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Especialistas alertam: papel higiênico no vaso pode entupir encanamentos

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Descartar papel higiênico diretamente no vaso sanitário é um hábito que deve ser evitado, adverte o encanador Alexandre Moura, profissional de uma empresa de desentupimento. Segundo ele, os sistemas de esgoto no Brasil — em casas com fossa ou ligados à rede pública — não foram dimensionados para receber resíduos sólidos.

Risco imediato de obstrução

Moura explica que o excesso de papel costuma ficar retido logo na curva do vaso sanitário. O acúmulo bloqueia a passagem da água e pode provocar entupimentos instantâneos. Mesmo quando o material passa pelo primeiro sifão, continua se compactando ao longo da tubulação, na rede principal ou nas caixas de passagem, até formar um bloqueio total.

O papel não se dissolve com facilidade

Dentro dos canos, o papel higiênico tende a se aglutinar, formando uma massa que impede o fluxo normal dos dejetos. “Ele cria uma bola dentro da tubulação”, detalha o encanador. Com o tempo, o volume aumenta e ocasiona vazamentos, mau cheiro e custos adicionais com manutenção.

Outros objetos agravam o problema

Especialistas alertam: papel higiênico no vaso pode entupir encanamentos - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Práticas comuns, como jogar fio dental, cotonetes e pedras sanitárias no vaso, intensificam o risco de entupimento. O fio dental, por exemplo, age como uma rede que retém o papel, favorecendo ainda mais o bloqueio.

Orientação

Para prevenir transtornos e preservar o sistema de esgoto, a recomendação é simples: papel higiênico e demais resíduos devem ser colocados na lixeira. “Cuidar do descarte é essencial para manter o encanamento funcionando e evitar problemas futuros”, conclui Alexandre Moura.

Com informações de Metrópoles

Produção de veículos recua 11,6% em novembro de 2025, indica Anfavea

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A indústria automobilística brasileira desacelerou em novembro de 2025. Dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostram queda de 11,6% na produção em relação a outubro. No penúltimo mês do ano, saíram das linhas de montagem 219,1 mil veículos, contra 247,8 mil no mês anterior.

As exportações também diminuíram: 35,7 mil unidades foram enviadas ao exterior em novembro, retração de 12% frente às 40,6 mil de outubro.

Do lado do mercado interno, o total de emplacamentos somou 238,6 mil unidades, volume 8,5% menor que o registrado no mês anterior (260,7 mil).

Resultado acumulado

De janeiro a novembro, a produção nacional alcançou 2,4 milhões de veículos, avanço de 4,1% sobre igual período de 2024, quando 2,3 milhões foram fabricados. O desempenho positivo até novembro foi impulsionado principalmente pelos automóveis, segmento que produziu 1,8 milhão de unidades — alta de 5,2% em relação às 1,7 milhão de um ano antes.

Desempenho por categoria

Veículos leves

  • Automóveis: emplacamentos caíram 5,6%, de 192,8 mil em outubro para 182,1 mil em novembro. A produção recuou 10,8%, passando de 184,8 mil para 164,9 mil unidades.
  • Comerciais leves: registraram a maior queda entre os leves, com emplacamentos 18% menores (45,4 mil) ante 55,3 mil em outubro. A produção caiu 14,6%, de 50,6 mil para 43,3 mil unidades.

Veículos pesados

  • Caminhões: emplacamentos baixaram 16,3%, de 10,7 mil para 8,9 mil unidades. A produção diminuiu 5,5%, de 10,2 mil para 9,6 mil.
  • Ônibus: único segmento a crescer nos emplacamentos, com alta de 11,8% (2.203 unidades) frente a 1.970 em outubro. Já a produção recuou 37,9%, de 2.134 para 1.326 unidades.

Com o resultado de novembro, o setor aponta arrefecimento das atividades após um outubro mais aquecido, mas mantém saldo positivo no acumulado do ano.

Com informações de Poder360

Reservatórios que abastecem a Grande SP caem para 24,6% e mantêm alerta hídrico

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O volume útil dos reservatórios que atendem a região metropolitana de São Paulo recuou para 24,6% nesta segunda-feira (8.dez.2025), prolongando a tendência de queda observada nas últimas semanas.

Em 24 de outubro, quando a Arsesp lançou um plano de contingência para reduzir o consumo, o nível estava em 28,7%. Desde então, o sistema segue enquadrado na faixa 3 do plano, na qual a Sabesp diminui a pressão da água por 10 horas diárias.

Próximos passos do contingenciamento

Caso o índice baixe de 22,8%, o tempo de redução de pressão passará a 12 horas (faixa 4). A alteração só ocorre se o nível permanecer abaixo do limite por sete dias consecutivos. Para retornar a uma faixa menos restritiva, são exigidos 14 dias seguidos acima da marca estabelecida.

Como funciona o volume útil

O volume útil corresponde à quantidade de água disponível acima do “volume morto”, reserva situada abaixo do ponto de captação normal e acessada apenas por bombeamento. A atual escassez é atribuída à falta de chuvas na região.

Faixas do plano de contingência

Faixa 1 (abaixo de 34,71%): revisão de transposições de bacias e campanhas de uso racional;
Faixa 2 (abaixo de 28,71%): redução de pressão por oito horas noturnas;
Faixa 3 (abaixo de 22,71%): redução de pressão por 10 horas;
Faixa 4 (abaixo de 16,71%): redução por 12 horas;
Faixa 5 (abaixo de 6,71%): redução por 14 horas;
Faixa 6 (abaixo de 3,29%): redução por 16 horas, captação do volume morto e ligações emergenciais para serviços essenciais;
Faixa 7 (abaixo de ‑3,29%): adoção de rodízio no abastecimento.

Situação do Sistema Cantareira

Principal manancial da Grande São Paulo, o Sistema Cantareira abastece cerca de nove milhões de pessoas. Quando o plano entrou em vigor, operava com 24,2% de seu volume útil — o menor nível em nove anos. Agora, o índice caiu para 19,7%.

A Sabesp, privatizada em julho de 2024, mantém o monitoramento diário dos reservatórios e reforça orientações para uso consciente da água.

Com informações de Poder360

Ataques aéreos na fronteira Tailândia-Camboja matam soldado tailandês e quatro civis cambojanos

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Aviões da Força Aérea tailandesa bombardearam áreas próximas à fronteira com o Camboja na manhã desta segunda-feira (8/12), deixando um militar tailandês e quatro civis cambojanos mortos, segundo autoridades dos dois países.

O Ministério da Defesa do Camboja informou que as investidas atingiram as províncias de Preah Vihear e Oddar Meanchey, regiões em disputa desde o período colonial francês. Além das quatro vítimas fatais, cerca de dez pessoas ficaram feridas, de acordo com o ministro da Informação cambojano, Neth Pheaktra.

Em Bangcoc, o Exército relatou que um de seus soldados morreu e outros oito ficaram feridos. O porta-voz militar Winthai Suvaree afirmou que as operações aéreas foram “de alta precisão” e tiveram como alvo apenas posições militares ao longo da linha de frente.

Escalada após cessar-fogo suspenso

Os confrontos recomeçaram na noite de domingo (7/12), menos de dois meses após um cessar-fogo mediado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump em 26 de outubro, em Kuala Lumpur, na Malásia. O acordo, que buscava pôr fim a cinco dias de combates em julho — período em que 43 pessoas morreram e cerca de 300 mil foram deslocadas —, foi suspenso pela Tailândia em novembro, após a explosão de uma mina terrestre que feriu quatro de seus soldados.

Desde a retomada dos ataques, o Exército tailandês afirma ter retirado aproximadamente 35 mil moradores de zonas fronteiriças. No lado cambojano, mais de mil famílias deixaram a província de Oddar Meanchey, segundo as autoridades locais.

Tensões antigas na divisa de 817 km

A Tailândia e o Camboja compartilham 817 quilômetros de fronteira terrestre, marcada por trechos indefinidos que incluem áreas históricas, como o templo de Preah Vihear, do século XI e reconhecido como patrimônio mundial pela Unesco.

Bangcoc acusa Phnom Penh de instalar novas minas ao longo da divisa; o governo cambojano alega que os artefatos são remanescentes de conflitos anteriores e apresentou condolências pelos soldados feridos.

Presidente da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, pediu “máxima contenção” às partes. O premiê tailandês, Anutin Charnvirakul, respondeu que “é preciso primeiro solicitar a quem nos ataca que cesse suas ações”.

Os dois governos reafirmam publicamente o compromisso de cumprir o cessar-fogo, retirar armamentos pesados, desminar a região e manter o diálogo, mas nenhum acordo definitivo foi alcançado até o momento.

Com informações de Metrópoles

Solo funciona como “ar-condicionado” natural em sistema que usa tubos enterrados

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Uma alternativa sem consumo elevado de energia para refrescar ambientes residenciais vem ganhando espaço no Brasil. Conhecido como poço canadense (ou provençal), o método foi detalhado em vídeo do canal Permacultura Holística e utiliza a temperatura estável do solo para resfriar o ar que entra nas casas.

Como funciona

O processo é simples: o ar externo penetra por uma abertura, percorre tubos ou galerias enterradas entre 40 e 70 centímetros de profundidade e, durante o trajeto, transfere calor para a terra mais fria. Ao chegar aos cômodos, o fluxo de ar já está mais baixo em temperatura, dispensando compressor, gás refrigerante ou alto gasto elétrico.

Impacto no conforto térmico

O sistema reduz a sensação de abafamento em quartos, salas e áreas de trabalho, sobretudo em regiões quentes ou residências com pouca ventilação. Mesmo em dias de sol forte, os ambientes mantêm temperatura mais estável. O desempenho melhora quando a solução é combinada com ventilação cruzada, sombreamento, uso de ventiladores e telhados frescos.

Princípio físico

O poço canadense baseia-se na geotermia rasa. Nessa profundidade, a oscilação térmica do solo é mínima, permitindo que o ar nos tubos troque calor com a terra e suba resfriado para dentro da casa, empurrando o ar quente para pontos de saída. A circulação pode ocorrer naturalmente ou ser reforçada por um ventilador simples instalado no percurso.

Materiais e instalação

O sistema pode ser construído com materiais novos ou reaproveitados, como PVC, solo-cimento, tijolos ou cerâmica. Entre os itens normalmente previstos estão:

  • Tubos ou túneis de ar instalados entre 40 e 70 cm de profundidade;
  • Estruturas de tijolos ou cerâmica formando a galeria;
  • Drenagem em “T” para remover a condensação;
  • Camadas de plástico e pedras que evitam infiltrações;
  • Opção de fechar a entrada de ar no inverno para “hibernar” o sistema.

O custo final varia conforme área atendida, tipo de solo, profundidade da escavação e mão de obra. Apesar do investimento inicial, a expectativa é de redução nas contas de energia e ganho de conforto térmico ao longo dos verões seguintes.

Com informações de Metrópoles

Motorista sem infração terá renovação gratuita da CNH a partir desta semana, diz Renan Filho

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O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), informou nesta segunda-feira (8.dez.2025) que as novas regras para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) entrarão em vigor ainda nesta semana. Entre as mudanças, está a gratuidade e a concessão automática da renovação para condutores que não somarem pontos por infrações no ano anterior ao vencimento do documento.

Segundo o ministro, esses motoristas receberão um “selo de bom condutor”, que dispensará exames adicionais. Para Renan Filho, se o cidadão dirige sem cometer infrações, não faz sentido exigir novos testes ou deslocamentos a órgãos de trânsito.

Aplicativo atualizado

Na terça-feira (9.dez), o governo lançará no Palácio do Planalto o aplicativo “CNH do Brasil”, versão renovada da Carteira Digital de Trânsito (CDT). Após a cerimônia, as normas serão publicadas em edição extra do Diário Oficial da União e passarão a valer imediatamente. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou as alterações no início de dezembro.

Público-alvo

A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) estima que 20 milhões de pessoas conduzem veículos sem habilitação no país. Outras 30 milhões têm idade para obter a CNH, mas não arcam com os custos, que podem chegar a R$ 5 mil.

Principais mudanças

Curso teórico on-line e gratuito
Todo o conteúdo teórico será disponibilizado, sem custo, pelo Ministério dos Transportes. Quem preferir poderá continuar estudando em autoescolas credenciadas.

Redução das aulas práticas
A carga obrigatória de 20 horas cai para 2 horas. O candidato poderá optar por:

  • autoescola tradicional;
  • instrutor autônomo credenciado pelo Detran;
  • modelo personalizado de preparação.

Instrutores independentes serão fiscalizados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito e integrados à Carteira Digital de Trânsito.

Processo digital
Os procedimentos presenciais ficam restritos à coleta biométrica e ao exame médico. A abertura do processo poderá ser feita on-line, pelo site do Ministério dos Transportes ou pela carteira digital.

As novas regras, segundo o governo, buscam simplificar a obtenção da CNH, reduzir custos e incentivar a regularização de condutores.

Com informações de Poder360

Brighton impede acesso de jornalistas do The Guardian após reportagens sobre dono do clube

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O Brighton & Hove Albion proibiu a entrada de repórteres e fotógrafos do jornal britânico The Guardian no Amex Stadium. A restrição, comunicada no domingo, 7 de dezembro de 2025, atingiu imediatamente a cobertura da partida contra o West Ham realizada no mesmo dia.

De acordo com o Guardian, o veto surgiu depois da publicação de duas reportagens, no início de dezembro, que motivaram deputados britânicos a questionar as atividades de Tony Bloom, proprietário do Brighton, no mercado de apostas.

A primeira matéria abordou um processo judicial que acusa Bloom de utilizar intermediários para realizar apostas por meio do Starlizard Betting Syndicate, organização que, segundo documentos apresentados à Justiça, movimentaria cerca de 600 milhões de libras por ano. George Cottrell, ligado ao político Nigel Farage, foi citado como um dos supostos intermediários.

O segundo texto, publicado em 5 de dezembro, apontou que Bloom poderia estar por trás de 52 milhões de libras em ganhos relacionados a apostas envolvendo clubes de sua propriedade. As alegações fazem parte de uma disputa judicial com o ex-associado Ryan Dudfield, que afirma ter direito a parte dos lucros.

Após a divulgação das reportagens, Bloom declarou, por meio de nota do Brighton, que não faz apostas em jogos do clube desde que assumiu o comando da equipe, em 2009, e classificou as acusações como “inteiramente falsas”.

Em comunicado ao Guardian, o Brighton considerou “inapropriado” conceder credenciamento a profissionais do jornal para partidas no Amex Stadium, começando pelo confronto contra o West Ham. Um porta-voz do periódico qualificou a medida como preocupante, argumentando que os temas investigados são de interesse público e foram apurados com responsabilidade.

Com informações de Poder360

Alcolumbre afasta tensão com o Planalto e exalta Lula em visita ao Amapá

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), surpreendeu ao adotar tom conciliador em relação ao presidente Lula durante compromisso oficial no Amapá. Depois de semanas de atritos com o Palácio do Planalto, o senador agradeceu “a presença do governo federal, do Estado brasileiro que nunca nos faltou” e elogiou a sensibilidade do chefe do Executivo com as regiões Norte e Nordeste.

A reaproximação ocorre após uma sequência de desentendimentos motivados pela disputa pela próxima vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre resistia ao nome de Jorge Messias, preferido de Lula, e trabalhava pela indicação do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. O clima azedou ainda mais quando decisão do ministro Gilmar Mendes restringiu poderes do Congresso, provocando críticas públicas do parlamentar amapaense.

De acordo com o jornalista João Bosco Rabello, o gesto de Alcolumbre configura um recuo estratégico. Isolado após esticar a corda nas negociações, o senador teria recorrido ao “oxigênio político” oferecido pelo Planalto para recuperar espaço. A avaliação foi apresentada no programa do colunista Ricardo Noblat, que comparou o movimento a um “momento Trump”, em referência a recuos táticos do ex-presidente norte-americano.

Nos bastidores, aliados apontam que a habilidade de articulação de Lula — popularmente descrita como a oferta de “docinhos” em conversas reservadas — contribuiu para esfriar a crise que ameaçava a relação entre os Poderes.

Com informações de Metrópoles

México é eleito o país mais bonito da América Latina por revista internacional

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A revista Condé Nast Traveler colocou o México na primeira posição entre os destinos latino-americanos no ranking que lista os 40 países mais belos do mundo. A publicação destacou a diversidade de paisagens e manifestações culturais como principal diferencial do país, que superou concorrentes tradicionais como Brasil e Argentina.

Variedade de cenários em um só território

Em uma área relativamente compacta, o México reúne praias caribenhas de águas cristalinas, desertos extensos, selvas densas, cadeias montanhosas e cidades históricas marcadas por forte identidade cultural. Segundo a revista, essa combinação permite ao visitante sentir que percorre vários destinos em uma única viagem.

Pontos turísticos de destaque

No centro histórico da Cidade do México, atrações como o Zócalo, a Catedral Metropolitana e o Palácio Nacional concentram a atenção de quem busca patrimônio arquitetônico. Já na costa, Cancún, Tulum e toda a Riviera Maya oferecem praias, ruínas à beira-mar e os famosos cenotes.

O levantamento também cita as ruínas de Chichén Itzá, os mergulhos em Cozumel e os cânions de Barrancas del Cobre entre os passeios imperdíveis.

Como chegar ao México

Há voos diretos de São Paulo para diferentes cidades mexicanas. O país também pode ser acessado por via terrestre a partir dos Estados Unidos ou por cruzeiros que fazem escala em portos como Cozumel e Puerto Vallarta.

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Imagem: Internet

Regras de entrada para brasileiros

Viajantes do Brasil precisam de visto para entrar no México. A partir de 5 de fevereiro de 2026, será possível solicitar autorização eletrônica. Quem já possui visto norte-americano válido está dispensado do visto mexicano.

Com informações de Metrópoles

Brasileira presa pelo ICE rebate acusações e diz ter vivido com o filho nos EUA

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WASHINGTON (08.dez.2025) – A brasileira Bruna Caroline Ferreira, 33 anos, contestou as informações divulgadas pelo governo dos Estados Unidos sobre sua prisão. Detida em 12 de novembro pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), ela afirmou ao jornal The Washington Post que sempre participou da vida do filho e não possui antecedentes criminais.

Bruna é ex-cunhada de Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca e defensora das políticas migratórias da administração Donald Trump. A brasileira tem um filho de 11 anos com Michael Leavitt, irmão de Karoline, e foi levada para um centro de detenção na Louisiana após ser transferida por unidades na Filadélfia e no Texas.

Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), Bruna entrou nos EUA em 1998 com visto de turista B2, que expirou em junho de 1999, e teria registro de prisão por agressão. A detida nega as duas acusações. O advogado Todd Pomerleau sustenta que a única ocorrência citada refere-se a um incidente juvenil de 2008, arquivado sem detenção quando ela tinha 16 anos.

O governo norte-americano também declarou que Bruna “nunca viveu” com o filho. A versão é refutada por documentos judiciais de 2015, nos quais Michael Leavitt confirma que ambos compartilharam residência em New Hampshire. Registros mostram ainda decisões sucessivas que determinaram guarda compartilhada e visitas regulares.

Bruna contou que deixou o filho na escola na manhã da prisão e foi levada pelas autoridades antes de retornar a tempo de buscá-lo. Ela relatou ter trabalhado nos setores de limpeza e moda, frequentar aulas de ioga e passar os fins de semana com a criança.

Advogados dizem que Bruna iniciou em 2012 o processo para obter residência permanente pelo Daca, programa que concede proteção temporária a imigrantes que chegaram ao país ainda crianças. O processo foi reaberto em 2025 pela gestão Trump, e ela continua sem status legal definitivo.

De acordo com o Post, a Casa Branca tem descrito Bruna como “mãe ausente”. A detida considera essa caracterização “nojenta” e afirma ter mantido relação cordial com a família Leavitt, a ponto de escolher Karoline como madrinha do filho e autorizar a participação do menino em eventos oficiais, como a caça aos ovos de Páscoa na Casa Branca.

Em mensagens enviadas ao jornal, Michael Leavitt negou envolvimento na prisão da ex-companheira e afirmou ser “o pai mais constante” na vida do filho. Já Bruna relatou que, após a detenção, familiares de Michael sugeriram que ela se “autodeportasse”, o que, segundo sua defesa, resultaria em dez anos de impedimento para retornar aos EUA.

No centro de detenção, Bruna diz enfrentar a possibilidade de deportação enquanto espera a conclusão do processo. “Vestir esse macacão laranja é um insulto depois de ter passado quase toda a minha vida aqui”, declarou.

Com informações de Poder360