O senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem a saúde fragilizada e “pode morrer de um dia para o outro”. A afirmação foi feita em entrevista à coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, publicada no domingo, 14.dez.2025.
Ao comentar os pedidos de prisão domiciliar humanitária apresentados ao STF para Bolsonaro e para o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, Mourão disse que ambos enfrentam problemas clínicos que exigem atenção especial.
Quadro de saúde de Bolsonaro
Bolsonaro cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Exames recentes identificaram duas hérnias inguinais, e a equipe médica recomendou cirurgia como único tratamento definitivo, segundo a defesa.
Os advogados relataram ainda episódios de soluços e outros sintomas que afetam alimentação, sono e respiração. Com base nessas informações, solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes autorização para o procedimento cirúrgico e o retorno do ex-presidente à prisão domiciliar por razões humanitárias.
Moraes determinou que a Polícia Federal realize perícia médica oficial para confirmar a necessidade e a urgência da cirurgia, alegando que os laudos apresentados inicialmente não eram recentes.
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Solicitação em favor de Augusto Heleno
No caso do general Augusto Heleno, de 78 anos, a defesa pediu sigilo sobre o diagnóstico de Alzheimer e também solicitou prisão domiciliar. O ministro do STF ordenou perícia médica, realizada pela PF na sexta-feira, 12.dez.2025, que incluiu vistoria no local onde o militar cumpre pena.
Os resultados servirão de base para que a Corte decida se concede o benefício humanitário. “Heleno tem problemas de saúde como qualquer pessoa de 78 anos submetida às tensões da vida militar”, afirmou Mourão.
Com informações de Poder360

