Superintendente do São Paulo nega lucro com camarote 3A e pede sindicância

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São Paulo (SP) – O superintendente geral do São Paulo FC, Marcio Carlomagno, afirmou que o clube não obteve qualquer receita com a cessão do camarote 3A do Morumbis durante o show da cantora Shakira. Em entrevista ao Globo Esporte nesta terça-feira (16.dez.2025), o dirigente disse que jamais autorizou o uso comercial do espaço mencionado em áudio que sugere venda irregular de ingressos.

Segundo Carlomagno, o camarote foi liberado “institucionalmente” à Diretoria Feminina da agremiação, com objetivo de hospitalidade e desenvolvimento de projetos sociais. “Não tinha fins comerciais. A presidência cedeu para a Diretoria Feminina após solicitação e justificativa”, declarou.

O superintendente relatou ter descoberto a suposta comercialização apenas no dia do espetáculo, quando um patrocinador adquiriu o espaço por meio de outra agência. Ele acrescentou que o camarote não possui “valor econômico relevante”, pois não oferece visão do palco nem do gramado, e já fora usado em ações institucionais anteriores.

Investigações

Após o episódio, o clube proibiu qualquer utilização do camarote 3A em eventos futuros. Carlomagno informou ter solicitado abertura de sindicância interna e externa, conduzida pelos departamentos de Compliance e Jurídico, além de auditoria independente. “Todos os envolvidos, inclusive eu, serão ouvidos”, disse.

O relatório final indicará possíveis responsabilidades nas esferas política, ética ou trabalhista. Dois dirigentes citados na gravação pediram afastamento de suas funções enquanto a apuração prossegue.

Negativas de irregularidades

Carlomagno negou exercer pressão sobre processos judiciais que envolvem as empresas mencionadas no áudio e afirmou que seu nome foi usado “indevidamente” como forma de pressão. Ele também refutou suspeitas de irregularidades em outros setores do clube, como as categorias de base em Cotia, e garantiu não ter recebido vantagens pessoais.

O dirigente permanecerá no cargo por ser funcionário de carreira do São Paulo, mas afirmou que pedirá licença se surgir prova direta contra ele. “Quem tiver responsabilidade vai responder dentro da sua esfera”, concluiu.

Com informações de Poder360

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