindo o protocolo, não foi autorizado a ver o ex-presidente.

Vídeo e renúncia ao mandato

Dois dias antes da nova manifestação, Carlos divulgou um vídeo antigo em que Jair Bolsonaro aparece soluçando enquanto dorme. Na ocasião, alegou que o ex-presidente corre “risco real e imediato de vida” e necessita de cuidados médicos.

Em 11.dez, o vereador renunciou ao mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em discurso, informou que se mudará para Santa Catarina para disputar uma vaga no Senado Federal. “Não é uma fuga, é a continuidade de uma luta”, declarou.

Os comentários de Carlos foram replicados com trechos do pronunciamento original, no qual lista diferenças entre as prisões de Lula e Bolsonaro e conclui: “Há um método: o assassinato com doses diárias de tortura e ilegalidade”.

Com informações de Poder360

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