Brasília (DF) — A cantora Liniker revelou ter adiado, nos últimos anos, a iniciação no candomblé devido à agenda intensa de shows e viagens. “Eu estava o tempo todo na estrada, foi difícil”, afirmou.
Segundo a artista, a rotina de apresentações também comprometeu o autocuidado. “Não lembro a última vez que fiz um exame de sangue. Eu subia no palco mesmo quando tinha febre. Agora, sinto que, pela primeira vez, tenho tempo para cuidar de mim”, disse.
Ancestralidade e Baile do Carmo
Nascida em Araraquara (SP), Liniker mantém forte ligação com a ancestralidade e com o Baile do Carmo, evento criado como espaço de resistência negra após a proibição de pessoas pretas nos clubes brancos da cidade. A família Barros, da qual faz parte, continua atuante na festa.
A cantora lembra de ver a mãe e a tia se preparando para o baile, ocasião que, segundo ela, “construiu o imaginário de pessoas pretas bem vestidas, felizes e dançando”. Essa referência aparece em Caju, álbum que mistura pagode e arrocha — gêneros ouvidos pela mãe nos bailes — e aborda temas como amor, reconciliação e força espiritual. O disco sucede Indigo Borboleta Anil, vencedor do Grammy Latino em 2022.
Show no Festival Estilo Brasil
Liniker fecha a segunda edição do Festival Estilo Brasil em 14 de dezembro, no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília. O evento conta ainda com apresentação de Caetano Veloso em 11 de dezembro.
Imagem: Internet
O festival é apresentado pelo Banco do Brasil Estilo, tem patrocínio do governo federal e dos cartões BB Visa, realização do Metrópoles e produção da Oh! Artes. Ingressos estão disponíveis na Bilheteria Digital.
Com informações de Metrópoles

