Maduro reforça segurança diante do temor de intervenção militar dos EUA

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV), ampliou o esquema de proteção pessoal nos últimos meses, em resposta à possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos contra seu governo, que já dura 12 anos.

Segundo pessoas próximas ao Palácio de Miraflores, o líder chavista passou a trocar regularmente de local para dormir e de telefone celular. Ele também reforçou a equipe de segurança com guarda-costas e oficiais de inteligência vindos de Cuba, na tentativa de minimizar riscos de traição interna.

As precauções começaram em setembro, quando a Casa Branca enviou navios de guerra ao Mar do Caribe e realizou bombardeios contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas. Nas últimas oito semanas, a presença militar norte-americana na região passou a incluir o porta-aviões USS Gerald R. Ford, ao menos dez outros navios, um submarino nuclear e caças F-35. O Pentágono sustenta que as operações têm foco na interdição do narcotráfico, mas analistas apontam que o poder de fogo empregado supera o padrão dessas missões.

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), acusa Maduro de comandar um “cartel narcoterrorista” que levaria drogas ao território norte-americano. Em 22 de novembro, os dois presidentes conversaram por telefone e discutiram a possibilidade de um encontro. Trump ofereceu salvo-conduto para que Maduro e seus aliados deixassem a Venezuela caso ele renunciasse.

No sábado, 29 de novembro de 2025, o governo norte-americano passou a considerar o espaço aéreo da Venezuela fechado, medida que aumentou as expectativas de uma intervenção. Três dias depois, em 3 de dezembro, o clima de tensão levou Caracas a intensificar ainda mais a segurança presidencial.

Com informações de Poder360

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