O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (15/12) a recondução de Paulo Gonet Branco ao cargo de procurador-geral da República. A nomeação, publicada no Diário Oficial da União na semana passada, garante mais dois anos de mandato à frente do Ministério Público Federal (MPF).
Ao formalizar o ato, Lula declarou que o país necessita de “seriedade, coragem e compromisso com a verdade”, citando a importância de investigações rigorosas, denúncias responsáveis e independência para agir “sem medo de quem quer que seja”. O presidente afirmou ainda que Gonet continuará exercendo essas funções “com firmeza e responsabilidade”, contribuindo para o fortalecimento das instituições democráticas.
Votação apertada no Senado
A recondução de Gonet foi aprovada pelo Senado em novembro, com 45 votos favoráveis e 26 contrários. Eram necessários 41 votos. O resultado representa a menor margem de aprovação de um procurador-geral da República desde a redemocratização, em 1988.
Trajetória no Ministério Público
No comando da PGR desde dezembro de 2023, Paulo Gonet integra o MPF desde 1987. Entre as funções que já ocupou está a de vice-procurador-geral eleitoral, posto em que assinou o parecer que recomendou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a declaração de inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2023.
Como procurador-geral da República, foi responsável por apresentar denúncias e acompanhar os julgamentos dos investigados por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, incluindo Bolsonaro.
Imagem: Internet
Defesa de atuação técnica
Durante a sabatina no Senado, Gonet afirmou que o MPF não apresenta “denúncias precipitadas” nem atua com viés político. Segundo ele, o trabalho da instituição é exclusivamente técnico e “não busca aplausos”.
Com a recondução oficializada, Paulo Gonet permanecerá à frente da Procuradoria-Geral da República até 2027.
Com informações de Metrópoles
