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terça-feira, dezembro 9, 2025
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Tarcísio confirma apoio a Flávio Bolsonaro, mas cita possibilidade de outros nomes da direita em 2026

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Após 72 horas de silêncio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comentou publicamente a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026. A declaração foi feita na noite de terça-feira (19/3) durante evento na região do ABC paulista.

Tarcísio reafirmou “lealdade inegociável” ao ex-presidente Jair Bolsonaro e declarou que dará apoio a Flávio. No entanto, lembrou que a direita dispõe de outros nomes com potencial para disputar o Palácio do Planalto, citando os governadores Ronaldo Caiado (GO), Romeu Zema (MG) e Ratinho Jr. (PR).

Questionado sobre pesquisa Datafolha que mostra Flávio 15 pontos percentuais atrás do presidente Lula (PT), o governador paulista afirmou: “Isso a gente vai avaliar com o tempo. A gente tem tempo de maturação”.

Prazo apertado

Para se lançar candidato a presidente, Tarcísio teria de renunciar ao governo paulista nos primeiros dias de abril de 2026, seis meses antes do primeiro turno. Segundo interlocutores, o governador precisaria deixar a administração estadual “arrumada” e articular politicamente a sucessão em São Paulo até meados de março do mesmo ano.

Apesar do apoio externado a Flávio, a decisão final sobre quem representará o grupo bolsonarista na corrida presidencial continua concentrada na família Bolsonaro.

Com informações de Metrópoles

Indulto de Natal de 2025 pode voltar a incluir crimes ambientais e tráfico privilegiado

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No ano em que o Brasil sedia a COP30, o indulto natalino de 2025 poderá novamente contemplar condenados por crimes ambientais. A proposta foi apresentada em setembro, durante reunião do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), pela Defensoria Pública da União (DPU).

Quem propôs: a Defensoria Pública da União.

O que foi sugerido: retomar o perdão a pessoas físicas condenadas por delitos ambientais, mantendo a vedação a pessoas jurídicas.

Argumento da DPU: segundo o órgão, excluir somente indivíduos e não empresas seria medida desproporcional.

Tráfico privilegiado na pauta

Na mesma sessão, a DPU pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inclua no indulto de 2025 os condenados por tráfico privilegiado — casos em que o réu é primário e não tem ligação com facções.

O órgão citou decisão do Supremo Tribunal Federal, de julho, que retirou a classificação de crime hediondo para o tráfico privilegiado. O STF apontou ainda insegurança jurídica provocada pela ausência dessa modalidade no indulto de 2024.

Próximos passos

Tradicionalmente, o decreto de indulto é publicado em 23 de dezembro. Após o parecer do CNPCP, o texto segue para o Ministério da Justiça, que prepara a versão final a ser assinada pelo presidente da República.

Com informações de Metrópoles

PL convoca diretores estaduais para oficializar Flávio Bolsonaro como pré-candidato a 2026

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O PL reúne nesta terça-feira (9.dez.2025), às 10h, todos os seus diretores estaduais, em Brasília, para anunciar o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Uma segunda reunião, marcada para as 14h, será dedicada ao alinhamento da estratégia de comunicação da campanha.

A agenda foi detalhada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), na segunda-feira (8.dez), logo após um encontro promovido por Flávio com dirigentes de partidos do Centrão.

Aguardando sinal verde do Centrão

Desde que lançou a pré-candidatura na sexta-feira (5.dez), o senador busca consolidar apoios. Após a conversa de segunda-feira, União Brasil e Progressistas se comprometeram a apresentar, nos próximos dias, uma posição sobre eventual adesão ao projeto do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Flávio expôs seu projeto de país e fez o pedido natural de apoio”, afirmou Marinho na saída da reunião.

Participaram do encontro o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI); o presidente do União Brasil, Antonio Rueda (PE); e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto (SP), além de Rogério Marinho.

Com a confirmação interna prevista para esta terça, o PL pretende iniciar, ainda em dezembro, a definição de cronograma de viagens e eventos para apresentar oficialmente a pré-candidatura.

Com informações de Poder360

Flávio Bolsonaro afirma que derrota de Lula em 2026 é única saída para livrar o pai da prisão

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que sua candidatura à Presidência da República em 2026 é “irreversível” e que só abrirá mão da disputa se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estiver elegível e participando do pleito. Ele sustenta que derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a única forma de evitar a prisão do pai.

Em entrevista publicada pela Folha de S.Paulo na noite de segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, o senador descartou ceder espaço ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). “A única possibilidade de eu não ser candidato é o Jair Messias Bolsonaro ser o candidato. Não tenho preço”, afirmou.

Conversas com Tarcísio

Flávio relatou ter discutido sua decisão “franca e abertamente” com Tarcísio antes do anúncio. Segundo ele, o governador compreendeu a posição e ofereceu apoio. O senador disse não ver chance de ambos concorrerem: “Seria uma ignorância muito grande, e ignorante é tudo o que o Tarcísio não é”. Mesmo após declarar apoio, o governador avaliou que o cenário para 2026 segue indefinido.

Sobrenome e perfil político

O parlamentar afirmou possuir vantagem eleitoral por carregar o sobrenome Bolsonaro e se definiu como uma versão “mais equilibrada” do pai. “Muita gente pedia: ‘Bolsonaro, você tem que ser mais moderado’. Pô, sou eu. Bolsonaro mais moderado”, disse, citando como exemplo ter tomado duas doses da vacina contra a covid-19, enquanto Jair Bolsonaro se recusou.

Economia e diálogo com Paulo Guedes

Flávio contou manter conversas com o ex-ministro Paulo Guedes, a quem classificou como “gênio”. Ele explicou que não há discussão sobre cargos, mas que pretende retomar o projeto econômico paralisado pela pandemia, com foco no controle de gastos e na fixação de teto para a relação dívida/PIB.

Anistia e elegibilidade do pai

Sobre o debate no Congresso acerca de anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, o senador repetiu que sua desistência da candidatura depende da elegibilidade de Jair Bolsonaro. Questionado se isso configuraria chantagem, respondeu: “Temos o direito de definir qual será o nome que vai simbolizar a continuidade deste movimento que Bolsonaro inaugurou”. Para ele, impedir a reeleição de Lula e libertar o pai são objetivos interligados.

Segurança pública

Ao tratar do tema, Flávio defendeu medidas “duras” inspiradas em El Salvador. Disse que criminosos violentos “vão mofar na cadeia” e, caso enfrentem a polícia, “serão neutralizados”.

Casos judiciais

Indagado sobre as investigações de “rachadinhas” em seu antigo gabinete na Alerj, o senador declarou: “Essas coisas estão todas arquivadas. Nunca tive um processo criminal iniciado contra mim por causa disso. É uma espuma danada”. Flávio foi denunciado em novembro de 2020 pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato.

O lançamento da pré-candidatura, segundo ele, reanima a militância bolsonarista: “Tenho um sobrenome que não preciso ficar explicando o que penso; as pessoas já sabem. Você compra um Bolsonaro e, quando abre a caixinha, não tem surpresa”.

Com informações de Poder360

Impasse com União paralisa consórcio de transporte entre DF e Entorno

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Um desacordo entre o governo federal e as administrações do Distrito Federal e de Goiás interrompeu, desde setembro, o processo de criação do Consórcio Interfederativo da Região Metropolitana do Entorno do Distrito Federal (CIRME), destinado a gerir de forma conjunta o transporte público na região.

Como o impasse começou

A discussão para estruturar o consórcio teve início em fevereiro deste ano. Na etapa de elaboração do protocolo de intenções, DF e Goiás solicitaram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que avaliasse a proposta e transferisse a delegação do serviço para o novo ente.

Segundo o subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte de Goiás, Miguel Angelo Pricinote, a agência recusou a participação e condicionou a transferência a que os dois estados assumissem todo o passivo dos atuais contratos de concessão. “Entendemos que, se a União não integrará o consórcio, as obrigações anteriores continuam sob responsabilidade da ANTT”, afirmou.

Com a negativa, as equipes jurídicas dos governos estaduais refizeram o documento, incorporando dispositivos para contestar a exigência federal. A nova versão já foi analisada pela Procuradoria-Geral de Goiás e pelo governo do DF. A expectativa é que a assinatura ocorra entre o fim deste ano e o início de janeiro.

Próximos passos nos estados

O secretário extraordinário do Entorno, Cristian Viana, informou que o texto revisado será encaminhado ao governo goiano para validação final. Em seguida, projetos de lei devem ser enviados à Câmara Legislativa do DF (CLDF) e à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para autorizar formalmente a criação do consórcio.

Repercussão entre empresas e usuários

Enquanto as tratativas não avançam, empresas que operam as linhas interestaduais relatam incertezas. O secretário-executivo da Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Anatrip), Gabriel Oliveira, disse que oficiou os dois governos, mas não obteve retorno: “Estamos basicamente no escuro”.

Oliveira destacou que o custo operacional segue em alta, pressionado por reajustes no diesel e por aumentos salariais de motoristas. Segundo ele, sem definição sobre o consórcio, as viações acabam adiando renovação de frota ou expansão de rotas, o que leva ao sucateamento do sistema.

A entidade defende que o CIRME estabilize as tarifas no curto prazo e, posteriormente, permita reduções graduais. “Com preços elevados, o número de passageiros cai a cada dia”, alertou.

A ANTT foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Com informações de Metrópoles

Michelle Bolsonaro se afasta da presidência do PL Mulher por motivos de saúde

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu afastamento temporário da presidência do PL Mulher por recomendação médica. Em nota divulgada nas redes sociais na segunda-feira (8.dez.2025), ela informou que vinha enfrentando problemas de saúde que se agravaram após a prisão do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e “constantes injustiças” dirigidas à família.

Segundo o comunicado, a queda de imunidade motivou a interrupção das atividades partidárias. Não há prazo definido para o retorno.

Evento adiado

Com o afastamento, o encontro do PL Mulher marcado para 13 de dezembro, no Rio de Janeiro, foi adiado para 2026, provavelmente em abril, de acordo com a legenda.

Contexto

Jair Bolsonaro foi preso preventivamente em 22.nov.2025, após tentativa de violar a tornozeleira eletrônica durante prisão domiciliar. Três dias depois, passou a cumprir pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado, acusado de tentativa de golpe de Estado.

A saída temporária de Michelle ocorre poucos dias depois de o PL lançar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República para 2026. O anúncio, feito pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, teria partido do próprio Jair Bolsonaro.

Desentendimentos internos

Recentemente, Michelle e os enteados Flávio, Eduardo (deputado federal), Carlos (vereador) e Jair Renan (vereador) divergiram publicamente durante evento do PL Mulher no Ceará. Na ocasião, a ex-primeira-dama criticou negociações da sigla para apoiar Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual, lembrando a oposição histórica de Ciro ao ex-presidente. Os filhos de Bolsonaro reprovaram a declaração, e a direção do partido cobrou alinhamento de discurso.

A ex-primeira-dama reiterou, depois, sua posição contrária a uma aliança com Ciro Gomes, afirmando respeitar os filhos de Bolsonaro, mas mantendo opinião diferente.

Por enquanto, a presidência do PL Mulher não informou quem assumirá as funções durante o afastamento de Michelle.

Com informações de Poder360

Inmet mantém alerta vermelho para temporais no Sul nesta terça-feira

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Brasília – O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém, até 23h59 desta terça-feira (9.dez.2025), o alerta vermelho para tempestades nos três Estados do Sul. O aviso, divulgado na segunda-feira (8.dez), é o grau máximo de severidade do órgão.

O boletim prevê chuva superior a 60 mm por hora ou acumulado diário acima de 100 mm, ventos que podem ultrapassar 100 km/h e possibilidade de granizo. Há risco elevado de danos em construções, quedas de energia, prejuízos em lavouras, queda de árvores, alagamentos e interrupções em rodovias.

O Inmet recomenda desligar aparelhos elétricos, proteger documentos em sacos plásticos e buscar abrigo durante a ocorrência dos fenômenos. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Áreas sob risco

O alerta abrange regiões de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, incluindo a Serra Catarinense, Vale do Itajaí, Oeste Catarinense, área metropolitana de Porto Alegre, Noroeste e Sudoeste gaúcho, além de setores centrais e do norte paranaense, como a grande Curitiba.

Danos já registrados

Antes mesmo do pico do sistema, temporal na Serra Gaúcha deixou rastros de destruição. Em Flores da Cunha, moradores relataram destelhamentos de casas, igrejas, salões comunitários, vinícolas e galpões. A queda de árvores bloqueou temporariamente a ERS-122 entre Caxias do Sul e o município. Mais de 6 mil residências ficaram sem energia elétrica, segundo relatos locais.

Influência de ciclone

A consultoria Metsul explica que a instabilidade é provocada por um ciclone intenso. A área de baixa pressão formou-se na segunda-feira no nordeste da Argentina e deve gerar um ciclone sobre o oeste gaúcho, nas proximidades de Uruguaiana, ainda durante a manhã desta terça.

A tendência é que o sistema avance para o oceano ao longo do dia, mantendo o tempo fechado e o risco de novos temporais no Rio Grande do Sul, com granizo, rajadas intensas e descargas elétricas. As temperaturas devem cair na parte da tarde. Na quarta-feira (10.dez), mesmo com o ciclone já no mar, a instabilidade persiste: a chuva enfraquece no oeste do Estado, mas os temporais devem se concentrar na faixa leste, ainda com vento forte em áreas extensas.

Com informações de Poder360

Disputa por pagamento de programa sexual leva advogado e duas mulheres à delegacia no DF

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Um encontro envolvendo o advogado Hans Weberling e duas mulheres terminou na 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), em Brasília, na madrugada de domingo (7/12), após divergência sobre o pagamento de um suposto programa sexual de R$ 10 mil.

De acordo com o boletim de ocorrência, o trio se conheceu em uma churrascaria no Setor de Clubes Sul. Durante a confraternização, as mulheres teriam proposto R$ 5 mil para cada uma caso o advogado quisesse continuar a noite. Segundo elas, o valor foi aceito sem resistência.

Depois do acerto, o grupo seguiu para o escritório de advocacia de Weberling, localizado na Península dos Ministros, Lago Sul, onde ocorreu a relação sexual. Ao final, as mulheres cobraram o pagamento imediato. O advogado, porém, teria afirmado que efetuaria o valor apenas no dia seguinte.

Sentindo-se lesadas, as mulheres chamaram a Polícia Militar. Na delegacia, Hans Weberling negou ter firmado acordo financeiro, alegando que mantinha amizade prévia com as duas e que o encontro foi espontâneo.

O caso foi registrado e segue sob investigação.

Com informações de Metrópoles

Facções CV e PCC encontram forte resistência ao tentar se estabelecer no Distrito Federal

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Uma ofensiva conjunta das polícias Civil, Militar e Penal do Distrito Federal tem dificultado a instalação de células do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) na capital federal e cidades do Entorno. A vigilância permanente resultou em diversas prisões e mortes de integrantes das duas maiores facções do país, que buscavam refúgio longe dos estados de origem ou pretendiam expandir as operações criminosas.

Confrontos violentos e mortes

O PCC sofreu baixas importantes ao longo de 2023. Em abril, três membros da facção morreram após trocar tiros com policiais da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Águas Lindas de Goiás. Entre eles estava Edson dos Santos Guedes, o “BB”, identificado em vídeos ostentando armamento pesado e fazendo ameaças.

Outro episódio ocorreu em 22 de novembro, quando José Almeida Santana, conhecido como “Pedro Bó” e apontado como integrante da cúpula do PCC e do grupo Novo Cangaço, foi morto em confronto com a Polícia Militar de Goiás, dentro de um supermercado em Anápolis.

Casos ligados a rivalidades internas também foram registrados. O investigado Weberth da Silva Alves, suspeito de quatro homicídios em Águas Lindas de Goiás, é apontado como mandante da execução filmada de um integrante do CV na região.

Prisões antes da expansão

A ação integrada das forças de segurança tem resultado em capturas antes que os criminosos ampliem o raio de atuação. Em 1º de dezembro, agentes da CPE de Águas Lindas, com apoio do Batalhão de Patrulhamento Tático Motorizado (Patamo) do DF, prenderam em Ceilândia o traficante do CV Lucas Menezes de Araújo, o “LK”, 29 anos. Ele ostentava armas, drogas e joias em redes sociais.

Em março, uma operação conjunta da 18ª Delegacia de Polícia e do 16º Batalhão da PM resultou na prisão de Danúbio de Jesus Gomes, o “Uba”, foragido da Justiça e considerado um dos principais traficantes do PCC em Brazlândia. O suspeito foi localizado na casa do pai.

Efeito do cerco policial

A estratégia de monitoramento constante manteve pressão sobre os faccionados, impedindo que o DF e o Entorno se tornem base estável para as organizações criminosas. Segundo a polícia, a reação rápida tem neutralizado ataques e desencorajado novos deslocamentos de integrantes do CV e do PCC para a região.

Com informações de Metrópoles

Chanceler chinês diz que apoio a Taiwan fere tratados internacionais

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O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou na segunda-feira (8.dez.2025) que qualquer manifestação de respaldo ao separatismo em Taiwan viola a Constituição chinesa e uma série de acordos firmados ao longo de oito décadas. A declaração foi feita em Pequim, durante encontro com o chanceler da Alemanha, Johann Wadephul.

Segundo Wang, “o status de Taiwan como parte inalienável da China está estabelecido por evidências históricas e legais incontestáveis”. Para sustentar o argumento, o ministro listou cinco documentos internacionais:

Documentos citados por Wang Yi

• Declaração do Cairo (1943): determina a devolução de todos os territórios tomados pelo Japão da China, incluindo Taiwan, Manchúria e ilhas Penghu.

• Proclamação de Potsdam (1945): limita a soberania japonesa às ilhas de Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku.

• Resolução 2758 da ONU (1971): reconhece a República Popular da China como única representante da China nas Nações Unidas e retira direitos de representação de Taiwan.

• Declaração Conjunta Sino-Japonesa (1972): restabelece vínculos diplomáticos entre China e Japão, com Tóquio reconhecendo a soberania chinesa sobre Taiwan.

• Tratado de Paz e Amizade China-Japão (1978): reforça que a declaração de 1972 é a base das relações amistosas entre os dois países.

A exibição desses documentos diante do representante alemão faz parte de uma ofensiva diplomática de Pequim após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi (Partido Liberal Democrata), que em início de novembro disse que o Japão poderia atacar a China caso Pequim invadisse Taiwan. A fala provocou tensão entre as duas nações.

Wadephul chegou à capital chinesa poucos dias depois da visita do presidente francês, Emmanuel Macron (Renascimento). Em entrevista ao jornal Les Echos, Macron mencionou a possibilidade de tarifas sobre produtos chineses para equilibrar a balança comercial bilateral.

Ao comentar o tema, o ministro alemão declarou que barreiras tarifárias devem ser “o último recurso”. “Devemos ser extremamente cautelosos”, afirmou. Apesar da ressalva, Wadephul reconheceu a preocupação de Berlim com o desequilíbrio na balança comercial com a China e negou que a Alemanha adote políticas protecionistas.

Com informações de Poder360