Os Correios registram gastos de R$ 15,1 bilhões por ano com salários e benefícios, mesmo enfrentando dificuldades de caixa e dívidas acumuladas. O valor é impulsionado por gratificações previstas no Acordo Coletivo de Trabalho 2024/2025, que concede vantagens acima das regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), segundo a diretoria da estatal.
Entre os benefícios, destacam-se o adicional de 70% sobre o salário nas férias – ante 33% definidos pela legislação –, pagamento triplo de horas extras em domingos e feriados, crédito adicional de R$ 2.500 no vale-alimentação (conhecido como “vale-peru”) pago em dezembro e janeiro, além de vale-alimentação diário de R$ 50,93, licença menstrual de até dois dias por mês e ponto por exceção para carteiros.
Disputa no TST
Sem acordo com as federações sindicais Fentect e Findect desde a data-base de agosto, a empresa levou a negociação ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar revisar cláusulas consideradas excessivas. A direção argumenta que o atual pacote gera “ineficiência estrutural”.
Plano de demissão voluntária
Como parte do esforço para equilibrar contas, o conselho da companhia aprovou um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que prevê desligar 10 mil empregados em 2026 e outros 5 mil em 2027.
Imagem: Internet
Ameaça de greve
Mesmo sob risco de cortes e adesão ao PDV, trabalhadores dos Correios discutem uma greve caso benefícios, especialmente o vale-peru, sejam reduzidos ou extintos.
Com informações de Poder360

