A ideia de que correr provoca flacidez e envelhecimento precoce do rosto, popularmente chamada de “runner’s face”, não tem fundamento científico, afirma o dermatologista Octávio Guarçoni, especialista em saúde metabólica.
Corrida não degrada colágeno
Segundo Guarçoni, o impacto da corrida não rompe fibras de colágeno nem “derruba” os tecidos faciais. Mudanças no contorno do rosto podem ocorrer, mas estão relacionadas à perda natural de gordura corporal provocada pelo gasto calórico e ao próprio processo de envelhecimento.
Fatores que realmente envelhecem a pele
O médico destaca que os principais vilões para a aparência são a exposição solar acumulada, poluição, tabagismo e fatores genéticos. Sulcos, olheiras e aspecto cansado costumam ser erroneamente atribuídos à prática esportiva.
Cuidados recomendados
Para quem treina ao ar livre, Guarçoni recomenda:
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- Uso diário de protetor solar de amplo espectro, com reaplicação periódica;
- Hidratação adequada antes, durante e após os exercícios;
- Acompanhamento dermatológico regular;
- Bonés, chapéus e roupas leves para reduzir a exposição direta ao sol.
Benefícios do esporte superam mitos
Além de não prejudicar a pele, a corrida traz ganhos comprovados para a saúde: melhora da circulação, fortalecimento de músculos e articulações, regulação do sono e redução do estresse. “A corrida é aliada do bem-estar e não inimiga da estética”, resume o especialista.
Com informações de Metrópoles

