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quarta-feira, janeiro 14, 2026
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Cortes dos EUA ameaçam fechar ONGs no Brasil a partir de 2026

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Organizações humanitárias que atuam no Brasil correm o risco de encerrar atividades em 2026 devido à redução dos repasses do governo dos Estados Unidos. A diminuição dos recursos já atinge projetos do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e entidades como a Casa 1, em São Paulo.

Cortes começaram em 2025

No início de 2025, as organizações foram notificadas sobre a decisão da administração do presidente Donald Trump de limitar a ajuda internacional. Desde então, diversas ONGs operam com orçamentos reduzidos ou inexistentes, e há relatos de funcionários trabalhando sem salário.

Impacto na ONU e no Acnur

Com menos dinheiro proveniente de Washington, a ONU diminuiu seus programas de assistência em 2025. O Acnur teve o orçamento global reduzido em cerca de 25%, passando a trabalhar com menos de US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 21,8 bilhões), nível observado pela última vez há uma década. O alto-comissário Filippo Grandi estima um déficit adicional de US$ 300 milhões, o que pode provocar cortes ainda maiores.

Refugiados no Brasil

A queda nos recursos afeta diretamente 270 mil refugiados que vivem no Brasil, ameaçando serviços de apoio financeiro, documentação, saúde e educação. O Acnur alerta que respostas a emergências, como a registrada no Rio Grande do Sul em 2024, também ficarão comprometidas. Mais de 17 mil refugiados podem deixar de receber auxílio para trabalhar, aprender português e conquistar autonomia.

Casa 1 anuncia fechamento

Fundada em 2017, a Casa 1 comunicou em 3 de novembro que deve encerrar suas atividades em abril de 2026. O centro cultural e de acolhida para pessoas LGBTQIA+ afirma ter perdido financiamentos internacionais após a eleição de Trump. A entidade atende ainda idosos da região, oferecendo atividades socioeducativas, de saúde mental e segurança alimentar. Para concluir o atendimento aos atuais beneficiários, a Casa 1 busca doações de pessoas físicas.

Perspectiva de novos desligamentos

A expectativa é que outras organizações humanitárias anunciem encerramentos ou redução de programas nos próximos meses, à medida que contratos de financiamento internacional cheguem ao fim sem renovação.

Com informações de Poder360

China convoca veículos estrangeiros e contesta cobertura do incêndio em Hong Kong

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O Escritório para Salvaguardar a Segurança Nacional da China (OSSNC) em Hong Kong reuniu-se neste sábado, 6 de dezembro de 2025, com representantes de veículos internacionais para adverti-los sobre o que classificou como “informações falsas” a respeito do incêndio que matou pelo menos 159 pessoas no complexo residencial Wang Fuk Court.

Segundo comunicado divulgado após o encontro, alguns meios de comunicação estrangeiros teriam “ignorado os fatos, distorcido o trabalho de socorro” e tentado “interferir na eleição do Conselho Legislativo”, marcada para este domingo (7.dez). Os nomes das empresas convocadas não foram divulgados.

O OSSNC fundamentou a convocação na Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim ao território em 2020. A legislação permite ao órgão adotar medidas para “fortalecer a gestão” de entidades estrangeiras, inclusive organizações jornalísticas. As autoridades chinesas também alertaram para a possibilidade de o desastre ser usado para “perturbar” Hong Kong.

Incêndio mais letal da história local

O fogo iniciou em 26 de novembro e atingiu sete dos oito arranha-céus do Wang Fuk Court, um dos maiores conjuntos habitacionais da região administrativa especial. As chamas foram totalmente controladas dois dias depois.

Em boletim divulgado na quarta-feira (3.dez), a polícia informou ter identificado 140 das 159 vítimas: 91 mulheres e 49 homens. A pessoa mais jovem tinha 1 ano de idade; a mais velha, 97. Outras 31 continuam desaparecidas. De acordo com as autoridades, muitos corpos ficaram carbonizados, dificultando a identificação.

Investigadores apontam falta de fiscalização e uso de materiais de baixa qualidade em uma reforma como fatores que aceleraram a propagação do fogo e dificultaram a fuga dos moradores. Treze pessoas foram presas sob suspeita de responsabilidade pelo desastre.

Com informações de Poder360

Cabo do Exército é morta dentro de quartel em Brasília; soldado confessa crime

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Uma cabo do Exército Brasileiro foi assassinada na tarde de sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, no interior do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), localizado no Setor Militar Urbano, em Brasília. A vítima, Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, integrava a banda de música da unidade.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, o crime ocorreu por volta das 16h30 na área da fanfarra, último local onde a militar foi vista ao lado de um soldado do mesmo regimento. O suspeito, identificado como Kelvin Barros da Silva, fugiu após o homicídio, mas foi preso em flagrante pouco depois e admitiu a autoria.

Dinâmica do crime

Em depoimento, o soldado afirmou que mantinha um relacionamento com a cabo e que, durante uma discussão, ela teria sacado a própria arma. Segundo o relato, ao tentar contê-la, ele alcançou a faca militar presa ao cinturão dela e golpeou o pescoço da vítima, que morreu no local. Em seguida, o suspeito buscou álcool em um banheiro, ateou fogo à fanfarra e abandonou a arma da militar durante a fuga.

Corpo encontrado após combate a incêndio

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foi acionado às 16h06. As equipes controlaram as chamas e resfriaram edificações vizinhas para evitar a propagação do fogo. O corpo da cabo foi localizado carbonizado durante as ações de rescaldo.

Inquérito e punições

O Comando Militar do Planalto informou ter instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do feminicídio e do incêndio. A perícia contou com participação da Polícia do Exército, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.

Kelvin Barros da Silva permanece detido no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília. Ele deve ser excluído das fileiras da Força e responderá pelos crimes de feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual, podendo pegar até 54 anos de prisão. O Exército declarou que está prestando apoio à família da vítima e reforçou que não compactua com atos criminosos.

Com informações de Poder360

Marcello Novaes publica texto nas redes e fãs sugerem indireta para Saory Cardoso

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O ator Marcello Novaes compartilhou, na manhã de sábado (6/12), um texto reflexivo em seu perfil no Instagram. Sem mencionar nomes, a mensagem foi interpretada por seguidores como um recado direcionado à ex-namorada, a influenciadora Saory Cardoso, atualmente confinada no reality show “A Fazenda”.

Na publicação, Novaes escreveu frases como: “Eu te perdoo porque guardar rancor de gente tão irrelevante não combina comigo” e “Prefiro o silêncio à necessidade de explicar o óbvio”. Ele também acrescentou: “Se sua opinião sobre mim é ruim, só me sinto mais leve, porque isso mostra que estou no caminho certo”.

Nos comentários, internautas relacionaram o texto a Saory. “Indireta, direta”, escreveu uma seguidora. Outra afirmou: “A dra. perdeu muito”.

Enquanto isso, dentro do programa da Record, Saory Cardoso relembrou o relacionamento com o ator. Na quinta-feira (4/12), ela contou que a aproximação começou por mensagens diretas no Instagram após Novaes começar a segui-la. A influenciadora disse ter pensado, à época, que o ator ainda era casado com Letícia Spiller, mas depois descobriu que a separação já era antiga.

A ex-namorada relatou ainda que gostava “muito” de Novaes, mas que o namoro terminou antes de sua entrada no reality. Segundo Saory, o ator chegou a sugerir uma conversa derradeira, mas ela preferiu não atender ao pedido.

Marcello Novaes publica texto nas redes e fãs sugerem indireta para Saory Cardoso - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

As declarações da influenciadora e a postagem do ator repercutem entre fãs, que acompanham possíveis desdobramentos públicos do término nas redes sociais.

Com informações de Metrópoles

Aprovação do governo Lula segue em 32%, enquanto reprovação fica em 37%, aponta Datafolha

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A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (5.dez.2025) indica que 32% dos brasileiros consideram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “ótimo” ou “bom”. Outros 37% classificam a gestão como “ruim” ou “péssima”, mantendo a diferença de cinco pontos percentuais observada na sondagem anterior, realizada em setembro.

O levantamento entrevistou 2.002 eleitores em 113 municípios entre 2 e 4 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Estabilidade em relação à rodada anterior

Em setembro, 33% avaliavam positivamente o governo e 38% negativamente, o que demonstra estabilidade dentro da margem de erro.

Avaliação pessoal do presidente

Quando a pergunta se refere diretamente ao trabalho de Lula, 49% aprovam a atuação do presidente, ante 48% registrados no último levantamento. A desaprovação permanece em 48%.

Destaques por segmento

Entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos — faixa beneficiada pela recente ampliação da isenção do Imposto de Renda —, a aprovação subiu quatro pontos, variação considerada estatisticamente neutra dentro da margem de erro desse recorte.

O governo obtém melhores índices entre pessoas com 60 anos ou mais (40% de avaliação positiva), cidadãos com menor escolaridade (44%), moradores do Nordeste (43%) e católicos (40%). Já a reprovação é mais acentuada entre entrevistados com ensino superior (46%), renda de cinco a dez salários mínimos (53%), residentes da região Sul (45%) e evangélicos (49%).

Comparação com gestões anteriores

No terceiro ano de mandato, a atual avaliação de Lula supera a do ex-presidente Jair Bolsonaro no mesmo período de 2021, quando 53% reprovavam o governo e 22% o aprovavam. Por outro lado, o índice fica abaixo do verificado no segundo mandato de Lula em 2008, quando ele atingia 72% de aprovação e apenas 6% de reprovação.

Os resultados confirmam a tendência de estabilidade observada nos últimos meses, sem variações significativas nos indicadores de aprovação ou de reprovação do governo federal.

Com informações de Poder360

Eduardo Bolsonaro afirma que Flávio encarna legado do ex-presidente após indicação à Presidência

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou neste sábado (6.dez.2025) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “representa tudo o que Jair Bolsonaro é”. A fala foi divulgada em vídeo um dia após o ex-presidente indicar o filho como pré-candidato do PL à Presidência da República.

“Os mesmos que atacavam meu pai agora atacam o Flávio, porque sabem o que ele simboliza”, afirmou Eduardo. Segundo o deputado, a decisão é uma resposta às pressões que teriam sido feitas para impedir a participação do ex-mandatário no processo eleitoral.

Perseguição e recado a críticos

Eduardo afirmou que Jair Bolsonaro — preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado — foi “chantageado” para se afastar da disputa, mas optou por manter o projeto político por meio do filho.

“O sistema tentou calar, chantagear e prender Bolsonaro. Mesmo assim, ele escolheu dar continuidade ao movimento”, disse. O parlamentar acrescentou que retirar Flávio da corrida presidencial significaria vitória para grupos que, na visão dele, defendem censura e prisão política. “Sem liberdade, não existe futuro para o Brasil”, destacou.

Definição da candidatura

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou na sexta-feira (5.dez) que Flávio será o nome do partido nas eleições de 2026. A articulação começou em outubro, durante viagem do senador aos Estados Unidos para visitar Eduardo, e foi sacramentada em 25 de novembro, quando Flávio visitou o pai na PF.

Líderes da legenda, como Sóstenes Cavalcante (RJ), Mário Frias (SP) e Carlos Jordy (RJ), manifestaram apoio público à escolha.

Cenário eleitoral

Pesquisas divulgadas em novembro por AtlasIntel e Paraná Pesquisas mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com intenção de voto entre 36,3% e 47,3%. Flávio Bolsonaro aparece de 19,7% a 23,1%.

Os levantamentos indicam que a entrada oficial do senador na disputa pode alterar a correlação de forças para a eleição do próximo ano.

Com informações de Poder360

Senador Carlos Viana é operado para retirada de tumor no estômago neste sábado

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O senador Carlos Viana (Podemos-MG) passou, na manhã deste sábado (6.dez.2025), por uma cirurgia para remover um tumor localizado na parte externa do estômago. O procedimento teve início às 7h no Orizonti Hospital, em Belo Horizonte (MG).

Presidente da CPMI do INSS, Viana afirmou que recebeu indicação cirúrgica há cerca de 90 dias, mas decidiu aguardar o recesso parlamentar para não interromper os trabalhos da comissão que investiga descontos irregulares em aposentadorias e pensões. “Trabalhamos para livrar o país da corrupção”, justificou em vídeo publicado nas redes sociais.

Desde março, o parlamentar faz quimioterapia oral. Segundo ele, o tratamento controla a doença, mas a intervenção cirúrgica foi recomendada pela equipe médica. “Espero por um tratamento bem menos agressivo em 2026”, disse.

Diagnóstico revelado na comissão

Viana tornou público o diagnóstico durante a última sessão do ano da CPMI, na quinta-feira (4.dez.2025). Na ocasião, relatou ter enfrentado o tumor “em silêncio, com fé e foco absoluto no trabalho da comissão” e informou que a cirurgia ocorreria neste sábado.

Ele encerrou o discurso citando trecho bíblico de Isaías 41:10 e prometeu retornar “ainda mais forte” para continuar a apuração. Ao final, recebeu aplausos de pé dos parlamentares presentes.

Trajetória na CPMI

Eleito presidente da comissão em agosto por 17 votos a 14, Viana superou o candidato apoiado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Omar Aziz (PSD-AM). A CPMI apura denúncias de descontos não autorizados feitos por entidades em benefícios do INSS.

Com informações de Poder360

Flávio Bolsonaro pede prioridade para anistia do 8 de Janeiro e diz que candidatura já está definida

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Brasília — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, que a decisão sobre sua candidatura à Presidência da República está “batida” e que as articulações eleitorais começam imediatamente. Durante reunião com aliados, ele pediu que partidos de direita concentrem esforços para aprovar, ainda este ano, o projeto de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro.

“Temos apenas duas semanas. O primeiro gesto que peço às lideranças anti-Lula é aprovar a anistia para inocentes”, escreveu o parlamentar na rede social X.

Tramitação no Congresso

A proposta de anistia é tratada como prioridade pelo PL desde 2024. Naquele ano, a Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência para o texto, mas a matéria não avançou no plenário. O projeto beneficia acusados e condenados pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

Condenação de Jair Bolsonaro

Entre os condenados está o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por organização de atos considerados antidemocráticos, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe, destruição de patrimônio e dano a prédio tombado. Ele cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Definição da candidatura

A escolha de Flávio para disputar o Palácio do Planalto foi selada em 25 de novembro, quando o senador visitou o pai na sede da PF. A articulação começou em outubro, durante viagem de Flávio aos Estados Unidos para encontrar o irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Lideranças do PL, como Sóstenes Cavalcante (RJ), Mário Frias (SP) e Carlos Jordy (RJ), já declararam apoio ao lançamento da candidatura.

Cenário nas pesquisas

Levantamentos de novembro dos institutos AtlasIntel e Paraná Pesquisas apontam que, se a eleição ocorresse hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria entre 36,3% e 47,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registraria de 19,7% a 23,1%.

Com informações de Poder360

48 companhias saem da B3 em três anos e encolhem número de listadas para 368

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São Paulo – Dados da B3 indicam que 48 empresas deixaram o mercado de ações entre outubro de 2023 e outubro de 2025. No período, o total de companhias listadas caiu de 416 para 368, apesar do Ibovespa ter batido recorde nominal de 165.035,97 pontos em 5 de dezembro de 2025.

Quem saiu

Entre as empresas que cancelaram registro estão Cielo, Carrefour Brasil, Santos Brasil, BRF, Grupo Soma, Sinqia, Eletromidia e Eletropar.

Motivos apontados

Analistas atribuem o movimento a dois fatores principais:

• Selic a 15% ao ano – juros elevados aumentaram o endividamento e pressionaram resultados, levando parte das companhias à recuperação judicial.

• Ação barata na bolsa – desvalorização prolongada estimulou controladores a recomprar ações e fechar o capital.

“Há duas bolsas no Brasil: a das grandes, que vai bem, e a das pequenas, esquecida”, disse Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth.

Recorde que não reflete a maioria

Petrobras, Vale e grandes bancos concentram mais da metade do Ibovespa, o que, segundo Corleta, distorce a percepção de desempenho. Diversas ações seguem até 90% abaixo dos picos históricos.

A valorização recente é atribuída ao cenário externo, como a desvalorização do dólar e o início do corte de juros em economias desenvolvidas, afirmou o analista.

Custo e complexidade de abrir capital

Para John Murillo, diretor de negócios da B2BROKER, o apetite por risco mostrado no índice não significa que fazer IPO no Brasil seja atrativo. “Abrir capital continua caro, complexo e arriscado”, disse, citando instabilidade econômica, incertezas fiscais e volatilidade.

Segundo Murillo, empresas têm recorrido a fundos privados, crédito estruturado ou bolsas estrangeiras como alternativas de financiamento.

Brasil perde espaço internacional

Levantamento do Banco Mundial aponta 331 companhias brasileiras listadas em 2024, número inferior ao de Índia, Coreia do Sul, Turquia e Chile. O total já foi de 478 em 2000 e 592 em 1986.

Guilherme Almeida, sócio-diretor da A&M Performance, observa que juros altos barateiam empresas médias, favorecendo aquisições ou recompra de ações. “O índice bate recorde porque o capital estrangeiro busca blue chips, enquanto os pequenos negócios sofrem com liquidez reduzida”, afirmou.

Almeida acrescenta que o custo regulatório para manter capital aberto no país é elevado, diferentemente de mercados como o chileno, onde os juros são menores e há incentivos para listagens de menor porte.

Participação das companhias abertas na economia

Estudo FGV/Abrasca com as 270 maiores companhias abertas aponta geração de R$ 2,1 trilhões em valor adicionado em 2024, o equivalente a 17,9% do PIB. Juntas, elas empregam 2,8 milhões de pessoas e recolheram R$ 639,6 bilhões em tributos no período.

O levantamento mostra ainda que as 15 maiores empresas respondem por 14,6% da arrecadação empresarial total, enquanto as 270 analisadas representam 23%.

Mesmo com menos companhias na bolsa, estudos indicam que o segmento segue relevante para emprego, arrecadação e formação de riqueza nacional.

Com informações de Poder360

Petrobras projeta US$ 109 bilhões em investimentos no Plano de Negócios 2026-2030

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Brasília, 6.dez.2025 – O 145º episódio do programa “Infra em 1 Minuto”, parceria entre o Poder360 e o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), analisou o Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras. O documento, divulgado após o balanço do terceiro trimestre, prevê US$ 109 bilhões em investimentos, valor 2% menor que o ciclo anterior.

De acordo com o especialista em óleo e gás Pedro Rodrigues, sócio do CBIE e comentarista do programa, a estatal adotou postura mais conservadora diante da expectativa de queda do barril Brent para US$ 70 em 2025 e US$ 63 em 2026.

Foco em exploração e produção

Os recursos continuam concentrados em Exploração & Produção, que receberá US$ 78 bilhões — 72% do total. A prioridade permanece no pré-sal e em ativos de maior retorno, sinalizando continuidade da estratégia vigente.

Reação do mercado

No pregão da B3 de 28.nov.2025, as ações da Petrobras recuaram cerca de 3% após a divulgação do plano, refletindo avaliação de que não houve mudanças estruturais ou movimentos mais ousados. No exterior, os papéis ficaram praticamente estáveis.

Avaliação do CBIE

Para Rodrigues, o plano “reforça prudência e ajuste”, mas não altera a rota estratégica da companhia. Segundo ele, o principal desafio será equilibrar disciplina financeira e competitividade para evitar percepção de estagnação.

O programa “Infra em 1 Minuto” é veiculado semanalmente no canal do Poder360 no YouTube.

Com informações de Poder360