Ex-morador de rua Givaldo Alves afirma ter deixado vícios após dois anos internado no DF

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Conhecido nacionalmente desde 2022, quando se envolveu em um episódio que ganhou repercussão em todo o país, Givaldo Alves voltou a aparecer em público. Em vídeo divulgado pela primeira vez após seu afastamento da mídia, o ex-morador de rua relatou que está internado há mais de dois anos na Comunidade Terapêutica Vinde Vida, na Ponte Alta, região do Gama, Distrito Federal, e que abandonou bebida, cigarro e relacionamentos casuais.

Givaldo, que ficou famoso após ser espancado por um personal trainer ao ser flagrado dentro do carro da esposa dele em Planaltina, disse que o período de internação tem sido decisivo para superar traumas vividos tanto nas ruas quanto depois da exposição pública. “Aquela bagagem suja de bebida, cigarro e mulheres ficou para trás”, afirmou.

A instituição cristã onde ele está acolhido atua na recuperação de pessoas em situação de vulnerabilidade social e dependência química. Segundo Givaldo, o local possibilitou um “recomeço espiritual” e a chance de ajudar outros abrigados: atualmente ele trabalha na rouparia, setor responsável por receber e organizar doações de vestuário.

Violência nas ruas e recomeço

O ex-morador de rua relatou episódios de violência enquanto vivia nas vias públicas, como agressões durante a madrugada e expulsões de locais onde dormia. Contou que recuperou a confiança ao ser acolhido pela comunidade terapêutica e descreveu o processo como libertador.

Relembre o caso de 2022

Na noite de 9 de março de 2022, Givaldo foi encontrado no carro de Sandra Mara Fernandes, então esposa do personal trainer Eduardo Alves. Ao flagrar a cena, Eduardo agrediu o morador de rua, acreditando que a mulher estivesse sendo estuprada. Imagens das agressões circularam nas redes sociais, gerando ampla comoção.

Laudos médicos posteriores apontaram que Sandra vivia um surto psicótico decorrente de transtorno afetivo bipolar. Em entrevista na época, Givaldo declarou que a relação foi consensual e que havia sido convidado por Sandra para entrar no veículo.

Exposição e sumiço

Depois da repercussão, Givaldo participou de programas de TV, podcasts e chegou a desfilar em camarotes do Carnaval do Rio de Janeiro. Poucos meses depois, retirou-se das redes sociais e se afastou da vida pública. Fotografias feitas há cerca de dois anos mostraram o ex-morador de rua em Ceilândia, mas, desde então, não havia registro de seu paradeiro.

Hoje, dentro da comunidade terapêutica, ele diz viver um processo diário de reconstrução pessoal: “O amor é imensurável. Só entende quem vive”.

Com informações de Metrópoles

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