O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acrescentou novas informações à ação que apura denúncias de maus-tratos na creche Casa da Nanny, localizada no Sudoeste e fechada desde maio. A atualização ocorreu depois que mais uma responsável por criança procurou a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon).
Com o aditamento, a peça passa a listar 30 pais, mães ou responsáveis como vítimas de crimes contra as relações de consumo e 30 crianças como vítimas de maus-tratos e constrangimento ilegal. A acusação inicial já mencionava supostos crimes de maus-tratos, infrações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), delitos contra o consumidor e associação criminosa. O processo segue em análise pelo Judiciário.
Colaboração ainda é limitada
Segundo a Prodecon, novos depoimentos continuam chegando e podem impactar tanto o inquérito civil quanto a esfera penal. A Promotoria informou que, até o momento, os investigados não colaboraram. Como se trata de contratos particulares, a coleta de provas depende do envolvimento de familiares das crianças.
Pessoas que tenham informações relevantes podem procurar a Prodecon na sede do MPDFT, sala 112, ou entrar em contato pelos telefones (61) 3343-9851 e 3343-9548, além do e-mail prodecon@mpdft.mp.br.
Investigação começou em maio
A 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) deflagrou operação em maio, após 22 ocorrências relatarem possíveis maus-tratos contra crianças de até três anos. Na época, pais denunciaram condições insalubres na cozinha da creche depois que alunos apresentaram sinais de intoxicação alimentar. A instituição foi fechada pela Polícia Civil.
Outras unidades sob análise
O inquérito civil também apura a atuação de uma unidade mantida pelos mesmos responsáveis na Asa Sul e o funcionamento de uma escola infantil em Arniqueira. A última passou a ser investigada após reportagem apontar Helio Edson Alves e Silva, citado como sócio da Casa da Nanny, como administrador do estabelecimento.
Imagem: Internet
Agentes da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) interditaram a escola por falta de alvará. O local deve suspender as atividades imediatamente, sob pena de multa e outras sanções.
A reportagem tentou contato com a EscoLAR Educacional, mas não houve retorno. A defesa da Casa da Nanny declarou que não existe vínculo societário entre a creche e a escola de Helio Edson Alves e Silva.
O Metrópoles aguarda manifestação da defesa da Casa da Nanny e mantém espaço aberto para esclarecimentos.
Com informações de Metrópoles

