Santiago (Chile) – O advogado José Antonio Kast, 59 anos, do Partido Republicano, foi eleito presidente do Chile neste domingo, 14 de dezembro de 2025. Com 58,6% dos votos válidos apurados até 19h34, o candidato de direita derrotou a ex-ministra do Trabalho Jeannette Jara, do Partido Comunista, apoiada pelo governo de Gabriel Boric.
A vitória marca uma virada em relação ao primeiro turno, realizado em novembro, quando Kast alcançou 23,9% e Jara liderou com 26,8%. No segundo turno, a rejeição a ambos os nomes dominou o debate, e legendas de centro e direita consolidaram apoio ao republicano.
Posse e duração do mandato
Pela Constituição chilena, o presidente não pode concorrer à reeleição imediata. O mandato é de quatro anos, e Kast tomará posse em 11 de março de 2026.
Trajetória
Nascido em Santiago em 18 de janeiro de 1966, José Antonio Kast é o caçula de dez filhos do ex-militar alemão Michael Kast Schindele, que integrou o exército nazista e migrou para a América do Sul após a Segunda Guerra Mundial. Seu irmão Miguel Kast foi ministro e presidente do Banco Central durante a ditadura de Augusto Pinochet.
Formado em Direito pela Universidade Católica do Chile, Kast participou da campanha pelo “sim” no plebiscito de 1988, que buscava manter Pinochet no poder. Foi deputado entre 2002 e 2018, deixou a União Democrata Independente em 2016 e fundou o Partido Republicano em 2019. Esta foi sua terceira tentativa de chegar à Presidência – as anteriores ocorreram em 2017 e 2021.
Atuação política recente
Entre 2022 e 2024, presidiu a Political Network for Values, organização internacional contrária ao aborto, à eutanásia, à gestação por substituição, à manipulação genética e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Também liderou a oposição às duas propostas de nova Constituição apresentadas após o estallido social de 2019.
Imagem: Internet
Propostas de governo
No programa divulgado durante a campanha, Kast prioriza segurança pública e controle migratório. Entre as medidas anunciadas estão o fechamento de fronteiras a quem não possuir documentação regular, a criminalização da imigração irregular, a construção de muros e a ampliação do sistema prisional. O plano econômico prevê redução de impostos para médias e grandes empresas, reforma da previdência, corte de gastos públicos e ampliação de parcerias público-privadas em saúde, educação e moradia.
Com a confirmação dos resultados, o Chile terá, a partir de março de 2026, um governo alinhado a pautas conservadoras e com foco em segurança e economia de mercado.
Com informações de Poder360

