São Paulo – O bailarino Gustavo Fagundes, 25 anos, nascido e criado na zona leste da capital paulista, foi contratado pelo parque da Universal Studios em Beijing e tornou-se o primeiro brasileiro a integrar o corpo artístico da empresa de entretenimento.
Seleção disputada
A vaga foi preenchida após um processo seletivo global que reuniu mais de 7 mil candidatos. Apenas cinco homens foram aprovados, e Fagundes foi um deles. Os testes incluíram avaliações técnicas, demonstrações de acrobacia, apresentação individual e entrevista em inglês. O bailarino ainda precisou se exibir por chamada de vídeo para diretores da matriz, em Hollywood.
Início na periferia
Desde a infância, Fagundes participava de apresentações em festas de família, eventos escolares e rodas de dança no bairro. Quando viu DVDs de Michael Jackson pela primeira vez, percebeu que queria viver da arte. No ensino médio, seguiu a recomendação de um professor de artes e ingressou no curso técnico de dança da Etec de Artes; ficou em primeiro lugar na prova prática.
O primeiro contato estruturado com movimento corporal veio pela capoeira, mas foi no grupo de hip-hop S.O.G., da igreja que frequentava, que se aprofundou no break. A partir daí, passou a competir em batalhas e festivais pela cidade.
Experiência profissional
O currículo inclui trabalhos em companhias de dança, programas de TV, campanhas publicitárias, projetos de moda, videoclipes e a participação em grandes eventos, como a Copa América de 2019. A carreira internacional começou ao ser contratado pela empresa turca Seans Organization, responsável por shows em hotéis de luxo, e, em seguida, por resorts no Egito.
Imagem: Internet
Conquista na Universal
Ao receber o e-mail de aprovação, o bailarino lembrou da infância, dos treinos e das viagens que o levaram até ali. No parque de Beijing, já participou do Spring Carnival 2024, do espetáculo natalino Winter Holiday 2024 e do Universal’s Half Time Show. O contrato foi estendido até 2026.
“Quero mostrar que o Brasil é um celeiro de talentos capazes de ocupar espaço na indústria global do entretenimento”, afirmou.
Com informações de Metrópoles

