Flávio Bolsonaro pede ao TCU auditoria sobre atuação de Lulinha no INSS

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) protocolou nesta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar suposto favorecimento, conflito de interesses e uso indevido da estrutura do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em benefício de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No pedido, o parlamentar solicita a abertura de auditoria tanto no INSS quanto no Ministério da Previdência Social. Ele quer que o tribunal apure eventuais irregularidades, responsabilize gestores considerados omissos ou coniventes e avalie possível participação direta ou indireta do próprio presidente da República, alegando risco de influência familiar sobre a autarquia.

A representação cita reportagens que relatam encontros entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador de um esquema de fraudes em benefícios previdenciários. Segundo essas publicações, o filho do presidente teria recebido pagamentos mensais de aproximadamente R$ 300 mil, além de supostamente atuar como sócio oculto em empresas ligadas a Antunes.

No documento, Flávio Bolsonaro menciona denúncias de valores acumulados ao longo do tempo sem contrato formal e requer que o TCU verifique contratos, parcerias ou transferências públicas que possam ter beneficiado pessoas ou empresas vinculadas aos investigados. O senador também pede análise de atos administrativos – como nomeações, exonerações, convênios e repasses – que coincidam com o período dos contatos mencionados.

Outro ponto da peça encaminhada ao tribunal é a atuação do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), onde José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula, ocupa a vice-presidência. O objetivo é verificar possível uso político da entidade em conexão com o INSS.

A iniciativa ocorre após a oposição sofrer reveses na CPI do INSS; em 4 de dezembro, por 12 votos a 9, o colegiado rejeitou a convocação de Lulinha. Anteriormente, em 16 de outubro, a comissão também havia barrado o chamado de Frei Chico.

Procurado pelo Poder360 na época da divulgação das denúncias, em 4 de dezembro, o ex-advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, classificou as acusações como “absolutamente pirotécnicas” e afirmou tratar-se de tentativa de desgastar a imagem de seu cliente.

Com informações de Poder360

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