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Ranking reconhece Marcel van Hattem e Efraim Filho como parlamentares de destaque em 2025

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O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) e o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) receberam as maiores pontuações do Prêmio Excelência Parlamentar 2025, elaborado pelo Ranking dos Políticos. A lista dos vencedores foi divulgada nesta quarta-feira, 10 de dezembro.

Ao todo, 90 congressistas foram avaliados — 72 deputados federais e 18 senadores. O levantamento leva em conta quatro critérios: votações em plenário (com peso triplo), gastos de mandato, existência de processos judiciais e análise de um corpo de especialistas.

Pontuações mais altas

Entre os deputados, Van Hattem alcançou 8,61 pontos, seguido por Mendonça Filho (União-PE), Rodolfo Nogueira (PL-MS) e Adriana Ventura (Novo-SP). No Senado, Efraim Filho liderou com 8,28 pontos, à frente de Jaime Bagattoli (PL-RO) e Dr. Hiran (PP-RR).

Partidos e regiões

O PL concentrou o maior número de premiados (29), enquanto União Brasil somou 12 nomes, PSD ficou com 9 e PP, com 8. No total, 13 siglas apareceram entre os mais bem avaliados. A maioria dos escolhidos pertence às regiões Sudeste e Sul, com destaque para São Paulo (13), Minas Gerais (10) e Rio Grande do Sul (9).

Objetivos do prêmio

Segundo o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, os vencedores são parlamentares que “enfrentam pressões, rompem inércias e entregam resultados concretos para melhorar o ambiente de negócios e tornar o Estado mais eficiente”. Os dados analisados são obtidos em bases oficiais da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e de tribunais.

Com informações de Poder360

Polarização persiste: Lula lidera intenções de voto para 2026 e supera Flávio Bolsonaro, aponta Arrow

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Levantamento do Instituto Arrow, realizado entre 1º e 2 de dezembro, indica que a disputa presidencial de 2026 segue marcada pela polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Cenários de primeiro turno

No cenário em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) figura como representante do grupo bolsonarista, Lula aparece com 37,2% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 21,7%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União-GO), surge em terceiro, com 9,3%.

Quando Flávio é substituído pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o petista mantém a dianteira, somando 38,1%. Tarcísio obtém 27%, e Ciro Gomes (PSDB) aparece com 7,1%.

Simulações de segundo turno

Em uma eventual disputa direta, Lula venceria Flávio Bolsonaro por 45,9% a 36,3%. Já contra Tarcísio de Freitas, o presidente perderia: 41,9% a 38,4% em favor do governador paulista.

Aprovação do governo e influência de Bolsonaro

A pesquisa aferiu ainda a avaliação do governo federal: 42,5% aprovam a gestão de Lula, enquanto 52% a reprovam. Sobre eventuais apoios de Jair Bolsonaro, 45,6% dos entrevistados disseram que não votariam em um candidato indicado pelo ex-presidente, ao passo que 37,1% afirmaram que seguiriam sua orientação.

Metodologia

O Instituto Arrow entrevistou 9.539 eleitores com 18 anos ou mais, por telefone, em todas as cinco regiões do país. O estudo apresenta margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Com informações de Metrópoles

Ministério Público de Honduras aciona Interpol para prender ex-presidente libertado por Trump

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Tegucigalpa — O procurador-geral de Honduras, Johel Zelaya, determinou nesta segunda-feira (8/12) que a Agência Técnica de Investigação Criminal (Atic), demais forças de segurança do país e a Interpol cumpram o mandado de prisão contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández, libertado nos Estados Unidos após receber indulto do ex-mandatário norte-americano Donald Trump.

“Informo ao povo hondurenho que instruí a Atic e insto os órgãos de segurança do Estado, além de nossos aliados internacionais, como a Interpol, a executar o mandado de captura internacional contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández”, escreveu Zelaya nas redes sociais.

Condenação por narcotráfico

Hernández foi condenado nos Estados Unidos por facilitar o envio de toneladas de cocaína ao território norte-americano. Preso em Tegucigalpa em fevereiro de 2022, menos de três semanas depois de deixar o cargo, ele foi extraditado em abril daquele ano a pedido da Justiça dos EUA e sentenciado a 45 anos de prisão por tráfico de drogas e comércio ilegal de armas.

Trump concedeu o perdão em 28 de novembro, dois dias antes das eleições gerais hondurenhas, alegando que promotores teriam tratado Hernández de forma injusta e afirmando ter atendido a um pedido de cidadãos de Honduras. O ex-presidente foi libertado em 1º de dezembro.

Eleições indefinidas

O pedido de recaptura ocorre enquanto o país ainda aguarda o resultado oficial do pleito. Com 99% das urnas apuradas, o candidato Nasry Tito Asfura, do conservador Partido Nacional – mesma legenda de Hernández – liderava por pouco mais de um ponto percentual sobre Salvador Nasralla, do Partido Liberal, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A proclamação do vencedor depende da revisão de milhares de atas com inconsistências.

Antes de anunciar o perdão, Trump declarara apoio público a Asfura e pediu aos hondurenhos que votassem nele. Uma eventual vitória do candidato do Partido Nacional poderia facilitar o retorno de Hernández ao país.

Acusações e defesa

Salvador Nasralla, que faz do combate à corrupção sua principal bandeira, acusa Hernández de ter fraudado a eleição de 2017. O ex-presidente nega irregularidades e sustenta ter sido um aliado chave dos Estados Unidos na guerra contra as drogas.

Os crimes imputados a Hernández também envolvem um esquema multimilionário de desvio de verbas públicas para financiar a campanha presidencial de 2013, que teria contado com a participação de ex-parlamentares, empresários e cidadãos comuns.

O posicionamento do Ministério Público hondurenho amplia a pressão internacional sobre o ex-chefe de Estado, agora livre nos Estados Unidos, mas novamente na mira das autoridades de seu país.

Com informações de Metrópoles

Alckmin é o único que leva disputa contra Tarcísio ao 2º turno em São Paulo, aponta Paraná Pesquisas

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Brasília, 10.dez.2025 – Levantamento da Paraná Pesquisas indica que apenas o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) impediria a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já no 1º turno em São Paulo.

Cenário com Alckmin

No confronto direto, Tarcísio aparece com 46,6% das intenções de voto, enquanto Alckmin soma 26,1%. Quando se acrescentam os demais concorrentes, a soma chega a 43,2%, percentual que, dentro da margem de erro de 2,4 pontos percentuais, impede a definição da disputa na primeira rodada.

Disputas contra Haddad e Erika

Nos cenários em que o adversário é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ou a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), o governador venceria no 1º turno. Tarcísio tem 48,4% ante 25,5% de Haddad; contra Erika, marca 52,1% contra 13,9% da parlamentar.

Simulações sem Tarcísio

Quando o atual governador não concorre, a pesquisa mostra Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital, e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), na liderança, em cenário ainda indefinido.

Projeções para o 2º turno

Tarcísio venceria nos três duelos avaliados:

  • 52,1% x 38,9% contra Alckmin;
  • 48,8% x 29,5% contra Ricardo Nunes;
  • 61,1% x 23,3% contra Márcio França.

Sem o governador, Alckmin e Nunes aparecem tecnicamente empatados, com 43,9% e 42,9%, respectivamente.

Metodologia

A Paraná Pesquisas ouviu 1.680 eleitores em 85 municípios paulistas entre 4 e 8 de dezembro. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%.

Com informações de Poder360

Motta critica Lindbergh e diz que PT votou contra Constituição de 1988

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), acusou o PT de “incoerência histórica” durante a sessão que aprovou o Projeto de Lei da Dosimetria na madrugada desta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025.

A declaração ocorreu em resposta ao líder petista Lindbergh Farias (PT-RJ). Da tribuna, Lindbergh afirmou que a inclusão do texto em pauta era “uma vergonha” e representava “crime” por reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro e por tentativa de golpe de Estado, citando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado também mencionou o ex-presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, comparando a votação à impunidade de militares na ditadura.

Ao retomar a palavra, Motta rebateu: “Escutar integrantes do Partido dos Trabalhadores invocarem Ulysses Guimarães quando esse partido votou contra a atual Constituição é uma incoerência histórica”.

Relação estremecida

A troca de acusações ocorre após Motta anunciar, no fim de novembro, que havia rompido relações políticas com Lindbergh. O petista classificou a postura do presidente da Câmara como “imatura”.

Aprovação do PL da Dosimetria

O projeto foi aprovado por 291 votos a 148 e seguirá para análise do Senado. O relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) propõe redução de penas para condenados pelos ataques aos prédios dos Três Poderes em 8 de Janeiro.

Tumulto na véspera

A votação estava prevista para a tarde de terça-feira (9.dez), mas foi adiada após o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) ocupar a cadeira da Presidência em protesto contra a inclusão de seu processo de cassação na pauta. Durante o protesto, jornalistas foram retirados do plenário, a transmissão da TV Câmara foi cortada e Braga acabou imobilizado e removido pela Polícia Legislativa. A sessão que aprovou o projeto terminou às 2h30 da madrugada.

Com informações de Poder360

Câmara é pressionada a aprovar PLP 125/2022 para frear sonegação que financia crime organizado

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Brasília, 10.dez.2025 – Em regime de urgência, a Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei Complementar 125/2022, apontado por entidades do setor de combustíveis como ferramenta decisiva para combater a sonegação fiscal ligada ao crime organizado.

O texto, já aprovado no Senado por 71 votos a zero, define critérios para enquadrar o chamado “devedor contumaz” – empresas que, de forma reiterada e deliberada, deixam de pagar tributos para ampliar lucros e distorcer a concorrência.

R$ 174,1 bilhões em dívidas

Levantamento do Instituto Combustível Legal (ICL) indica que, apenas no mercado de combustíveis, débitos de contribuintes que se enquadrariam na nova regra somam R$ 174,1 bilhões em impostos federais e estaduais. Desse total, R$ 86 bilhões referem-se a tributos federais.

Segundo a Receita Federal, pouco mais de 1.200 CNPJs acumularam cerca de R$ 200 bilhões em dívidas federais na última década. Para efeito de comparação, o orçamento da União para segurança pública em 2024 foi de R$ 21 bilhões — valor inferior ao montante sonegado anualmente por esse grupo restrito de contribuintes.

Principais pontos do projeto

  • Atuação preventiva: a fiscalização orienta o contribuinte antes de iniciar autuação formal (art. 6º).
  • Prioridade de análise: processos que envolvem devolução de créditos ganham tramitação mais rápida (art. 8º, V).
  • Flexibilização de garantias: permite substituir depósito judicial por seguro-garantia, entre outras modalidades (art. 8º, II).
  • Execução somente após trânsito em julgado: a garantia é acionada apenas quando não houver mais recursos judiciais (art. 8º, IV).
  • Canais simplificados de atendimento: contribuintes regulares terão acesso facilitado a orientações (art. 8º, I).

Defendido como um “Código de Defesa do Contribuinte”, o PLP 125/2022 pretende separar empresas adimplentes de quem usa sonegação como modelo de negócio. Para o ICL, a lacuna jurídica atual beneficia organizações criminosas que lavam dinheiro por meio da inadimplência estruturada no setor.

Parlamentares favoráveis argumentam que a aprovação imediata pode reforçar a arrecadação federal e reduzir a capacidade de financiamento de grupos criminosos. Já ajustes no texto, segundo eles, poderiam ser debatidos após a sanção, sem atrasar a entrada em vigor das novas regras.

A proposta aguarda inclusão na pauta do plenário da Câmara.

Com informações de Poder360

Rotas do Vinho impulsionam enoturismo e ampliam fluxo de visitantes em São Paulo

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O programa Rotas do Vinho de São Paulo, criado pelo Governo do Estado, tem fortalecido o enoturismo paulista com aumento de público, expansão de serviços e rótulos premiados. Segundo a Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP), mais de 80% das vinícolas registraram crescimento no número de visitantes desde o lançamento da iniciativa.

Cinco rotas oficiais

O roteiro é dividido em cinco percursos principais, cada um com características próprias:

• Rota dos Bandeirantes – vinícolas históricas próximas à capital.

• Rota da Mantiqueira – clima de montanha, gastronomia refinada e parreirais entre serras.

• Rota das Frutas – integração de vinícolas, fazendas e produtores artesanais em municípios como Jundiaí, Louveira e Vinhedo.

• Alta Mogiana – destaque para os vinhos de inverno e turismo em expansão.

• Rota dos Encontros – produção autoral e experiências acolhedoras no noroeste paulista.

Experiências variadas

Além de visitas tradicionais às adegas, os viajantes podem participar de degustações guiadas, passeios pelos vinhedos, piqueniques, colheitas de inverno, almoços harmonizados, pôr do sol entre parreiras e eventos temáticos. Lojas de produtos artesanais e espaços para fotos completam a programação.

Vinícolas premiadas

Entre as 86 vinícolas abertas à visitação no estado, nomes como Guaspari, Villa Santa Maria, Terras Altas, Essenza, Ferreira & Passero, Terrassos, Davo, Góes e Quinta do Olivardo se destacam pela infraestrutura turística, integração com a natureza e reconhecimentos em concursos internacionais.

Rotas do Vinho impulsionam enoturismo e ampliam fluxo de visitantes em São Paulo - Imagem do artigo original

Imagem: Alan Morici

Acesso facilitado

A proximidade dos aeroportos de Congonhas (CGH), Guarulhos (GRU) e Viracopos (VCP) torna as rotas acessíveis. Muitos trajetos ficam a menos de 1h30 da capital paulista, e a região da Mantiqueira pode ser explorada em viagens de até três horas. Gol, Latam e Azul oferecem stopover gratuito de até cinco dias, permitindo incluir os roteiros sem custo adicional, conforme regras de cada companhia.

As Rotas do Vinho estão integradas a outros programas estaduais, como Sabor de SP, Rotas do Queijo e Rotas do Café, possibilitando a criação de itinerários gastronômicos completos. Informações detalhadas, mapa interativo e dicas de planejamento estão disponíveis em visitesaopaulo.com e no site oficial rotasdovinho.sp.gov.br.

Com informações de Metrópoles

Deputados do PL e Centrão festejam aprovação do PL da Dosimetria na Câmara

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Parlamentares do Partido Liberal (PL) e de siglas do Centrão comemoraram, na madrugada desta quarta-feira (10.dez.2025), a aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria no plenário da Câmara dos Deputados. A proposta passou por 291 votos a favor e 148 contrários.

Comemoração em plenário

Poucos segundos após o anúncio do resultado, deputados registraram o momento com fotos e vídeos em modo selfie. Em uma das imagens, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) aparece no centro de um grupo de colegas sorrindo para a câmera. Outro registro mostra o deputado Delegado Caveira (PL-PA) documentando a celebração individualmente.

O que muda com o projeto

O texto reduz as penas impostas a todos os condenados pela invasão às sedes dos Três Poderes e pelos atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. A proposta também diminui as punições de sentenciados por tentativa de golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Bolsonaro cumpre pena na sede da Polícia Federal, em Brasília.

Próximos passos

Após a aprovação na Câmara, o PL da Dosimetria segue para o Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que pretende colocar a matéria em votação até o fim deste ano.

As imagens da comemoração foram feitas pelo fotojornalista Sérgio Lima.

Com informações de Poder360

Partidos com cargos no governo Lula somam 122 votos a favor do PL da Dosimetria

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Na madrugada desta quarta-feira (10.dez.2025), a Câmara dos Deputados aprovou, por 291 votos a 148, o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e por tentativa de golpe de Estado. Desse total, 122 votos – o equivalente a 41,9% da aprovação – vieram de legendas que ocupam ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O desempenho dos partidos aliados ficou abaixo do registrado na votação do PL Antifacção, quando 60% dos votos favoráveis partiram dessas siglas.

Distribuição dos votos

PP, que tem André Fufuca (Esporte) na Esplanada, liderou entre os governistas, com 39 votos. Em seguida aparecem:

  • Republicanos – 32 votos (Silvio Costa Filho, Portos e Aeroportos);
  • MDB – 25 votos (Jader Filho, Cidades; Renan Filho, Transportes; Simone Tebet, Planejamento);
  • PSD – 24 votos (Alexandre Silveira, Minas e Energia; André de Paula, Pesca; Carlos Fávaro, Agricultura);
  • PSB – 1 voto (Geraldo Alckmin, Indústria e Comércio; Márcio França, Empreendedorismo);
  • PDT – 1 voto (Waldez Góes, Integração e Desenvolvimento Regional; Wolney Queiroz, Previdência Social).

O União Brasil poderia acrescentar 47 votos favoráveis, o que elevaria o apoio governista a 58,1%. Contudo, o partido não foi contabilizado depois da expulsão do ministro do Turismo, Celso Sabino, em 8.dez. O PP chegou a afastar André Fufuca, mas não o expulsou.

PT, Psol, Rede e PCdoB não registraram votos pela aprovação.

Principais pontos do texto

A proposta, relatada por Paulinho da Força (Solidariedade-SP), altera o cálculo de penas para crimes cometidos em um mesmo contexto coletivo. Em vez de somar as penas individualmente, passa a valer a punição do crime mais grave acrescida de fração entre 1/6 e 1/2.

Na prática, duas das cinco condenações impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro poderiam ser unificadas (tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito), prevalecendo a pena do crime de golpe de Estado. Segundo o relator, o tempo em regime fechado poderia cair para 2 anos e 4 meses; advogados ouvidos pelo Poder360 discordam e apontam incoerências jurídicas.

O texto também restabelece a progressão de regime para crimes não hediondos após 1/6 da pena, além de permitir remissão por trabalho ou estudo. Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22.nov.2025.

Votação tumultuada

A sessão que votaria o projeto na tarde de terça-feira (9.dez) foi suspensa após o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) ocupar a cadeira da Presidência em protesto contra a inclusão do seu processo de cassação na pauta. Jornalistas foram retirados do plenário e o sinal da TV Câmara foi cortado. Braga acabou removido pelo Departamento de Polícia Legislativa.

Com a confusão, a votação foi retomada à noite e concluída às 2h30 de quarta-feira (10.dez).

Com informações de Poder360

China divulga novo documento para orientar parcerias com América Latina e Caribe

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Pequim, 10.dez.2025 (quarta-feira) – O governo chinês apresentou nesta quarta-feira o 3º Documento sobre a Política da China para com a América Latina e o Caribe, texto que orienta as relações diplomáticas e comerciais do país asiático com a região.

O material consolida compromissos firmados na 4ª Reunião Ministerial do Fórum China-Celac, realizada em maio, em Pequim. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do encontro e manteve reunião bilateral com o líder chinês, Xi Jinping.

Esta é a terceira edição do documento – as anteriores foram publicadas em 2008 e 2016. Para o novo ciclo, a China disponibilizará uma linha de crédito de US$ 9,3 bilhões destinada a projetos latino-americanos e caribenhos.

Principais eixos de cooperação

Finanças

  • Aproximação entre instituições financeiras chinesas e locais;
  • Ampliação de liquidações transfronteiriças em moedas nacionais;
  • <liImplantação de sistema de compensação baseado no yuan.

Infraestrutura

  • Participação de empresas chinesas no planejamento e construção de obras na região;
  • Consultoria tecnológica em energia renovável, transporte inteligente e cidades inteligentes.

Intercâmbios

  • Visitas de autoridades latino-americanas para conhecer modelos de governança chinesa;
  • Negociação de acordos bilaterais em rádio, cinema e televisão;
  • Apoio à cooperação entre think tanks dos dois lados.

Segurança e paz

  • Integração a iniciativas de segurança global;
  • Treinamentos militares conjuntos em combate ao terrorismo e assistência humanitária;
  • Colaboração para desenvolver um ciberespaço pacífico, seguro e cooperativo.

Sinais a Washington

Durante a cerimônia de lançamento, o ministro assistente das Relações Exteriores da China, Cai Wei, afirmou que a proposta chinesa busca “benefícios mútuos e ganhos compartilhados, sem cálculos políticos”. Ele ressaltou que Pequim não pretende obrigar países a “escolher lados”, em crítica velada à postura dos Estados Unidos.

No primeiro semestre deste ano, em meio à disputa comercial entre Pequim e Washington, o presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) declarou que nações latino-americanas poderiam ter de optar entre firmar acordos com EUA ou China. Cai rejeitou “a imposição de visões” sobre os governos da região.

O texto oficial ficará como referência para futuros projetos de cooperação financeira, de infraestrutura, intercâmbio cultural e segurança, marcando a continuidade da estratégia chinesa de aproximação com a América Latina e o Caribe.

Com informações de Poder360