A vitória de José Antonio Kast, candidato do Partido Republicano, na eleição presidencial deste domingo (14.dez.2025) no Chile colocou a direita novamente em pé de igualdade com a esquerda na América do Sul. Quando Kast assumir o cargo em 11 de março de 2026, o continente terá seis países liderados pela direita e seis pela esquerda.
Até 10 de outubro, a direita registrava desvantagem de seis governos em relação à esquerda. O cenário começou a mudar em 19 dias, após a destituição da presidente peruana Dina Boluarte (sem partido, esquerda) e a posse de José Jerí, do centro-direita Somos Peru, além da eleição de Rodrigo Paz Pereira, do Partido Democrata Cristão, na Bolívia.
No encerramento de 2015, oito países sul-americanos eram administrados por forças de esquerda ou centro-esquerda, contra quatro de direita ou centro-direita. O quadro se estreitou em 2020, quando a direita conquistou Brasil (Jair Bolsonaro), Chile (Sebastián Piñera) e Uruguai (Luis Lacalle Pou), enquanto a esquerda venceu na Argentina com Alberto Fernández.
Em 2025, a correlação se inverteu: esquerda no comando de Brasil (Luiz Inácio Lula da Silva), Chile (Gabriel Boric) e Uruguai (Yamandú Orsi), e direita à frente da Argentina com Javier Milei. O Paraguai permaneceu exceção no Cone Sul, governado pela direita de 2015 a 2025 com Horacio Cartes, Mario Abdo Benítez e Santiago Peña.
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Mudanças frequentes marcam o mapa político da região. O Peru teve 11 presidentes em 25 anos, enquanto a Argentina alternou entre gestões de esquerda e direita na última década. Além do Paraguai, apenas Suriname (com leve oscilação da esquerda para a centro-esquerda) e Venezuela, comandada por Nicolás Maduro desde 2013, mantiveram o mesmo espectro político nos últimos dez anos.
Com informações de Poder360

