O Federal Reserve reduziu nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, a meta da taxa básica de juros norte-americana para o intervalo de 3,50% a 3,75%. O corte de 0,25 ponto percentual foi aprovado por nove integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).
Stephen Miran, indicado pelo então presidente Donald Trump, votou por uma redução maior, de 0,5 ponto. Outros dois membros preferiram manter a taxa inalterada.
Em comunicado, o banco central afirmou estar “firmemente empenhado” em sustentar o máximo nível de emprego e reconduzir a inflação à meta de 2%. A nota cita aumento dos riscos negativos para o mercado de trabalho nos últimos meses, desaceleração do crescimento do emprego em 2025 e leve alta da taxa de desemprego até setembro.
Terceiro corte consecutivo
Esta é a terceira queda seguida nos juros desde que Miran assumiu vaga na diretoria do Fed. Em setembro, a autoridade já havia reduzido a taxa em 0,25 ponto, para 4,00% a 4,25%, depois de cinco reuniões consecutivas de manutenção no intervalo de 4,25% a 4,50%.
Inflação e efeitos do shutdown
A taxa anual de inflação nos Estados Unidos atingiu 3,0% em setembro, 0,1 ponto acima de agosto. O índice mensal ficou em 0,3%, puxado principalmente pelos preços de energia, que subiram 1,5% no período, com destaque para a gasolina (alta de 4,1%). Alimentos avançaram 0,2%, enquanto a inflação de itens excluindo alimentação e energia aumentou 0,2%.
A divulgação de dados inflacionários foi atrasada em razão do shutdown do governo norte-americano iniciado em setembro de 2025, que suspendeu as atividades do Bureau of Labor Statistics.
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Próximos passos
A decisão desta quarta-feira encerra o calendário de reuniões do Fomc em 2025. O colegiado volta a se reunir entre 27 e 28 de janeiro de 2026.
No mesmo dia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil avalia a Selic, hoje em 15% ao ano. Analistas preveem encerramento de 2025 nesse patamar.
Com informações de Poder360

