Em ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde de domingo (14/12), a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) declarou que a colega Carla Zambelli (PL) mostrou “mais dignidade” do que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao renunciar ao mandato após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Carla Zambelli teve a condição de ser mais digna que o presidente da Câmara. Entendeu a sua condição de condenada, em processo com trânsito em julgado”, afirmou Hilton durante o protesto.
Manifestação contra o PL da Dosimetria
O ato foi convocado pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular — que reúnem movimentos como MST e MTST — e reuniu manifestantes em diversas capitais. O principal alvo foi o Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado na Câmara dos Deputados e que reduz as penas de condenados por tentativa de golpe de Estado. A proposta poderá beneficiar condenados pelos atos de 8 de Janeiro, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos de prisão.
Hilton classificou o Congresso como “sem vergonha, inimigo do povo e covarde”. Segundo ela, o Parlamento “vira as costas aos verdadeiros interesses da população” e vota projetos importantes “na calada da madrugada”, enquanto pautas como o fim da escala 61, o combate ao feminicídio e políticas para a população LGBTQIA+ seguem sem avanço.
Detalhes da renúncia de Zambelli
Condenada a 10 anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e atualmente presa na Itália, Carla Zambelli comunicou oficialmente sua renúncia no domingo (14/12). A decisão buscou evitar a cassação, mas, mesmo assim, o ministro Alexandre de Moraes anulou a tentativa de arquivamento do processo e determinou a perda imediata do mandato; a Primeira Turma do STF confirmou a decisão por unanimidade.
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Com a vaga aberta, Hugo Motta convocou o suplente Adilson Barroso (PL), que deverá assumir o mandato conforme prevê o regimento interno da Câmara e a legislação eleitoral.
Com informações de Metrópoles

