Carla Zambelli renuncia ao mandato e acusa STF de se sobrepor à vontade popular

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Brasília – A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) apresentou, neste domingo (14.dez.2025), carta de renúncia ao mandato na Câmara dos Deputados. No documento, ela afirma que a saída é “um alerta histórico” de que “um Poder se sobrepôs à vontade popular”.

Zambelli nega ter tomado a decisão por “medo” ou “fraqueza” e sustenta que o Supremo Tribunal Federal extrapolou suas competências ao determinar a cassação de seu mandato, apesar de a Câmara ter votado pela manutenção do cargo.

Entenda o caso

• Em 11.dez.2025, o plenário da Câmara manteve o mandato da parlamentar por 227 votos a 170, após relatório do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) concluir que “não existem provas jurídicas” para a cassação.

• No mesmo processo, o STF já havia condenado Zambelli a mais de 15 anos de prisão em duas ações e, por unanimidade, referendado decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a perda imediata do mandato.

• Moraes também ordenou ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que desse posse ao suplente Adilson Barroso (PL-SP) em até 48 horas, classificando a posição da Casa como “clara violação à Constituição”.

Principais pontos da carta

• “Renuncio para que fique registrado na História que, mesmo sem provas reconhecidas pelo Parlamento, a vontade de um outro Poder se sobrepôs à vontade popular.”

• A ex-deputada afirma que o gesto “não é rendição”, mas “marco de resistência” contra o que considera avanço indevido do Judiciário sobre o Legislativo.

• Zambelli argumenta que “a democracia não se resume ao dia da eleição”, defendendo o respeito às instituições, ao devido processo legal e à soberania do voto.

• Segundo ela, “regimes livres somente subsistem quando cada Poder reconhece suas fronteiras”, citando a teoria da separação de Poderes.

Preso em país estrangeiro, Zambelli enviou a carta por intermédio dos advogados Fabio e Pedro Pagnozzi. O texto reforça que “mandatos podem ser interrompidos; a voz de um povo, jamais” e promete continuar atuando na cena política.

Com a renúncia formalizada, a Câmara deve dar posse a Adilson Barroso, seguindo a determinação do STF.

Com informações de Poder360

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