A deputada federal Sâmia Bomfim (PSol-SP) afirmou neste domingo (14/12), em ato na Avenida Paulista, que o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) “tem que ser cassado”. A declaração foi feita em defesa das correligionárias Mônica Seixas e Paula Nunes, ambas alvos de pedido de perda de mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) após bate-boca com Bove.
“Eles querem retirar dois mandatos de luta feminista… quem deve ser cassado é o machista do Lucas Bove”, disse Sâmia, diante de manifestantes que protestavam contra o Congresso Nacional.
Processos na Alesp
Os três parlamentares — Bove, Mônica e Paula — são investigados pelo Conselho de Ética da Alesp por causa de discussão ocorrida em 2 de setembro. Na ocasião, Bove gritou com deputadas; a troca de acusações resultou em representações mútuas por quebra de decoro.
A votação dos pedidos de cassação foi adiada em 9/12 por falta de quórum no conselho. Bove já enfrentou outro processo disciplinar, relacionado a denúncia de agressão feita por sua ex-esposa, Cíntia Chagas; ele foi absolvido.
Caso Glauber Braga
No mesmo palanque, Sâmia celebrou a decisão da Câmara que, na semana anterior, suspendeu por seis meses o mandato de Glauber Braga (PSol-RJ) — marido da deputada — e descartou a cassação. O parlamentar respondeu por chutar um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) em abril de 2024, após, segundo ele, ter ouvido ofensa à mãe falecida.
Ato “Congresso Inimigo do Povo”
O protesto na Paulista, organizado pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular — que reúnem MST e MTST —, criticou o avanço do PL da Dosimetria, projeto que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado. Manifestantes apontam que a proposta pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão.
Imagem: Internet
O principal alvo das críticas foi o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por pautar o texto nesta semana. Entre outras reivindicações, os participantes defenderam o fim da escala de trabalho 61 e medidas de combate ao feminicídio.
Atos semelhantes ocorreram em outras capitais ao longo do dia.
Com informações de Metrópoles
