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Sexta-feira registra calor intenso e risco de tempestades em diversas regiões do país

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Depois de vários dias de temporais reforçados pela atuação de um ciclone extratropical, o sistema perdeu força, mas o tempo permanece instável em grande parte do Brasil nesta sexta-feira (12/12). O sol volta a aparecer, as temperaturas sobem, porém o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alertas para chuvas fortes e ventos intensos em várias áreas.

Região Sul sob alerta vermelho

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão sujeitos a volumes de chuva que podem chegar a 100 mm em 24 h, acompanhados de rajadas acima de 100 km/h, segundo alerta vermelho do Inmet. A combinação de um cavado — área alongada de baixa pressão — e ar abafado favorece nuvens carregadas, com possibilidade de alagamentos, descargas elétricas, granizo, tornados e microexplosões, especialmente no oeste paranaense e catarinense.

Norte e Centro-Oeste continuam com pancadas

No Norte e no Centro-Oeste, o tempo segue quente e úmido. Acre, Tocantins, Mato Grosso e Goiás podem registrar até 50 mm de chuva no dia. Os termômetros marcam 33 °C em Cuiabá (MT), 31 °C em Goiânia (GO) e Rio Branco (AC), e 30 °C em Palmas (TO).

Sudeste tem sol e calor

No Rio de Janeiro, o sol reaparece e a máxima alcança 35 °C. Em São Paulo, o tempo fica firme, com pouca nebulosidade e temperatura chegando a 32 °C.

Nordeste enfrenta ar seco

Baixa umidade relativa do ar atinge partes do Nordeste, principalmente Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas, provocando sensação de ressecamento. Em Natal (RN), Recife (PE) e Maceió (AL), a máxima fica em 32 °C sem previsão de chuva.

Recomendações do Inmet

O instituto orienta a população a evitar deslocamentos durante temporais, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, além de monitorar encostas. Em caso de rajadas, não se abrigar sob árvores nem estacionar veículos perto de torres ou placas. Objetos devem ser protegidos com sacos plásticos em situação de enchente. Informações adicionais podem ser obtidas com a Defesa Civil, pelo telefone 199, e com o Corpo de Bombeiros, pelo 193.

Com informações de Metrópoles

Lula avalia apoiar Tadeu Martins Leite se Rodrigo Pacheco não disputar governo de Minas em 2026

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou a aliados que, diante da indecisão do senador Rodrigo Pacheco (PSD) sobre concorrer ao governo de Minas Gerais em 2026, pode transferir seu apoio ao deputado estadual Tadeu Martins Leite (MDB), atual presidente da Assembleia Legislativa mineira.

Lula telefonou a Pacheco nesta semana para reforçar o convite à disputa pelo Palácio da Liberdade. Conforme interlocutores, o chefe do Executivo avaliou após a conversa que o senador demonstra pouca disposição para deixar o Senado e enfrentar a eleição estadual.

Quarta legislatura

Tadeu Martins Leite exerce o quarto mandato consecutivo como deputado estadual e passou a ser visto como segunda opção do Planalto. A hipótese foi confirmada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva: “O presidente Lula insistiu muito para que Rodrigo Pacheco fosse o nosso líder da disputa em Minas. Mas sinto que essa hipótese, neste momento, está afastada”.

Estado estratégico

Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, é considerado decisivo para a sucessão presidencial de 2026. Sem um nome competitivo próprio, o PT tenta costurar alianças amplas para enfrentar o grupo do governador Romeu Zema (Novo), que articula sua sucessão, ainda sem candidato oficial.

Pacheco vinha sendo tratado como solução de consenso entre PT e PSD devido à atuação institucional à frente do Senado e à relação estável com o Palácio do Planalto. Aliados, no entanto, afirmam que o senador prefere permanecer no mandato, evitando uma disputa marcada por forte polarização e risco eleitoral.

A indefinição acelera a busca petista por alternativas. Caso a decisão de Pacheco não mude, Tadeu Martins Leite tende a ganhar força como representante do campo governista na corrida estadual de 2026.

Com informações de Metrópoles

Oposição acusa Moraes de usurpar prerrogativas do Congresso após cassar mandato de Zambelli

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Parlamentares de partidos de oposição reagiram nesta sexta-feira (12.dez.2025) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que anulou a sessão da Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação de Carla Zambelli (PL-SP) e declarou a perda imediata do mandato da congressista.

Na quinta-feira (11.dez), Moraes considerou que o plenário da Câmara violou a Constituição ao manter a deputada no cargo mesmo após condenação criminal por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro determinou ainda que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), dê posse ao suplente Adilson Barroso (PL-SP) em até 48 horas.

Críticas da oposição

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), classificou a decisão como “usurpação institucional”. Já Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, em rede social, que “seria melhor fechar o Congresso de uma vez”. O deputado Maurício Marcon (Podemos-RS) responsabilizou Hugo Motta pelo desfecho, dizendo que “essa palhaçada” não ocorreria se a Presidência da Câmara ainda estivesse com Arthur Lira (PP-AL).

Também manifestaram inconformismo os senadores Magno Malta (PL-ES) e Rogério Marinho (PL-RN), além dos deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Delegado Caveira (PL-PA).

Condenações e prisão

Em maio, o STF condenou Zambelli a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos por invasão ao sistema do CNJ. Segundo as investigações, ela teria sido a autora intelectual de um falso mandado de prisão contra Moraes, executado pelo hacker Walter Delgatti, também condenado.

A parlamentar deixou o Brasil em junho e passou a ser considerada foragida; seu nome entrou na lista vermelha da Interpol. Em julho, foi presa em Roma. O governo brasileiro solicitou sua extradição, pedido encaminhado pelo Itamaraty ao governo italiano após autorização do STF.

Em agosto, Zambelli recebeu nova condenação da Corte: 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal contra o jornalista Luan Araújo na véspera do segundo turno de 2022. O Supremo determinou a perda do mandato após esgotados os recursos e impôs multa de 400 salários mínimos de 2022, atualizada monetariamente.

Com informações de Poder360

Bolsa Família encerra 2025 com 18,7 milhões de famílias e encolhe 2,1 milhões no ano

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O Bolsa Família terminou 2025 atendendo 18,7 milhões de famílias, número 11,2% menor que o registrado em dezembro de 2024. Ao longo do ano, 2,1 milhões de beneficiários deixaram de receber o auxílio.

O benefício médio pago em dezembro ficou em R$ 691,37, valor que segue em alta desde 2018, quando era de R$ 186,78. Em dezembro de 2022, o montante médio tinha alcançado R$ 607,14.

Cortes e revisão cadastral

A redução de beneficiários foi impulsionada por revisões cadastrais e por um monitoramento mais rigoroso do Cadastro Único, reformulado em março. O pente-fino foi intensificado no segundo semestre, período em que o orçamento para o programa começou a ficar apertado.

Desde a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023, o saldo acumulado é de 2,9 milhões de famílias a menos no programa. O governo afirma que parte dos desligamentos ocorreu porque beneficiários tiveram aumento de renda, mas também cita a identificação de fraudes.

Gastos federais

Os desembolsos federais acompanhando o programa somarão R$ 12,7 bilhões em dezembro de 2025. Em janeiro de 2022, o valor mensal era de R$ 3,7 bilhões; o pico ocorreu em junho de 2023, com R$ 15 bilhões.

Fila de espera avança

Em novembro de 2025, 987,6 mil famílias pré-habilitadas aguardavam liberação do benefício, maior marca desde julho de 2022. O recorde histórico foi registrado em dezembro de 2021, quando 2,8 milhões de famílias estavam na fila.

O programa fechou o primeiro semestre de 2025 atendendo 20,5 milhões de famílias. A partir de julho, cortes considerados agressivos reduziram o total para os atuais 18,7 milhões, movimento considerado necessário pelo governo para viabilizar o pagamento até o fim do ano.

Pagamentos de dezembro

Os depósitos referentes a dezembro começaram em 10 de dezembro e seguem até 23 de dezembro, com antecipação para que todos recebam antes do Natal.

Com informações de Poder360

Irritação de Arthur Lira expõe atrito com Planalto após Câmara evitar cassação de Glauber Braga

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O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) manifestou forte descontentamento com o Palácio do Planalto depois que o plenário da Casa, na terça-feira (9/12), rejeitou a perda de mandato do deputado Glauber Braga (PSol-RJ) e, em vez disso, aprovou a suspensão do parlamentar por seis meses.

De acordo com aliados, Lira atribuiu o resultado à atuação de representantes do governo, que teriam trabalhado junto a deputados para preservar o mandato de Glauber, considerado por ele um adversário direto.

Pressão por emendas

Nos bastidores, o secretário de Assuntos Legislativos da Presidência, André Ceciliano, chegou a ameaçar cortar emendas parlamentares daqueles que votassem a favor da cassação, segundo relatos colhidos na Câmara.

Desgaste com Hugo Motta

A maior contrariedade de Lira, entretanto, foi dirigida ao atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a quem ele chama de pupilo político. Motta colocou o processo de cassação em pauta sem a certeza de reunir votos suficientes, o que, para o alagoano, expôs sua articulação pessoal ao fracasso.

Em grupos de WhatsApp com deputados, Lira criticou a condução de Motta. “Tem que reorganizar a Casa. Está uma esculhambação”, registrou em uma mensagem.

Festa e queixas

O desconforto ganhou eco na festa de aniversário do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), realizada na noite de quinta-feira (11/12). Ausente do evento, Motta virou alvo de críticas pela condução dos trabalhos no plenário. Lira, presente à comemoração, foi elogiado por colegas, que chegaram a pedir sua intervenção na gestão da Câmara.

O episódio evidenciou a tensão entre o ex-presidente da Casa e o governo federal, além de expor fissuras internas no bloco que sustenta a atual Mesa Diretora.

Com informações de Metrópoles

STF anula sessão conduzida por Hugo Motta que manteve mandato de Carla Zambelli

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Brasília — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nula a sessão da Câmara dos Deputados presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB) que, em votação, manteve o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A decisão, tornada pública dez meses após Motta assumir o comando da Casa, foi fundamentada em “evidente inconstitucionalidade”, com violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade, além de “flagrante desvio de finalidade”.

Moraes determinou que a Mesa Diretora emposse o suplente de Zambelli no prazo de 48 horas.

Condenação e prisão no exterior

Carla Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF, teve a sentença transitada em julgado e, posteriormente, perdeu o mandato por decisão da Corte. A parlamentar deixou o país e foi detida na Itália, onde aguarda processo de extradição.

Trajetória de Motta na Câmara

Natural de Patos (PB) e proveniente de família com tradição política no município, Hugo Motta foi eleito presidente da Câmara em fevereiro, com apoio de 17 partidos e 444 votos dos 513 possíveis. No discurso de posse, defendeu a democracia, ergueu um exemplar da Constituição de 1988 — repetindo gesto de Ulysses Guimarães — e afirmou que “o povo brasileiro não quer discórdia, quer emprego”.

Com a decisão do STF, o presidente da Câmara deve comunicar os deputados sobre a cassação de Zambelli e cumprir a ordem de posse do suplente.

Com informações de Metrópoles

Renúncia de Carlos Bolsonaro levanta questionamentos sobre planos presidenciais de Flávio Bolsonaro

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Nesta quinta-feira (11/12), o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) anunciou, da tribuna da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que deixará o mandato para disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026.

“Parto dessa cidade com o coração cheio de saudade, mas também com a serenidade de quem sabe que está atendendo a uma missão maior, da qual sempre fiz parte. Vou para Santa Catarina para cumprir um chamado que eu não poderia realizar aqui”, declarou o vereador.

Impacto na família Bolsonaro

A decisão reacendeu dúvidas sobre a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pesquisas de intenção de voto indicam que um membro do clã tem grandes chances de conquistar a única vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2026. Operadores políticos e agentes do mercado avaliam que, se Flávio estiver realmente focado no Palácio do Planalto, faria sentido reservar o Rio para outro integrante da família — hipótese contrária ao movimento de Carlos.

A leitura nos bastidores é que a mudança do vereador para Santa Catarina abriria caminho para Flávio Bolsonaro tentar a reeleição ao Senado pelo Rio, e não à Presidência da República.

Reação em Santa Catarina

A migração de Carlos provocou desconforto entre aliados locais. A deputada federal Caroline de Toni, também do PL, demonstrou insatisfação com a presença do vereador na corrida catarinense. Embora Carlos tenha publicado, na semana passada, uma foto ao lado dela em tom de conciliação, Caroline anunciou nesta semana que deixará o PL e tentará concorrer ao Senado pelo partido Novo.

Postura ambígua de Flávio

Flávio Bolsonaro lançou sua pré-candidatura ao Planalto com o apoio do pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas adotou discurso ambíguo. Dois dias após o anúncio, disse a jornalistas que haveria um “preço” para desistir da disputa. Em entrevista à TV Record, explicou que esse preço seria ver Jair Bolsonaro liberado para concorrer em 2026, cenário considerado inviável no momento.

Enquanto as indefinições persistem, observadores políticos destacam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acompanha de perto os movimentos no campo da direita.

Com informações de Metrópoles

Colômbia admite possibilidade de conceder asilo a Nicolás Maduro em eventual renúncia

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Bogotá – A chanceler da Colômbia, Rosa Villavicencio, afirmou que o país não descarta oferecer asilo político ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, caso ele renuncie ao cargo e deixe o poder. A declaração foi dada em entrevista a uma emissora de rádio local.

Villavicencio revelou que Washington e Caracas mantiveram contatos nas últimas semanas para negociar uma saída pacífica de Maduro da presidência. “Se essa saída implicar que ele tenha de viver em outro país ou buscar proteção, a Colômbia não teria por que dizer não”, disse a ministra das Relações Exteriores.

Oferta dos Estados Unidos

Reportagens dos jornais Miami Herald e The New York Times indicam que, em 21 de novembro, Maduro e o ex-presidente norte-americano Donald Trump conversaram por telefone. Na ligação, Trump teria proposto passagem segura a Maduro, à primeira-dama Cilia Flores e ao filho do casal, contanto que o mandatário renunciasse imediatamente. Sem acordo, as negociações foram encerradas, conforme uma fonte da Casa Branca citada pelo Miami Herald.

Pressão regional

A apreensão de um navio petroleiro pelos Estados Unidos nesta semana intensificou a tensão na região. Washington também direciona críticas ao governo colombiano: Trump acusa o presidente Gustavo Petro de envolvimento com o narcotráfico, a mesma alegação feita contra Maduro.

Na quinta-feira (11/12), falando a jornalistas na Casa Branca, Trump afirmou que a Colômbia “está produzindo muita droga” e deixou um recado a Petro: “É melhor ele se conscientizar ou será o próximo. Ele será o próximo em breve”.

Até o momento, não há confirmação oficial de que Maduro tenha decidido deixar o cargo ou solicitado refúgio a outro país. O governo colombiano mantém a possibilidade em aberto, caso o líder venezuelano formalize o pedido.

Com informações de Metrópoles

China prioriza estímulo à demanda interna e sinaliza corte de juros em 2026

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O governo chinês definiu que o incentivo ao consumo interno será o eixo da política econômica em 2026. A linha foi traçada na Conferência Central de Trabalho Econômico, encerrada na quinta-feira (11.dez.2025) em Pequim.

Macro política mais ativa

A cúpula apontou que o país adotará ajustes anticíclicos e transcíclicos “mais fortes e eficazes”, combinando instrumentos antigos e novos. A estratégia marca recuo em relação ao apelo de 2024 por medidas “extraordinárias”.

A política fiscal continuará “ativa”, mas sem endurecer o discurso de rigor. Pequim pretende manter o déficit próximo de 4% do PIB em 2026, ampliar o orçamento central e flexibilizar o uso de títulos especiais emitidos por governos locais.

No campo monetário, o comunicado fala em política “moderadamente frouxa”, com cortes nas taxas de juros e reduções no compulsório bancário para sustentar o crescimento e recompor preços.

Demanda no centro das atenções

Estimular o mercado interno é a prioridade número 1. O plano inclui afrouxar restrições ao consumo consideradas injustificadas e elevar a renda de moradores urbanos e rurais.

Para reverter a recente queda dos investimentos, o governo promete ampliar aportes do orçamento central, otimizar projetos de infraestrutura e estimular o setor privado por meio de bancos de desenvolvimento e linhas direcionadas.

A conferência reconheceu pela primeira vez, de forma explícita, o compromisso de inverter a contração dos investimentos e reiterou o objetivo de estabilizar o mercado imobiliário com políticas específicas para cada cidade.

Inovação, reforma e abertura

Depois da demanda, as prioridades seguintes são inovação, reforma e abertura. Estão previstas reformas mais profundas do “mercado unificado”, combate à concorrência desleal, reestruturação de estatais e maior proteção jurídica às empresas privadas.

O governo reafirmou a intenção de avançar na abertura “de alto padrão”, com maior liberalização de serviços, ajustes em zonas de livre-comércio e apoio aos segmentos de comércio digital e verde.

Gestão de riscos

A prevenção de riscos aparece em oitavo lugar, mas permanece central. Entre as medidas anunciadas estão redução de estoques de imóveis, conversão de unidades encalhadas em habitações subsidiadas e limites a novos passivos ocultos de governos locais.

Projeções de mercado

Para a Capital Economics, a reunião indica continuidade de apoio fiscal e monetário, mas não um pacote de estímulo agressivo. A casa prevê cortes de 30 pontos-base nos juros e redução de 75 pontos-base no compulsório até o fim de 2026 — ritmo considerado insuficiente para reacender a demanda por crédito.

A Nomura destaca o “compromisso inédito” de frear a queda dos investimentos, enquanto a China Merchants Securities avalia que o tom monetário favorável deve sustentar o mercado acionário chinês no próximo ano. Historicamente, ações de grandes companhias dos setores petroquímico, telecomunicações e eletrônicos tendem a se valorizar na semana seguinte à conferência.

Segundo dados oficiais, o PIB chinês cresceu 5,2% nos três primeiros trimestres de 2025. O FMI projeta expansão de 5% neste ano e de 4,5% em 2026.

Com informações de Poder360

Michelle Bolsonaro afirma que Congresso está “de joelhos” após anulação de sessão sobre Zambelli

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Brasília – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarou, na quinta-feira (11.dez.2025), que o Congresso Nacional encontra-se “enfraquecido e de joelhos” depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anular a sessão da Câmara que havia rejeitado a cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

A mensagem foi publicada nas redes sociais junto à imagem de uma manchete noticiando a decisão do magistrado. “Infelizmente é triste ver vocês tão enfraquecidos e de joelhos diante de tanta arbitrariedade”, escreveu Michelle.

Em outro story do Instagram, ela compartilhou a chamada de uma segunda reportagem informando que Moraes determinou ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), dar posse ao suplente de Zambelli, Adilson Barroso (PL-SP), em até 48 horas. Na legenda, classificou o momento como “dias sombrios para a tão chamada democracia do nosso país”.

Decisão do STF

O despacho de Moraes confrontou deliberação da própria Câmara, tomada também em 11 de dezembro, que manteve o mandato de Zambelli. O ministro decretou a perda imediata do cargo, argumentando que os parlamentares “violaram a Constituição” ao desconsiderar condenação criminal transitada em julgado contra a deputada.

Segundo ele, cabe ao Poder Judiciário declarar a perda de mandato de parlamentares condenados criminalmente, restando à Mesa da Câmara apenas formalizar o ato. O ministro ainda estipulou prazo de 48 horas para que Motta dê posse ao suplente.

Condenações e prisão

Zambelli foi condenada pelo STF, em maio de 2025, a 10 anos de prisão e a pagar R$ 2 milhões por danos coletivos após invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na ocasião, Moraes determinou sua prisão preventiva.

As investigações apontaram que a deputada foi a autora intelectual do ataque cibernético, executado por Walter Delgatti, também condenado. Em junho, Zambelli saiu do Brasil e passou a ser considerada foragida; chegou a entrar na lista vermelha da Interpol e acabou presa em Roma, Itália, em julho. O governo brasileiro solicitou sua extradição.

Em agosto, a deputada recebeu nova sentença do STF: 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal contra o jornalista Luan Araújo, episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

Com o trânsito em julgado dos processos, o Supremo determinou a perda definitiva do mandato parlamentar e aplicação de multa equivalente a 400 salários mínimos vigentes em 2022.

Com informações de Poder360