Brasília, 15.dez.2025 – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) encaminhou pedido de R$ 700 milhões ao Orçamento de 2026 para dar continuidade ao planejamento do próximo Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.
O valor foi confirmado pelo diretor de Pesquisas, Gustavo Junger da Silva, durante entrevista nesta segunda-feira (15). Segundo ele, o montante já está reservado, mas ainda depende da aprovação do Congresso Nacional.
Readequação do cronograma
De acordo com o coordenador-geral de Operações Censitárias, Fernando Souza Damasco, as restrições orçamentárias obrigaram o instituto a rever o calendário. O ano de 2026, inicialmente previsto para a coleta de dados, passará a ser dedicado à preparação. A etapa de campo ficará para depois, pois a execução exigiria cerca de R$ 1,8 bilhão em investimentos, incluindo equipamentos e combustíveis.
Contratações e treinamentos
Parte expressiva dos R$ 700 milhões solicitados será direcionada à contratação e capacitação de trabalhadores temporários que atuarão tanto na fase de organização quanto na futura coleta de dados.
Cadastro digital começa em outubro
O planejamento prevê o início do cadastro de propriedades rurais em outubro de 2026, com ênfase na coleta de informações pela internet. Embora a agricultura familiar represente a maior fatia dos produtores, o IBGE avalia que empresas rurais também têm condições de preencher os formulários on-line, o que reforça a importância de um sistema cadastral robusto.
Imagem: Internet
Antes da coleta definitiva, o instituto realizará provas-piloto e um censo-teste para ajustar procedimentos e treinar as equipes.
O último Censo Agropecuário foi concluído em 2017. Para o IBGE, a atualização se tornou ainda mais necessária diante das transformações econômicas, tecnológicas e ambientais ocorridas na última década.
Com informações de Poder360

