Em artigo publicado no Blog do Noblat, no portal Metrópoles, o jornalista Ricardo Noblat traça um paralelo entre o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e Jonas Malheiros Savimbi, líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).
Comparação histórica
Noblat recorda que Savimbi, apoiado por países como África do Sul e algumas nações europeias, tinha chances de vencer a primeira eleição democrática de Angola, realizada em outubro de 1992, após a queda do Muro de Berlim em 1989 e a dissolução da União Soviética em 1991. Na disputa, a UNITA enfrentava o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), sustentado por russos e cubanos, e a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), apoiada pela China e, secundariamente, pelos Estados Unidos.
O texto afirma que o MPLA venceu o pleito porque seu líder, José Eduardo dos Santos, aceitou recomendações de assessores, enquanto Savimbi teria ignorado conselhos e, após a derrota, retomou a guerra civil, sendo morto anos depois.
Paralelo com Bolsonaro
A coluna descreve Jair Bolsonaro como “presidente acidental” e lembra que ele venceu as eleições de 2018 em meio à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também cita a facada sofrida pelo então candidato durante a campanha, fato que o afastou dos debates na reta final do primeiro turno, obrigando-o a disputar o segundo turno contra Fernando Haddad.
Segundo o texto, Bolsonaro “só deu ouvidos à própria voz” durante o governo e teria acreditado que o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump o ajudaria politicamente. A publicação ainda destaca que, atualmente, o ex-chefe do Executivo brasileiro estaria isolado, inelegível e “jazia numa cela da Polícia Federal”.
Imagem: Internet
Referências pessoais e epílogo
Ao encerrar, Noblat diz que Bolsonaro pode recorrer “a Deus” e ainda reproduz um anúncio irônico do jornalista Octavio Guedes, oferecendo à venda uma bandeira norte-americana e um boné com o slogan “Make America Great Again”.
Com informações de Metrópoles

