São Paulo (SP) – A Academia Estudantil de Letras (AEL) da Rede Municipal de Ensino chegou em 2025 ao total de 297 academias instituídas, envolvendo cerca de 8 mil estudantes e 500 educadores.
Criado em 2005, o projeto celebra 20 anos como política pública permanente garantida pela Lei 17.459/2020. O número atual de academias representa aumento de 50% em relação a 2021, quando havia 198 unidades, e expansão superior a 800% na comparação com o primeiro ano da iniciativa.
Funcionamento e alcance
Inspirada em autores como Carolina Maria de Jesus, Ariano Suassuna e Cora Coralina, cada academia leva o nome de um escritor selecionado de forma coletiva. Nas reuniões, alunos pesquisam biografias, analisam obras, produzem textos e experimentam linguagens como teatro, poesia, música, slam, dança e artes visuais.
Ao longo dos anos, ex-participantes retornam às escolas para relatar como a experiência influenciou escolhas profissionais e pessoais, reforçando o impacto pedagógico da proposta.
Expansão para a primeira infância
Neste ano, a AEL avançou para a Educação Infantil. Treze CEIs e EMEIs já desenvolvem atividades que alcançam bebês e crianças de até cinco anos, ampliando o contato com a literatura na primeira infância.
Eventos literários
O Fli Sampa – Festival Internacional Literário de São Paulo – mobilizou cerca de 3,3 mil estudantes em 2025, reuniu 67 autores e contou com espaço para 30 editoras. Entre os convidados, estiveram Conceição Evaristo, Pedro Bandeira e Valter Hugo Mãe.
Imagem: Internet
Outra ação de destaque foi a Semana de Arte Moderna da AEL, que promoveu 150 apresentações em Centros Educacionais Unificados (CEUs) e reuniu 3,5 mil alunos.
Com reconhecimento além da capital paulista, a experiência serviu de referência para a criação de Academias Estudantis de Letras em outras cidades brasileiras.
Com informações de Metrópoles

