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Médico que forneceu cetamina a Matthew Perry é condenado a 2 anos e meio de prisão

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Los Angeles — O médico Salvador Plasencia, 44, recebeu na quarta-feira, 3 de dezembro de 2025, pena de dois anos e meio de prisão por distribuir ilegalmente cetamina ao ator norte-americano Matthew Perry, morto em 2023 por overdose.

Plasencia é o primeiro dos cinco réus condenados pelo caso a ser sentenciado. A decisão foi proferida pela juíza federal Sherilyn Peace Garnett, que declarou que o médico “explorou o vício de Perry para obter lucro”, ainda que não tenha fornecido a dose específica que causou a morte do artista.

Confissão e mensagens

Em junho de 2025, o profissional se declarou culpado de quatro acusações de distribuição de cetamina. Documentos obtidos pela rede ABC indicam que ele chamou o ator de “idiota” em mensagens enviadas a outro médico e afirmou que Perry “poderia ser facilmente explorado por dinheiro”. O ator recorreu a Plasencia depois que seu médico particular se recusou a fornecer a substância nas quantidades solicitadas.

Overdose em 2023

Matthew Perry, 54, foi encontrado morto por seu assistente em sua residência em Los Angeles em 2023. O laudo do médico-legista apontou a cetamina como causa principal do óbito, e a origem exata da dose fatal continua desconhecida.

Outros réus

A farmacêutica Jasveen Sangha, apelidada de “Rainha da Cetamina”, aceitou em agosto declarar-se culpada por acusações que incluem distribuição de cetamina resultando em morte; ela pode pegar até 65 anos de prisão e deve ser sentenciada ainda em dezembro. Os demais três envolvidos serão julgados nos próximos meses.

Família presente

A mãe de Perry, Suzanne Perry, e as meias-irmãs Madeleine Morrison e Caitlin Morrison assistiram à audiência. “O mundo lamenta por meu irmão. Ele era o Friend favorito de todos”, disse Madeleine, em referência ao personagem Chandler Bing, da sitcom dos anos 1990. Suzanne confrontou o médico: “Você o chamou de idiota. Não há nada de idiota naquele homem. Ele era até um dependente químico bem-sucedido”.

Antes de ouvir sua pena, Plasencia afirmou que um dia terá de explicar ao filho de dois anos “a vez em que não protegi o filho de outra mãe” e pediu desculpas à família do ator: “Eu deveria tê-lo protegido”.

Fundação Matthew Perry

Após a morte do ator, os parentes criaram a Fundação Matthew Perry, dedicada a combater o estigma em torno da dependência química e oferecer recursos para recuperação. Perry havia relatado seu histórico de uso de álcool e analgésicos no livro de memórias de 2022, “Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível”.

Com informações de Poder360

Pequim mantém pressão e cobra retratação formal de Sanae Takaichi sobre Taiwan

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Pequim – O governo chinês voltou a exigir nesta quinta-feira (4.dez.2025) um pedido público de desculpas da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, pelas declarações em que ela admitiu a possibilidade de ataque ao território chinês caso Pequim interviesse em Taiwan.

Em entrevista a jornalistas, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que o reconhecimento feito por Takaichi, na quarta-feira (3.dez), da soberania chinesa sobre a ilha — conforme acordo sino-japonês de 1972 — “não corrige os erros cometidos” no início de novembro, quando a premiê condicionou a resposta militar japonesa a uma ação chinesa em Taiwan.

“A China não pode aceitar que a líder japonesa continue se esquivando da questão. Precisamos de uma retratação clara e direta”, declarou Lin. Segundo o porta-voz, a crise diplomática já se arrasta há cerca de um mês.

Apesar da indignação de Pequim, Sanae Takaichi disse em diversas ocasiões que sua posição sobre a fala de novembro “não mudou”. A postura da chefe de governo mantém o impasse aberto entre as duas maiores economias da Ásia.

Com informações de Poder360

PF desmonta fintech de fachada que levantou R$ 1 bilhão; líder está foragido

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (4/12) a Operação Mors Futuri, voltada a desarticular um esquema que utilizava empresas de tecnologia e um banco digital fictício para captar recursos de investidores de forma irregular.

Agentes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais de Curitiba (PR) ligados aos suspeitos. A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de imóveis, veículos de luxo e o bloqueio de até R$ 66 milhões em contas bancárias, medida que visa assegurar eventual ressarcimento às vítimas.

Modelo de pirâmide

De acordo com as investigações, o grupo criava aparentes fintechs que ofereciam contratos de investimento com rentabilidade fixa, baixo risco e ganhos superiores aos do mercado. Para atrair clientes, os responsáveis alegavam dispor de algoritmos e inteligência artificial capazes de garantir operações altamente lucrativas. Na prática, não havia lastro financeiro nem atividade real, configurando uma pirâmide.

Nenhuma das empresas possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou do Banco Central para atuar no mercado financeiro ou ofertar aplicações.

R$ 1 bilhão movimentado

Auditoria da PF identificou circulação superior a R$ 1 bilhão pelo sistema financeiro nacional, montante que não retornou aos investidores. Próximo ao colapso da fraude, os investigados passaram a ocultar patrimônio e a abandonar as empresas.

Líder fugiu do país

O principal articulador transferiu R$ 10 milhões para contas em seu benefício, deixou o Brasil e teve a prisão preventiva decretada. Seu nome foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, permitindo buscas em 195 países.

Os envolvidos podem responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, contra o mercado de capitais, estelionato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a economia popular. Novas imputações penais não estão descartadas conforme o avanço das investigações.

A operação recebeu o nome Mors Futuri em alusão ao destino do dinheiro investido: em vez de render, “morria” no futuro, sendo usado para sustentar a pirâmide e enriquecer seus idealizadores.

Com informações de Metrópoles

Testemunha aponta repasses de R$ 300 mil mensais de acusado de fraude no INSS ao filho de Lula

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Brasília, 4.dez.2025 – Depoimento obtido pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS indica que Fábio Luís Lula da Silva, 50 anos, teria recebido cerca de R$ 25 milhões e uma “mesada” aproximada de R$ 300 mil do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso em 12.set.2025 por suspeita de fraudes na Previdência.

A informação foi prestada em 29.out.2025 à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário de Antunes. Segundo o relato, Lulinha – como o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é conhecido – também mantinha sociedade com o empresário e viajou com ele para Portugal.

Empresa sob investigação

No depoimento, Claro citou possível ligação dos dois com a World Cannabis, nome fantasia da Camilo Comércio e Serviços S/A (CNPJ 50.442.926/0001-05), sediada em Águas Claras, no Distrito Federal. Formalmente destinada à venda de cannabis medicinal produzida em Portugal, a companhia é apontada pela PF como instrumento de lavagem de dinheiro obtido em descontos associativos fraudulentos contra beneficiários do INSS.

Documentos financeiros

A CPMI recebeu o Relatório de Inteligência Financeira n.º 133.609, do Coaf, que detalha movimentações do secretário nacional de Ciência e Tecnologia da Informação do PT, Ricardo Bimbo Troccolli. Sua empresa, Datacore Informática, recebeu R$ 11,1 milhões de firmas ligadas ao esquema e quitou boleto de R$ 10.354,60 emitido por João Muniz Leite, ex-contador de Lula e de Lulinha.

Citações em mensagens

Conversas via WhatsApp reunidas pela PF mostram preocupação de envolvidos sobre eventual exposição do vínculo entre Lulinha e Antunes nos negócios da World Cannabis. Há ainda menções a encontros, ingressos para shows e comentários de que “vão tentar jogar o Fábio dentro disso”.

Relação com Roberta Luchsinger

As apurações apontam atuação conjunta de Antunes e da empresária Roberta Moreira Luchsinger para “esquentar” recursos levantados no esquema. Relatórios revelam repasse superior a R$ 1 milhão do Careca do INSS à empresária. Registros de companhias aéreas mostram que Roberta e Lulinha viajaram juntos em seis ocasiões entre jun.2024 e jun.2025, incluindo trechos Guarulhos–Lisboa (13.jun.2024) e voos Brasília–Congonhas.

Resistência à oitiva

Em 2.out.2025, governistas barraram a convocação de Edson Claro à CPMI. Mesmo assim, seu depoimento tornou-se acessível a parte dos integrantes da comissão, que avaliam novos pedidos de esclarecimento.

Divisão na PF

Investigadores divergem sobre dar andamento rápido ou cauteloso às suspeitas envolvendo o filho do presidente. Até o momento, não há provas conclusivas de participação de Lulinha no esquema de descontos fraudulentos, predominando a interpretação de que os indícios ainda são frágeis.

Outro lado

Procurado, o ex-advogado e amigo de Fábio Luís, Marco Aurélio Carvalho, classificou as acusações como “pirotécnicas e improváveis”. Roberta Luchsinger, por meio de nota, afirmou nunca ter participado de irregularidades no INSS; disse atuar apenas na prospecção de negócios no setor de canabidiol e confirmou relação pessoal com Lulinha. O advogado de Antunes declarou não ter acesso aos autos e, por isso, não comentou. A reportagem não recebeu resposta da assessoria de Ricardo Bimbo. Edson Claro e João Muniz Leite não foram localizados.

As investigações continuam na CPMI e na Polícia Federal.

Com informações de Poder360

Justiça da Argentina autoriza extradição de cinco brasileiros condenados pelos atos de 8 de Janeiro

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A Justiça federal da Argentina determinou, na quarta-feira (3.dez.2025), a extradição de cinco brasileiros sentenciados no Brasil a penas de 13 a 17 anos de prisão pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

O julgamento ocorreu na 3ª Vara Federal de Buenos Aires, conduzido pelo juiz Daniel Rafecas, que analisou cada caso individualmente. A decisão manteve a prisão preventiva dos réus, que ainda poderão recorrer à Suprema Corte argentina após a publicação dos fundamentos, prevista para 9 de dezembro.

Serão extraditados: Ana Paula de Souza, Wellington Firmino, Rodrigo de Freitas, Joelton Gusmão Oliveira e Joel Borges Corrêa. Todos deixaram o Brasil após a condenação e foram presos em território argentino em novembro de 2024.

O pedido de extradição foi apresentado em outubro de 2024 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Antes disso, em junho do mesmo ano, o governo argentino enviou às autoridades brasileiras uma relação de procurados que se encontravam no país; a Polícia Federal calculava que cerca de 180 investigados pelos atos extremistas estariam distribuídos pelo território argentino.

Defendidos por advogados argentinos, os cinco condenados alegaram inocência e perseguição política. Paralelamente, solicitaram refúgio à Comissão Nacional para Refugiados (Conare) da Argentina. Caso o pedido seja aceito, a extradição será anulada.

Com informações de Poder360

Corte de Nova York derruba proteção a executivos no plano de recuperação da GOL

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São Paulo, 4.dez.2025 – A Corte Distrital de Nova York invalidou as cláusulas que impediam credores de processar pessoas físicas e jurídicas ligadas à GOL Linhas Aéreas em seu plano de recuperação judicial nos Estados Unidos.

O tribunal entendeu que o silêncio dos credores não pode ser interpretado como consentimento para abrir mão de ações futuras, conforme prevê a legislação do Estado de Nova York. Com isso, as disposições conhecidas como third-party releases foram consideradas sem efeito.

O Gabinete do Administrador Fiduciário dos Estados Unidos (Oust), responsável por fiscalizar casos de falência no país, questionou especificamente esses dispositivos em recurso apresentado em 23 de maio de 2025. A Corte de Falências havia homologado o plano da empresa em 20 de maio do mesmo ano.

A decisão desta quinta-feira obriga o retorno do processo à Corte de Falências para que o documento seja ajustado, retirando ou modificando as cláusulas invalidadas. O restante do plano, aprovado em maio, permanece válido.

Em comunicado ao mercado, a GOL afirmou que todas as transações de reestruturação previstas já foram concluídas e que suas operações seguem inalteradas. A companhia mantém o direito de recorrer da decisão da Corte Distrital, mas não informou se pretende fazê-lo.

Com informações de Poder360

Impasse na federação PP-União Brasil pode afastar Efraim Filho da sigla

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Uma divergência interna sobre a candidatura ao governo da Paraíba em 2026 deve levar o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) a deixar o partido nos próximos meses. Presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e líder da legenda no Senado, o parlamentar pretende disputar o Palácio da Redenção, mas a federação formada por União Brasil e PP decidiu apoiar o atual vice-governador Lucas Ribeiro (PP).

A federação foi oficializada em agosto de 2025. Segundo aliados de Efraim, a definição pró-Lucas deixou o senador sem espaço no projeto estadual. Caso a decisão não seja revista, ele se considera fora do União Brasil. Entre os possíveis destinos está o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dirigentes da sigla, incluindo o presidente Valdemar Costa Neto, já procuraram o senador para discutir uma eventual filiação.

Pesquisa aponta cenário indefinido

Levantamento do instituto Realtime BigData divulgado em 3 de dezembro mostra o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), na liderança da corrida pelo governo, com 31% das intenções de voto. Lucas Ribeiro aparece em segundo, com 16%, enquanto Efraim Filho e o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSD) estão empatados em 13%.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre 29 de novembro e 1º de dezembro, margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Efraim é considerado um dos senadores mais influentes junto à cúpula da Casa, por sua proximidade com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Mesmo assim, o impasse na Paraíba pode forçá-lo a buscar nova legenda para manter o projeto estadual.

Com informações de Poder360

Câmara deve votar projeto do devedor contumaz sem alterações, dizem deputados

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Deputados federais defenderam que o Projeto de Lei Complementar (PLP) que trata do devedor contumaz seja aprovado na Câmara exatamente como saiu do Senado. O posicionamento foi manifestado durante o seminário “Combate ao crime organizado: Combustível legal em defesa da economia brasileira”, promovido pelo Instituto Combustível Legal (ICL) com apoio do Poder360, na quarta-feira (3.dez.2025).

Alceu Moreira (MDB-RS) afirmou que qualquer modificação obrigaria o texto a retornar ao Senado, órgão que, segundo ele, não teria tempo para votar a matéria antes do recesso parlamentar. “A melhor solução é aprovar o relatório como veio do Senado; ajustes podem ser feitos depois em outra lei”, declarou.

Moreira acrescentou que, mesmo que alguma emenda seja considerada meritória, ela deve ser rejeitada para garantir a imediata entrada em vigor das novas regras. “Não há nada mais importante para fazer do que isso”, concluiu.

Participação no seminário

Além de Moreira, participaram do evento os deputados Danilo Forte (União Brasil-CE), Domingos Sávio (PL-MG), Flávio Nogueira (PT-PI) e o senador Efraim Filho (União Brasil-PB), relator do texto no Senado.

Pontos centrais do projeto

O PLP enquadra como devedores contumazes empresas ou pessoas físicas que, de forma planejada, deixam de pagar tributos. São consideradas contumazes as dívidas superiores a R$ 15 milhões, sem justificativa plausível. Inadimplência temporária ou processos judiciais pendentes não configuram contumácia.

Pelo texto aprovado no Senado, companhias classificadas como contumazes ficam impedidas de:

  • solicitar recuperação judicial;
  • participar de licitações públicas;
  • receber incentivos ou benefícios fiscais.

Argumentos dos parlamentares

Para Danilo Forte, a proposta combate a sonegação sem elevar a carga tributária. Segundo ele, a medida reforça a arrecadação “sem onerar o setor produtivo ou o cidadão”.

Domingos Sávio destacou que o texto cria segurança jurídica ao distinguir inadimplência ocasional de fraude deliberada. “É imprescindível separar quem eventualmente atrasa pagamento de quem age premeditadamente”, disse.

Flávio Nogueira ressaltou que a vedação ao pedido de recuperação judicial fecha brechas usadas por grandes empresas investigadas por fraude. “Para desmontar organizações criminosas é preciso cortar sua fonte de receita”, afirmou.

Relator no Senado, Efraim Filho observou que a lei adota critérios de “contumácia reiterada, substancial e injustificada”, protegendo micro, pequenas e médias empresas do alcance das sanções. Ele defendeu que a Câmara conclua a tramitação para que o “recurso desviado do crime volte à sociedade”.

Se aprovado sem mudanças, o texto seguirá para sanção presidencial.

Com informações de Poder360

Jovens brasileiros se declaram mais de direita do que gerações anteriores, aponta AtlasIntel

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Brasília, 4.dez.2025 – Levantamento realizado pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg indica que, no Brasil, a identificação ideológica se desloca para a direita conforme diminui a faixa etária. Entre os nascidos de 1981 a 2009 — gerações Millennials e Z — a preferência pela direita supera 50%, enquanto gerações mais velhas se dizem majoritariamente de esquerda.

Direita lidera entre Millennials e geração Z

O estudo, divulgado na terça-feira (2.dez.2025), entrevistou 5.510 eleitores on-line em todo o país entre 22 e 27 de novembro. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com 95% de nível de confiança.

No recorte etário:

  • Geração Z (16 a 28 anos) – maioria à direita;
  • Millennials (29 a 44 anos) – maioria à direita;
  • Geração X (45 a 60 anos) – maioria à esquerda;
  • Baby Boomers (61 a 79 anos) – maioria à esquerda.

No conjunto da população, 42% dos entrevistados se declararam de direita e 40%, de esquerda.

Pessimismo sobre oportunidades e finanças

Além da identificação ideológica, a pesquisa mediu a percepção sobre mobilidade social. Entre Millennials e geração Z, 35% acreditam que terão “muito menos” oportunidades de trabalho do que seus pais.

Questionados sobre o futuro financeiro pessoal, 55% da geração Z e 46% dos Millennials disseram estar “muito” ou “um pouco” pessimistas. Os índices caem para 30% na geração X e 22% entre os Baby Boomers.

Visão sobre o futuro do país

Os Millennials também lideram o pessimismo em relação ao Brasil: 75% afirmaram estar “muito” ou “um pouco” pessimistas. Na sequência aparecem a geração Z (65%), a geração X (45%) e os Boomers (27%).

O relatório completo da pesquisa está disponível em formato PDF (10,5 MB) no site da AtlasIntel.

Com informações de Poder360

Setores do DF acompanham anúncio de greve nacional de caminhoneiros prevista para 4 de dezembro

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Caminhoneiros de diferentes regiões do país planejam iniciar uma paralisação na próxima quinta-feira (4/12). A possibilidade de greve volta a preocupar setores econômicos do Distrito Federal, que ainda lembram dos impactos registrados em 2018, quando o abastecimento de combustíveis foi afetado e o preço da gasolina chegou a R$ 9,99 em alguns postos da capital.

Postos de combustíveis em alerta

O presidente do Sindicato dos Combustíveis do Distrito Federal (Sindicombustíveis), Paulo Tavares, informou que, por enquanto, o segmento apenas acompanha as notícias veiculadas na imprensa. Segundo ele, o grau de adesão das grandes distribuidoras e transportadoras será decisivo para medir o alcance da mobilização.

“Não sabemos ainda se vai ter adesão. Se for apenas de pequenos revendedores ou caminhoneiros autônomos, talvez não ganhe força”, destacou. Tavares lembrou que, em 2018, a participação das transportadoras de grande porte foi determinante para o desabastecimento. Ele também citou que multas elevadas aplicadas na greve anterior podem frear nova união do setor.

Outros segmentos do comércio

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF) preferiu não se manifestar neste momento. A Central de Abastecimento do DF (Ceasa) comunicou não haver previsão de falta de hortifrútis na capital. A Federação das Indústrias do DF (Fibra) igualmente optou por não comentar, enquanto a Associação de Supermercados de Brasília (Asbra) não respondeu aos contatos.

Reivindicações dos caminhoneiros

Organizadores afirmam esperar adesão em todas as cinco regiões do país, com foco maior em São Paulo. O grupo protocolou ofício no Palácio do Planalto na segunda-feira (1/12) informando o governo sobre a paralisação. Entre as demandas estão:

  • estabilidade contratual;
  • cumprimento das leis do setor;
  • revisão do Marco Regulatório do Transporte de Cargas;
  • aposentadoria especial após 25 anos de serviço comprovado.

A convocação ocorre principalmente pelas redes sociais e conta com apoio de figuras públicas, como o desembargador aposentado Sebastião Coelho. Um dos líderes do movimento, Francisco Burgardt, do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Ourinhos (Sindicam-SP), disse esperar que o governo apresente propostas de melhoria.

Divergência na categoria

A adesão ainda é incerta. A Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS) informou que não deve participar, alegando falta de assembleia ou deliberação interna. Já a Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC) e outras entidades apoiam a paralisação. O sindicato nacional da categoria declarou que seguirá a decisão dos caminhoneiros.

Diante das posições divergentes, a expectativa é de que o movimento comece com um número reduzido de veículos parados, podendo crescer gradualmente em mais de 40 pontos do país, segundo os organizadores.

Com informações de Metrópoles