Investimentos privados em Minas superam R$ 520 bilhões e criam quase 290 mil vagas desde 2019

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Minas Gerais encerrou 2025 no ritmo econômico mais intenso de sua história recente. De 2019 até o fim de outubro deste ano, o estado atraiu R$ 520 bilhões em investimentos privados, estimulou a abertura de 289,4 mil empregos diretos e viabilizou quase 1.000 projetos distribuídos por todas as regiões, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede).

Interior ganha protagonismo

O ciclo de aportes alcançou municípios do Norte, Jequitinhonha, Triângulo, Sul, Zona da Mata e Centro-Oeste. As novas iniciativas reforçaram cadeias de energia, mineração, logística, alimentos e automotivo, ampliando a presença industrial fora da capital e impulsionando vocações regionais pouco exploradas até então.

Marcos entre 2019 e 2020

Em 2019, projetos de grande porte deram força ao movimento. A usina da Solatio Energy, em Manga, recebeu R$ 19 bilhões e gerou mais de 3,2 mil empregos, consolidando o norte mineiro como polo solar. Na mineração, a Vale avançou na expansão da Mina Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, segunda maior mina de minério de ferro do país.

Mesmo durante a pandemia, em 2020, o ritmo não arrefeceu. Projetos ligados a minerais críticos, como o da Sigma, em Itinga, reposicionaram o Vale do Jequitinhonha na cadeia global de lítio, enquanto alimentos, bebidas e embalagens fortaleceram o Triângulo e o Alto Paranaíba.

Expansão intensa a partir de 2021

O ano de 2021 marcou a curva ascendente definitiva. Destacam-se a expansão da Mina Casa de Pedra, da CSN, e a formalização do Complexo Solar Janaúba, hoje a maior usina solar do país. A indústria ganhou reforço com aportes da Gerdau, da Heineken e com o avanço do BWP Business Park, em Extrema.

Em 2023, a Vale iniciou a operação do Sol do Cerrado, em Jaíba, uma das maiores plantas solares nacionais, que contou com 96 empregos diretos e cerca de 3 mil no pico de obras — quase metade de mão de obra local, sendo 16% mulheres. O mapa daquele ano registrou projetos em mais de 200 municípios, incluindo a expansão da Eurochem, em Serra do Salitre, e da Farmax, em Divinópolis, além do resort de alto padrão da Santa Clara, em Brumadinho.

Novos aportes em 2024

O setor automotivo ganhou fôlego com o anúncio de R$ 14 bilhões da Stellantis, em Betim, para novos produtos e tecnologias. Em Ipatinga, a Usiminas modernizou o alto-forno, enquanto a Usina de Canápolis e a Uberlândia Refrescos ampliaram investimentos em alimentos e bebidas.

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Imagem: Internet

Resultados de 2025

Até outubro de 2025, o estado formalizou R$ 58 bilhões em novos aportes, 50 mil empregos diretos, 251 projetos e presença em 129 municípios. A taxa de desemprego caiu para 4% no segundo trimestre — o menor índice da série histórica do IBGE — e manteve-se em 4,1% no trimestre seguinte.

A agenda de minerais críticos avançou com a chegada da M4E Lithium (R$ 2,5 bilhões) e da Axel REE (R$ 400 milhões). Dados da Agência Nacional de Mineração apontam que o Vale do Jequitinhonha e o norte de Minas ultrapassaram 944 mil toneladas de lítio em 2024, quase quatro vezes o volume de 2023.

O maior aporte do ano é da Comisa, que expande a Mina do Quéias, em Brumadinho, com R$ 8,6 bilhões e previsão de 1,5 mil empregos. No setor farmacêutico, a Cimed amplia o polo de Pouso Alegre.

Com a dispersão geográfica dos investimentos e a diversificação de setores, Minas Gerais consolidou novos polos produtivos e fortaleceu cadeias já existentes, resultado que sustenta a perspectiva de novos avanços nos próximos anos.

Com informações de Metrópoles

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